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19/05/2009

SERVIÇO PÚBLICO: começou por ser saga, continuou como comédia e acabou como tragédia

aqui, aqui, aqui, aqui e aqui tratei do objectivo do programa do governo de «recuperar, nos próximos quatro anos, os cerca de 150.000 postos de trabalho perdidos na última legislatura», isto é da redução do desemprego em 150 mil. Gradualmente, este objectivo foi-se transformando, primeiro em postos de trabalho a criar (objectivo que poderia conviver com o aumento do desemprego) e, no final do ano passado, já se tinha reduzido de 150 mil para «entre 80, 90 mil, 100 mil».

O último acto da comédia transformada em tragédia está em curso. Durante o governo Sócrates o desemprego aumentou quase tanto como o número de postos de trabalho prometidos recuperar e o número de postos de trabalho criados não chegou a 5 mil.

Quem não trata da economia mediática (a economia dos «200 palhaços que vão à televisão falar de economia», segundo César das Neves) sabe que esta coisa do governo recuperar ou criar empregos só se for engordando os utentes da vaca marsupial pública. Consequentemente, a promessa do programa de governo não passou de mera demagogia. O que nos condena a classificar o governo de uma de duas maneiras:
  • Incompetente, segundo a sua própria bitola
  • Demagogo (e incompetente), segundo a bitola do (Im)pertinências.
Escolhei, portanto.

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