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12/06/2004

TRIVIALIDADES: Os nossos rapazes viram-se gregos.

Segundo uma sondagem da Marktest publicada no Semanário Económico, 60% dos portugueses inquiridos concordavam que o bom desempenho da Selecção Nacional pode ajudar a reanimar a economia.

Para esses 60% a economia vai ficar moribunda depois da derrota da selecção às mãos da inteligência táctica grega.

A coisa é grave? Nem por isso. Se o nosso futebol ficar ao nível do de países como a Áustria, a Finlândia ou a Noruega, que não chegaram à fase final, qual é o problema? Nenhum. Até tem piada, porque um deles vai organizar o Euro 2008, a meias com um outro país também pobre (a Suiça). O par de tesos não consegue melhor do que fazer 6 estádios merdosos. Compare-se com os nossos DEZ. Quem tem falta de auto-estima são esses pindéricos.

Para quem acha que os nossos futebolistas são uns paralíticos, imagine-se o que seria se este fosse um campeonato de electricistas, ou soldadores, ou professores de matemática, ou mecânicos, ou engenheiros civis, ou programadores ABAP/4, ou etc. Gostava de ver. Fariam bem pior, pelas razões que todos sabemos, e nem teriam as desculpas que os nossos rapazes do chuto sempre podem invocar. Sem pretensões de ser exaustivo, aqui vão algumas: treinador brasileiro, árbitro italiano, a claque grega não ajudou nada, estava um calor do caraças, e, acima de tudo, o Pinto da Costa, de vingança do Scolari não ter posto o Baía nos postes, encomendou um feitiço para o Ricardo não ver as bolas gregas.

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