Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

15/04/2012

Nem todos os obamas de Obama fazem felizes os obamófilos: episódio (54) – há um mais igual do que outra

Simone Veil disse um dia que a igualdades entre os sexos só seria alcançada quando um homem competente fosse substituído por uma mulher incompetente.

Se o critério for bom devemos concluir que Barack Obama, o campeão das minorias e das igualdades, está a ir ao arrepio do caminho para a igualdade profissional entre o homem e a mulher, porque está a defender a candidatura de um homem incompetente para o lugar de presidente do Banco Mundial contra a candidatura de uma mulher competente para esse lugar, negra e nacional de um país em desenvolvimento – no tempo em se chamavam os bois pelos nomes costumava designar-se por país subdesenvolvido.

O candidato de Obama é Jim Yong Kim, um professor de políticas de saúde pública, reitor de uma universidade em Nova Inglaterra, sem background como economista nem como gestor, admirador de Noam Chomsky e das políticas «igualitárias» praticadas em Cuba.

A mulher em causa é Ngozi Okonjo-Iweala, ministra das Finanças da Nigéria por várias vezes, conhecida pelo seu combate à corrupção, graduada em Harvard e no MIT, com 20 anos de trabalho no Banco Mundial e as melhores qualificações possíveis para o cargo.

Sem comentários: