Esta não é uma qualquer causa. É uma causa boa que nem precisaria dos argumentos mamários das áctivistas.
Esta não é uma qualquer causa. É uma causa boa que nem precisaria dos argumentos mamários das áctivistas.
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| Fonte: SNS - Dívida Total, Vencida e Pagamentos em Atraso |
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| mais liberdade |
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The first is that the long-heralded Ukrainian counter-attack is, so far, less about a melee on the ground and more about a methodical attempt to target Russian supply lines. Until now, this has been through missile and rocket strikes, although Moscow’s claim that the Mayskoye attack was carried out by ‘saboteurs’ would – if true – represent an interesting new approach. (And a serious embarrassment for the Russian security forces, given that the alleged attackers apparently also managed to disappear.)
The old adage that ‘amateurs study tactics, but professionals study logistics’ is especially true in light of modern militaries’ dependence on a constant supply of fuel, ammunition, and all the other consumables of mechanised warfare.
This is a particular Achilles’ heel of the Russians. They have tended to rely on a few, larger supply hubs as close to the front line as possible, to minimise the distances their limited fleet of trucks must travel. Now that the Ukrainians are using not just the much-vaunted new American HIMARS launchers with highly-accurate GMLRS rockets but also a range of other Nato-supplied artillery and rocket launch systems, Kyiv’s claim that it can hit near enough all Russia’s supply lines in the south are distinctly credible.
With dozens of their fuel and ammunition stores having been destroyed, the Russians are having to rely on more, smaller ones, based further from the lines.
This is not the only reason why recent weeks have seen a dramatic decrease in the amount of artillery fire across the front line, but it certainly is one of the main ones. Given that the Russians have relied on massive bombardments for what advances they have made, this seriously degrades their offensive capabilities and their ability to disrupt any Ukrainian counter-attacks.
The second is how far the accuracy of the western weapons systems being supplied to Ukraine is being used to best effect thanks to first-rate intelligence that allows for rapid or even real-time targeting.
In some cases, it seems that this is thanks to western assistance, with information from spy satellites and technical intelligence-gathering quietly fed to Kyiv. At others, it is through good use of drones, stealthy scouts on the ground, or informants amongst the population now behind Russia’s front line.
«However, it is also thanks to inspired use of open source intelligence in the panopticon age. Despite their efforts to confiscate their soldiers’ mobile phones and otherwise prevent the leakage of actionable information, the Russians are swimming against the tide.
A recent missile strike on a Wagner mercenary force HQ in Popasna, for example, was delivered thanks to the incautious social media posting of a pro-Russian journalist. When he uploaded a photo on Telegram showing the base and a street sign, he inadvertently gave the Ukrainians the clues to identify its location, so that it could be targeted using GPS coordinates.
Finally, the attack underlines the message of last week’s strike on the Saki airbase: that Crimea is well and truly in play. There is no real sense that a direct Ukrainian assault on the heavily-defended peninsula is possible in the foreseeable future. However, the relative impunity it – and the numerous bases, airfields and supply hubs there – enjoyed until recently is now a thing of the past.
None of this is to suggest that a Ukrainian victory is in any way inevitable – it is always dangerous to write Russia off as spent. However, what it does underline is the degree to the which the Ukrainians are adapting more quickly and effectively than their enemy, taking the huge amounts of western military assistance and using it in ways that maximises their own strengths and denies the Russians their own.
This is not just a matter of sheer numbers of soldiers or weight of bombardment, nor even tactics and generalship. It is a war of imagination and adaptation, and there the Ukrainians have again demonstrated their edge.»
«Ukraine has found Russia’s Achilles’ heel in Crimea», Mark Galeott
«Portugal é um país sem futuro. É um país profundamente desigual, ao mesmo tempo rico e europeu, mas com salários miseráveis para uma parte significativa da população – mais de metade da qual ganha menos de 1000 euros por mês. É um país que tem impostos muito progressivos, mas depois é capturado por interesses corporativos, muitas vezes dos ricos. Pense no caso da TAP – quem anda de avião e qual o salário dos pilotos? – ou dos que não pagam propinas para andar na universidade pública ou ir ouvir ópera ao São Carlos. Todos estes subsídios beneficiam quem? Basta ver as melhores universidades públicas, como a Nova SBE, e observar o tipo de alunos que lá andam – como se vestem e as marcas de carros que conduzem. São os filhos dos pobres que não vão para a universidade, ou que por falta de notas devido a um contexto económico e social desfavorecido pagam propinas nas privadas. Tudo isto é fiscalmente regressivo e fundamentalmente injusto. Tudo indica que nada vai melhorar nas próximas décadas. Portugal é um país doente, mas em negação. Aliás, a própria oposição está frequentemente em negação. Votei no PSD em 2011, mas não hesito em dizer que esse Governo teve uma retórica pública desastrosa e na verdade fez poucas reformas importantes, sendo a exceção mais importante as reformas laborais do Pedro Martins, entretanto de resto já em grande parte revertidas. Deviam ter repetido até à exaustão que estavam a implementar o ‘memorando de austeridade do Sócrates’, mas fizeram antes erros graves com a questão da TSU, do ‘irrevogável’, e da muito infeliz expressão ‘ir para além da troika’. Repare como o PS com profunda desonestidade não hesita em gastar a tecla da ‘austeridade do Passos’ até à exaustão. E sabem que o povo já se esqueceu, ou não quer saber, de quantos do atual PS estiveram ao lado de Sócrates. O povo confunde o momento em que sentiu as consequências com os culpados, e por isso a coligação PSD-CDS perdeu 700 mil votos que precisava em 2015. E depois não quiseram aceitar que perderam, porque é evidente que quem consegue formar maioria no parlamento é que ganha, o resto é conversa. A conversa do diabo que aí vinha mostrou não compreenderem como funciona a UE e o BCE e foi a machadada final. Penso que vamos ter muito tempo de PS pela frente, infelizmente. Quem acha que vitórias como as de Cavaco Silva se podem repetir não compreende as tendências de longo prazo nem o contexto do que era o país na altura, e do que é agora. O Nuno Garoupa, que é a pessoa que melhor compreendeu estas tendências e previu o que ia acontecer à direita, costuma dizer que Portugal é uma cleptocracia legitimada nas urnas. Parece-me uma boa descrição do país. Devo dizer que na minha opinião ele tem uma capacidade intelectual completamente fora da escala entre a direita portuguesa, que no geral é muito limitada. Também por isso não o ouvem o suficiente, muitos preferindo uma devoção pouco refletida ao chefe atual, seja quem for, numa lógica de sebastianismo tolo e suicidário. Aviso como declaração de interesses que o Nuno Garoupa é meu amigo próximo, mas isso também tem a ver com me parecer que muitos dos avisos que faz, nomeadamente sobre a Justiça, metem o dedo na ferida dos entraves fundamentais à economia e sociedade portuguesa. Tenho uma grande admiração intelectual por ele, e quem me conhece sabe que raramente uso tais palavras sobre seja quem for. Há muito poucas pessoas no espaço público verdadeiramente independentes em Portugal. É por isso que aprecio pessoas como o Luís Aguiar-Conraria ou a Susana Peralta, ou o Pedro Magalhães, que têm a sua ideologia mas pensam nas questões assunto a assunto e vendo o que diz a literatura científica. Da minha parte posso dizer-lhe que não sou militante de nenhum partido, até tenho divergências com parte da direção (e das bases) do partido em que tenho votado, a IL, sobre várias questões (por exemplo fiscais). É normal em partidos plurais haver diversidade de pontos de vista, mas existem por aí muitas claques em busca de uma qualquer pureza ideológica e boas lideranças devem moderar os ânimos e meter essa gente na ordem. Os partidos não devem ser clubes de futebol, nem uma religião. E há linhas que não se podem ultrapassar. Por isso, e apesar de eu ter muita estima por pessoas como a Carla Castro ou o Joaquim Miranda Sarmento, até já anunciei publicamente que não volto a votar na IL nem no PSD enquanto não clarificarem porque se juntaram ao PS e não assumiram posição sobre a proposta do Conselho Superior da Magistratura sobre a criação de um grupo de trabalho para limitar a circulação de juízes entre a justiça e a política. Devia ser evidente que a independência do poder judicial tem que ser intocável. Portas giratórias desta natureza são profundamente destrutivas de um país, aliás já a transbordar de conflitos de interesse com o é o caso de Portugal. Deixar isto acontecer é mais um passo para Portugal seguir o caminho da Hungria e da Polónia. Por isso, não hesito em votar em branco, se tiver de ser, e em encorajar outros a fazer o mesmo. Não voto útil.»
Da entrevista de Nuno Palma, professor associado da Universidade de Manchester e especialista em história económica, ao jornal Nascer do Sol
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| Daily Presidential Tracking Poll - Rasmussen reports |
Take Another Plan
Depois de cinco anos a circular na justiça de Herodes para Pilatos, o STJ deu razão ao sindicato dos pilotos e a TAP terá de pagar 50 milhões a mais de mil pilotos por “erro” no cálculo dos seus salários.«The FBI raided Donald Trump’s home in Florida, but we don’t know why. Early reports suggest a link to Trump’s alleged removal of classified material from the White House, but until we know more, there is no point in speculating on why the Justice Department has taken the remarkable step of searching the home of a former president. Republicans, of course, are now screaming that the FBI must be destroyed. Former Speaker of the House Newt Gingrich has gone so far as to suggest that federal agents planted evidence in Trump’s Florida manse; so much for the GOP as the party of “law and order.”
Investigating a former president and tossing his residence is a massive step, and normally, most Americans would, I assume, be reluctant to even consider it. But Trump, both in and out of office, effectively lives as a mafia don, thumbing his nose at the laws he was supposed to execute and the Constitution he was supposed to protect. He destroyed the norms that might have given him the benefit of the doubt now, leaving the rest of us to make a simple argument: No one is above the law.
And that includes the commander in chief. The raid on Citizen Trump is high drama, but I fear that the news from Florida is overwhelming an even more shocking story about President Trump and the American military. Law enforcement in the United States has always been an imperfect patchwork of fine departments and corrupt backwaters, of dedicated public servants and dangerous cowboys. But through it all, we have always been able to count on the armed forces of the United States as the apolitical and steady defenders of the American nation.
Trump wanted to change that and turn the military into his own praetorian guard. In an except from a forthcoming book, the journalists Susan Glasser and Peter Baker reveal an exchange between Trump and his then-chief of staff, John Kelly:
“You fucking generals, why can’t you be like the German generals?”
“Which generals?” Kelly asked.
“The German generals in World War II,” Trump responded.
“You do know that they tried to kill Hitler three times and almost pulled it off?” Kelly said.
Trump refused to believe Kelly: “No, no, no, they were totally loyal to him,” he replied. “In his version of history,” Glasser and Baker write, “the generals of the Third Reich had been completely subservient to Hitler; this was the model he wanted for his military.” (...)
Trump will continue his war on the FBI as part of his ongoing struggle against democracy and the rule of law. But his attempt to corrupt the U.S. military—which, in the event of a national crisis, foreign or domestic, is the final line of defense for our system of government—was a vastly more dangerous gambit, and one we should not forget in the midst of the current scrum.»
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| Entrevista ao Público (o Avante da Sonae) |
O Dr. Barata é um filósofo, professor da Universidade da Beira Interior, e informa-nos na sua página pessoal que foi um dos criadores do «Manifesto para uma Esquerda Livre, esteve na fundação do partido político Livre e integrou a coordenação do Congresso Democrático das Alternativas.» Só podia.
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| BdP |
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| Fonte |
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| State-run oil giants will make or break the energy transition |
Na realidade são as empresas estatais, largamente dominantes em África, Médio Oriente, América Latina e Ásia) e não as privadas, e são as não americanas nem europeias, que dominam as reservas e a produção (mas não o investimento, guess why). Não admira, por isso, que os cinco maiores produtores sejam do Médio Oriente (Saudi Aramco, saudita, NIOC, iraniana), Rússia (Gazprom e Rosneft) e China (CNPC).
Já agora, note-se que as maiores reservas do mundo são controladas pela PDVSA, a petrolífera estatal venezuelana, que, contudo, não figura nas 15 maiores produtores e nem consegue abastecer o pequeno mercado da Venezuela, importa da «irmã República Islâmica do Irão» e deixa regularmente várias regiões sem gasolina (guess why).

Em conclusão, quem trabalha menos (very low work intensity [*]) em Portugal têm um risco de pobreza inferior à média UE, ao contrário de quem trabalha mais (Medium work intensity, Very high work intensity) que tem um risco de pobreza superior à média UE. Será que os incentivos para trabalhar funcionam ao contrário no Portugal dos Pequeninos?
[*] Intensidade laboral muito baixa: a média do tempo trabalhado é igual ou inferior a 20% do tempo de trabalho possível; intensidade laboral muito alta: a média do tempo trabalhado excede 85% do tempo de trabalho possível.
«O que fica absolutamente claro é que para o presidente do PSD os interesses do mercado, em particular numa aparente ameaça especulativa, sobrepõem-se aos interesses dos utentes, dos consumidores, e isso é absolutamente inaceitável. Revela bem a natureza política e ideológica da nova liderança do PSD, que como sempre dissemos é uma natureza profundamente neoliberal”, disse o secretário-geral adjunto do PS, Dr. João Torres, o que, à parte o «profundamente neo», que está lá só como sound bite, seria uma boa notícia a respeito do Dr. Montenegro não fossem os paleosocialistas como o Dr. João Torres geralmente mentirosos.
Se o Dr. João Torres fosse dotado de um módico de inteligência para perceber os resultados dos últimos de 17 anos de governos socialistas com um resgate pelo meio e de algum pudor, não teria corrido o risco de acrescentar «para o PS em primeiro lugar estão os consumidores, em primeiro lugar está também a boa gestão da coisa pública» o que poderia levar os consumidores a ficar com vontade de experimentar um governo profundamente neoliberal em alternativa aos desastres que o paleosocialismo nos tem proporcionado.
«A boa gestão da coisa pública» é ter uma das electricidade mais caras da UE, em que os subsídios pesam mais de 40%, ter fechado a central de Sines, a central a carvão mais eficiente e menos poluidora da Península Ibérica, etc. (um enorme etc.).
«Consideremos a lamentável dependência da Alemanha dos combustíveis russos. Isto aconteceu não só porque Putin seduziu empresários e políticos com preços baixos, aumentando assim a participação da Rússia no consumo de gás natural da Alemanha de 30% há duas décadas para 55%. Também foram tomadas decisões para reduzir o fornecimento de energia de outras fontes. Entre inúmeros exemplos de tal tolice, a mais conhecida diz respeito à energia nuclear. Quando um tsunami atingiu os reatores nucleares japoneses em Fukushima em 2011, o governo da então chanceler Angela Merkel fechou metade da capacidade de geração nuclear da Alemanha praticamente da noite para o dia. Estabeleceu a data de fecho de dezembro de 2022 para as últimas três centrais, uma meta que só agora está sendo questionada, quando a escassez de energia se aproxima. Refletindo a peculiar ausência de urgência na política alemã, um compromisso proposto pede aos Verdes que abandonem sua insistência em fechar os reactores e em troca seus parceiros de governo abandonam as objeções aos limites de velocidade nos auto-estradas.
No entanto, talvez o maior golo da Alemanha tenha sido marcado contra sua própria indústria de gás natural. Os alemães não têm a sorte dos seus vizinhos holandeses, cujo campo gigante de Groningen, à distância de um mero passeio de bicicleta da fronteira, produziu cerca de US$ 500 mil milhões em gás desde 1959. Mas as próprias reservas da Alemanha não são insignificantes. Na virada do milénio, a Alemanha estava bombeando cerca de 20 mil milhões de m3 de gás natural por ano, o suficiente para suprir cerca de um quarto da demanda nacional. Mas, embora os geólogos pensem que a Alemanha detém pelo menos 800 mil milhões de m3 de gás explorável, a produção não cresceu, mas entrou em colapso, para uns meros 5-6 mil milhões de m3, equivalentes a apenas 10% das importações da Rússia.
A razão é simples. A geologia determina que quase todo o gás da Alemanha só pode ser extraído usando fracturação hidráulica (fracking), mas o público alemão tem um medo irracional de fracking. Não apenas um medo: em 2017, o governo de Merkel aprovou uma lei que basicamente proíbe o fracking comercial, embora as empresas alemãs tenham usado a técnica no país desde a década de 1950, sem um único incidente relatado de danos ambientais graves.
As causas do medo do público não são difíceis de perceber. Em 2008, a Exxon, uma grande empresa petrolífera americana, propôs a expansão do uso de fracking num local no norte da Alemanha. Enquanto ambientalistas se juntavam para protestar, o cada vez mais influente Partido Verde entrou na luta. O mesmo fez o Russia Today, um canal pró-Kremlin, alertando para que fracking causa radiação, defeitos congénitos, desequilíbrios hormonais, a libertação de imensos volumes de metano e resíduos tóxicos, e o envenenamento de dos peixes. Nada menos que um especialista como o próprio Putin declarou, antes de uma conferência internacional, que fracking faz gosma preta sair das torneiras da cozinha.
Os alemães parecem gostar de contos de fadas. "Finalmente, desistimos de tentar explicar que fracking é absolutamente seguro", suspira Hans-Joachim Kümpel, ex-chefe do principal órgão consultivo do governo sobre geociência. "Eu realmente não posso culpar as pessoas que não têm compreensão da geologia subsuperficial, se tudo o que ouvem são histórias de terror."
Os produtores alemães de gás dizem que, se tiverem a oportunidade, com os novos métodos de fracking ainda mais limpos e seguros de hoje, eles poderiam duplicar a produção em apenas 18-24 meses. Nesse nível, a Alemanha pode estar bombeando gás até o próximo século. Isso reduziria as importações em cerca de US$ 15 bilhões por ano. E isso não é um conto de fadas.»
Excerto de Germans have been living in a dream