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13/06/2004

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: A perda de lucidez pode não ser definitiva. (CORRIGIDO)

Secção Óbio Ululante

Escreveu o professor Saldanha Sanches, na sua coluna do Expresso «O fosso público-privado»:

«Impossível com os actuais espartilhos que rodeiam a função pública que está a tornar cada vez mais difícil a atracção de gente capaz, em regime de dedicaçâo exclusiva, sem acumulações legais ou ilegais, para os cargos de direcçâo. E que tornam o sector público o inútil sorvedouro de recursos que actualmente é.
Um dos méritos desta nomeação feita em estado de necessidade desculpante é recordar que se o Estado não mantém uma relação mínima entre salários públicos e salários correspondentes no sector privado para funções com o mesmo conteúdo técnico, ainda que pagando sempre menos que no sector privado, não vai conseguir renovar os seus quadros.
Não é possível continuarmos tal como estamos. Mudar significa aceitar que haja outra política salarial. Que exista alguma rotaçâo (sem promiscuidades) entre público e privado. Que se corrijam os piores aspectos do sector público. E que tudo isto seja discutido numa lógica bipartidária


O professor Saldanha Sanches, renegado e excomungado, há 29 anos, pelo papa, cardeais e bispos do MRPP, incluindo o camarada doutor Durão Barroso, dá-nos assim um exemplo de que não devemos perder a esperança antes de tempo. A perda de lucidez pode não ser definitiva. Leva 5 afonsos por defender mais um ponto de vista esotérico, desta vez para os seus camaradas bloquistas.

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