Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

14/06/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Ando há 10 anos a dizer isso e ninguém me ouve.

«No fundo, temos um País de mentalidade estruturalmente socialista e estatista, que se foi consolidando ao longo destes 30 anos, para o que relevou também o contributo dos vários governos liderados pelo PSD. Esta mentalidade é causa principal de um grande imobilismo e de uma resistência crescente a qualquer mudança que questione os fundamentos dos chamados direitos adquiridos. E isto é preocupante. Em Portugal e em toda a Europa, cujos eleitores penalizam fortemente quem pretenda reformar o sacrossanto modelo social europeu
Falta talvez uma abordagem diferente (liberal, por exemplo) que implique rupturas com o status quo e que, desde Margaret Thatcher, ninguém na Europa tem coragem de assumir.
»
[palavras ainda húmidas da tinta de LR do Blasfémias]

Qual a chave que abrirá a porta à reforma do sacrossanto modelo social europeu? A mesma que abriu a porta à Maggie. O espectro do desemprego, da redução das pensões, do fim das férias tropicais, etc. (um grande ETC.), ali mesmo ao virar da esquina. Uma classe média que já percebeu que alguma coisa tem que mudar para que tudo possa ficar na mesma.

E porquê é preciso chegar aí? Um prémio Nobel da Física disse um dia que o cérebro humano é a matéria mais inerte do universo. That's why.

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