Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

20/02/2023

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (54a)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

Depois de sete anos de namoro, o PS descobre uma nova paixão: a habitação. Terá as mesmas consequências indesejadas das outras paixões

O plano “Mais Habitação”, anunciado pelo governo é mais do mesmo, agora a uma escala grandiosa inspirada numa visão dirigista, centralizadora e impositiva que pretende transformar o Estado sucial em agência imobiliária. É o mesmo Estado sucial governado pela mesma gente que em sete anos lançou vários programas de habitação social, protagonizados pelos putativos sucessores do Dr. Costa, e realizou 950 contratos, equivalentes a 0,5% dos contratos celebrados desde o início dos programas.

É claro que nem tudo é negativo (como a anunciada simplificação do licenciamento ou a redução da taxa de tributação autónoma), mas os efeitos negativos, esses, são imediatos, por exemplo, a sabotagem do alojamento local que ficará na prática reservado às cadeias de hotéis. Aparte os referidos efeitos positivos, a ineficácia habitual do Estado sucial transformará o plano em mais um episódio de mera propaganda mediática para tentar abafar o ruído da corrupção e dos protestos de centenas de milhares de funcionários públicos.

O Dr. Costa diz que o perfil da economia portuguesa vai ser alterado. Sem dúvida, vai ser cada vez mais o de uma economia marginal e dependente dos fundos europeus

Estes 245 novos produtos e novos serviços [agendas do PPR] vão multiplicar o PIB português e isso significa que, com a execução destas agendas, nós vamos (…) alterar efetivamente o perfil da nossa economia». (fonte)

O multiplicador socialista

No meio dos delírios habituais acerca da bazuca, o Dr. Costa acrescentou mais um, que vinha sendo injustamente esquecido desde o período socrático, durante o qual os pastorinhos da economia dos amanhãs que cantam anunciaram multiplicadores do investimento público que iam desde uns modestos 9,5 euros por cada euro investido até aos 18 euros por cada euro investido no caso das infraestruturas rodoviárias. Como se sabe, com grande surpresa dos pastorinhos, as autoestradas do Eng. Sócrates tiveram, sim, efeito multiplicador, mas da dívida pública e foram um dos factores que levou ao resgate pela troika.

Desta vez, os pastorinhos, escaldados com os multiplicadores socráticos. foram mais cautelosos nas sugestões ao Dr. Costa que colocou a coisa nos 5,3 euros de crescimento económico por cada euro investido, modestos para os delírios socialistas, mas, ainda assim, certamente apenas pensamento milagroso.

Uma bazuca que dispara tiros de pólvora seca

Segundo os números do Expresso, do total de 16,6 mil milhões do poder de fogo da bazuca, diz o governo que 12,7 mM é «dinheiro lançado no mercado», mas, para o governo, ele próprio faz parte do mercado. De facto, apenas 1,5 mM foram entregues aos “beneficiários”, sendo estes principalmente entidades públicas, já que às empresas apenas chegaram 153 milhões. Como já por aqui escrevi várias vezes, talvez isso seja menos mau do que entornar dinheiro dos contribuintes europeus e algum dos portugueses em projectos mal-amanhados.

(Continua)

19/02/2023

Dúvidas (352) - Também tive essa dúvida

«Há entre o Chega e o PCP e, por outro lado, o Bloco de Esquerda, uma diferença fundamental: o primeiro não ameaça a Democracia nem nunca sugeriu a sua substituição por um regime ditatorial; já os outros dois estão na Democracia de má fé, com intenções reservadas, procurando, enquanto não chegam os amanhãs que cantam, estatizar o actual regime até aos limites possíveis. Porém, todo o establishment ortodoxo parece temer muito mais o 'Chega' do que os figadais inimigos da 'democracia burguesa' que felizmente nos rege. Porquê estes dois pesos e duas medidas?»

Maria de Fátima Bonifácio no Nascer do sol

Biden's Buy American protectionist policies are wrong and hurt the US and its allies

 «Buy American provisions can have several advantages. They funnel money to domestic businesses in important industries, theoretically raise the wages of workers in those sectors, and let the government support the development of crucial technology and infrastructure. For example, if the U.S. wants to build an all-electric economy, we probably need to be much more deliberate about creating a stable and thriving market for inputs such as lithium and copper.

But the Buy American philosophy has at least four problems that the White House, Democrats, and all policy makers should think about as they engineer a new industrial policy for the 21st century.

B.A. typically raises costs. 

The U.S. should be concerned about building more and building faster. (...)  But building certainly won’t get any cheaper or easier if our policies increase the cost of essential materials by making foreign purchases of them illegal. All things equal, buying American might make building in America more expensive at a time when we should be obsessed with reducing costs rather than raising them.

B.A. can make key supply chains less resilient. 

Last spring, a bacteria outbreak at a Michigan plant that makes infant formula created a scary shortage. It also offered a lesson on the downsides of protectionism. The U.S. government makes the legal importation of otherwise-safe European formula almost impossible, going so far as to seize shipments at the border. (...) The U.S. should consider “friend-shoring” the production of certain materials—that is, working with our allies to create many nodes around the world so that if one fails, no catastrophe ensues.

B.A. policies can hurt innovation, even if just by accident. 

(...) Buy American provisions might send a strong signal to buyers—whatever you do, just buy from one of these few domestic suppliers! - that overwhelms other signals, such as price and quality. As a result, domestic suppliers don’t have to keep up with any innovative wave, and Buy American policies lock parts of the economy into being less innovative.

B.A. hurts global alliances that we should be nurturing. 

If the U.S. really is on the cusp of a second cold war with China, we should be focused on building alliances rather than frustrating our allies and trading partners. (...) 

Protectionism pushes us in the other direction. When the U.S. imposes Buy American rules, other countries may copy us and impose their own restrictions on global trade. This is why too much protectionism can punish the very people it’s meant to help. Under President Trump, the U.S. imposed import tariffs to protect manufacturing workers who built washing machines and made steel and aluminum. These jobs happened to be disproportionately located in GOP counties. But the policy backfired, triggering retaliatory tariffs in other countries. Suddenly our washing machines weren’t priced competitively for foreign buyers, leading to a sharp decline in U.S. exports. A 2019 analysis by several economists found that the U.S. companies that lost the most business were heavily concentrated in the very same GOP-leaning counties that Trump was theoretically trying to assist.

(...) But in this molten moment for economic policy, as we’re sliding from a neoliberal era into something else, we should be explicit about the trade-offs that come from explicitly protectionist policies. We already know the downsides of a laissez-faire, “build wherever it’s cheapest” regime. Twenty years from now, I don’t want to have to write that the U.S. overreacted to the China shocks by forcibly onshoring the production of goods in a way that made those goods less resilient and ample

Derek Thompson in The Atlantic

18/02/2023

ARTIGO DEFUNTO: Com parte da verdade nos tentam enganar

A prosa enganadora

Apenas um exemplo entre as dezenas que o jornalismo amigo plantou nos periódicos do Portugal dos Pequeninos:
«Depois de alcançar um dos crescimentos mais fortes da União Europeia em 2022 - apenas atrás da Irlanda -, a economia portuguesa vai perder pedalada este ano, abrandando para 1%, ficando a meio da tabela, mas ainda acima da média.»

Raquel Moleiro, Jornalista, newsletter Expresso Curto
Os factos
  • A comparação com a Irlanda é simplesmente ridícula, como se vê nos gráficos seguintes.

  • Em 2020, Portugal foi o sexto país cuja economia mais encolheu (-8,3%), bem abaixo da média UE (-5,7%). 
  • Em 2021 o crescimento foi 5,5%, apenas dez pontos-base acima do crescimento médio (5,4%), pelo que entre 2019 e 2021 Portugal caiu 2,5% em relação à UE. 
  • Em 2022, Portugal com 6,7%, acima da média de 3,5% da UE, teve de facto o segundo crescimento depois da Irlanda, apenas porque devido à invasão da Ucrânia todos os países do Leste que habitualmente crescem mais tiveram as suas economias fortemente afectadas pela guerra. 
  • Em 2023, a CE prevê que Portugal com 1,0% tenha o décimo primeiro crescimento, 20 pontos-base acima da UE.
  • Em 2024, a CE prevê que com 1,8% Portugal tenha o décimo crescimento mais baixo ultrapassado por todos os países do Leste.

17/02/2023

QUEM SÓ TEM UM MARTELO VÊ TODOS OS PROBLEMAS COMO PREGOS: O alívio quantitativo aliviará? (76) Unintended consequences (XXVIII)

Outras marteladas.

Recapitulando: o intervencionismo dos bancos centrais (Fed e BoE, copiados pelo BCE), adoptando o alívio quantitativo e as taxas de juro negativas ou nulas, desde o «whatever it takes» do Super Mario de Julho de 2012 criou oceanos de liquidez que impulsionaram os mercados de capitais e incentivaram o investimento em activos de risco, criando as condições para um processo inflacionário que só esperava um trigger que surgiu com a invasão da Ucrânia.

A necessidade de aliviarem os seus balanços, secarem os oceanos de liquidez e conter a inflação levou os bancos centrais a aumentarem as taxas de referência e passarem do quantitative easing para o quantitative tightening.

Vítimas das novas circunstâncias são também as startups tecnológicas americanas, em queda há vários meses, com excepção da fase Seed/Angel, como se vê no diagrama que compara os dois últimos trimestres de 2021 e 2022.

16/02/2023

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (13) - Um presidente de uma república dos bananas

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

Dúvidas (351) - Irá o Bloco de Esquerda regredir na causa da promoção das mulheres para cargos dirigentes?

A dúvida resulta de, entre os 112 "géneros" identificados pelo Tumblr, a Dr.ª Mortágua parece pertencer a um "género" que ainda não consegui determinar com precisão, mas, em todo o caso, a ser eleita será um retrocesso, ou pelo menos un desvio, na luta pela promoção das mulheres aos cargos dirigentes.

15/02/2023

Escrever direito por linhas curtas

Este post é uma espécie de continuação deste.

Declaração de interesse: Não conheço, nem tenho em especial conta o Eng. Carlos Moedas, a quem tenho criticado acções e declarações.

Isso não me impede de apreciar e relevar a sua resposta na assembleia municipal de Lisboa às críticas oblíquas de S. Exª, o papagaio-mor do reino, e às críticas hipócritas de socialistas, berloquistas e comunistas da sua proposta dos imigrantes só serem aceites com um contrato de trabalho. Resposta da qual respigo:

«Eu fui emigrante, sou casado com uma imigrante, o meu sogro é marroquino, a minha sogra é tunisina, por isso, há algo que gostaria de deixar muito claro: não aceito lições de ninguém nesta matéria, de ninguém». 

Mas também não deixo de acrescentar que não chegam as declarações de princípio e é preciso encontrar soluções concretas para conciliar com os interesses dos portugueses as oportunidades que devemos conceder aos imigrantes, o que desde logo exige a distinção, geralmente obscurecida por oportunistas de todos os matizes, entre refugiados perseguidos por razões políticas, religiosas ou étnicas, que devemos humanitariamente acolher sem condições, e migrantes económicos.

Escrever torto por linhas direitas. Assim, a oposição não vai lá (e a situação lá continuará)

Não é muito frequente o líder do PSD fazer declarações simultaneamente corajosas, com premissas realistas e sensatas, como a que produziu há dias:

«Temos que arriscar, procurar pelo mundo as comunidades que possam interagir melhor connosco, que se possam integrar melhor na nossa cultura, na nossa identidade, e que possam entrar, por via do mercado de trabalho e também por via da formação, para ingressarem no mercado de trabalho mais tarde.»
Declaração corajosa porque vai contra o zeitgeist que a seita do politicamente correcto conseguiu instilar nas tenras meninges de resmas de portugueses. Declaração com premissas realistas porque aceita uma realidade demográfica inegável que é do envelhecimento da população residente e uma realidade social que é a cada vez maior dificuldade de convencer a "geração mais educada de sempre", como dizem os patetas, de jovens razoavelmente ignorantes dotados de licenciaturas em ogias, a trabalharem em profissões que as suas mentes preconceituosas consideram inferiores. Declaração sensata porque se sabe das dificuldades que em toda a Óropa ocorrem na integração de migrantes de comunidades com culturas muito divergentes do país de acolhimento.

Na verdade, talvez mais do que corajosa, realista e sensata, se a submetermos ao bullshit test, a declaração de Luís Montenegro aparece como inócua e, como veremos, provavelmente inexequível. Experimentemos escrever o contrário e verificaremos que é absurdo :

Não devemos procurar pelo mundo as comunidades que possam interagir melhor connosco, etc., e devemos aceitar passivamente os migrantes que nos procurarem, por exemplo, membros do Estado Islâmico, representantes da cleptocracia putinesca, seitas de vudu, etc.

As reacções da seita do politicamente correcto, da bem-pensância e dos patetas ao seu serviço, a quem máquina mediática socialista deu voz, adicionando-lhe o tempero habitual (Ventura, Chega, etc.), não se fizeram esperar: "xenofobia" e "arrogância integracionista", clamaram.

Curiosamente, ninguém tocou no que, a meu ver, é o ponto fraco da política implícita na declaração de Montenegro, a saber: apesar de partir de premissas realistas e de prosseguir objectivos aceitáveis, a política não é fazível, porque a procura pelo mundo das comunidades, etc. dependeria de acções no território dessas comunidades na prática irrealizáveis e que os governos dos países visados repudiariam.

14/02/2023

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (53b)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

(Continuação de 53a)

A sucessora do Dr. Pedro Nuno irá continuar o sucesso da política socialista de habitação

A Dr.ª Marina Gonçalves, ministra da Habitação, já disse que tem muito dinheiro dos contribuintes europeus para gastar e vai construir 30 mil casas até 2026, garantindo a continuidade dos programas lançados em concorrência pelo Dr. Medina, actualmente nas Finanças, e pelo Dr. Pedro Nuno, actualmente em semestre sabático, que conseguiram em sete anos 950 contratos equivalentes a 0,5% dos contratos celebrados desde o início dos programas.

O caminho socialista para a habitação passa pela Ponte 25 de Abril

A Dr. Inês, assessora de Inovação da ministra do Trabalho, está a promover a ocupação da ponte de 25 de Abril com tendas para protestar contra a falta de habitação. Seria uma excelente ideia se usasse as tendas para suprir a falta de habitação.

SIC paga tributo oferecendo um palco ao pedronunismo

Por falar no Dr. Pedro Nuno, prosseguindo a prática corrente nos mídia portugueses, prática que só não é única porque muitos regimes autocráticos, de democracia musculada ou democracia defeituosa como a nossa, substituem o comentário político pelo tempo de antena, a SIC Notícias convidou o Dr. Pedro Nuno Santos para comentador / porta-voz do pedronunismo. É um seguro para o caso do Dr. Pedro Nuno um dia se sentar na cadeira do Dr. Costa.

«Em defesa do SNS, sempre» / «O SNS é um tesouro»

O diagrama seguinte mostra as consequências da defesa do SNS pelo PS e, em particular no que respeita Hospital Beatriz Ângelo, as consequências de terminar o contrato de gestão privada por obra da Drª Temido, aplaudida por comunistas e berloquistas, 

mais liberdade

Fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes é a maior prova de insanidade

A par da paixão pela educação e pelo SNS, o PS descobriu uma paixão pelo “trabalho digno” e para a acolher aprovou sozinho o Código do Trabalho que foi vítima de 150 alterações. Várias dessas alterações são medidas para eliminar a “precariedade”, medidas que no passado a aumentaram e foram mais exemplos das consequências imprevistas e indesejadas que caracterizam a governação socialista. E, se o líder do PSD tiver sabido fazer as contas, o PS incluiu nestas medidas o incentivo óptimo ao desemprego: desempregados a ganharem mais do que trabalhadores no activo

«Empresa Financeiramente Apoiada Continuamente (pelo) Estado Central»

Termina esta semana o prazo para as propostas de privatização da EFACEC dos seis candidatos que só querem a “EFACEC boa” e devidamente aligeirada do passivo pletórico que o governo do Dr. Costa lá foi enterrando desde que assumiu o controlo, que antes havia empandeirado à Dr.ª Isabel dos Santos. Nesta altura, o Dr. Costa e os seus ministros da Economia já lá sepultaram 115 milhões do dinheiro estúpido dos contribuintes e os candidatos exigem adicionalmente mais duas a três vezes esse montante. É o modelo TAP em acção.

Já é o mafarrico e já se sente o cheiro das brasas

A emissão de mil milhões de Obrigações do Tesouro a 9,5 anos teve uma yield de 3,2% acima dos 2,68% da emissão semelhantes de Junho passado.
 
O défice da balança comercial aumentou de 19,5 mil milhões em 2021 para 30,8 mil milhões em 2022, o valor mais alto desde sempre com a taxa de cobertura mais baixa desde os tempos do Eng. Sócrates.

13/02/2023

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: O Estado sucial ocupado pelo PS é uma vaca marsupial pública

«É uma ilusão pensar que o Estado é, em Portugal, enorme, pesado e forte. Talvez seja enorme. Pesado é certamente. Forte é que não é seguramente. Alvo de predadores. Isco de caçadores. Pretexto de manobradores. E pedaço para gananciosos. Qualquer dos epítetos lhe serve. Forte é que não. Instrumento de poderosos. Volúpia de minorias. Burocracia de insaciáveis. Ferramenta dos mais fortes. Protecção dos estabelecidos. Tudo lhe serve. Forte é que não. Volúpia dos democratas. Lascívia dos autoritários. Sonho dos ditadores. E encanto dos Republicanos. Qualquer imagem lhe fica bem. Forte é que não. Cão de fila dos ricos. Esperança dos fracos. Paraíso dos racionalistas. Sonho dos fantasiosos. Também estes rótulos se lhe aplicam. Forte é que não.

Não tenhamos dúvidas: o governo, os sucessivos governos destruíram a força do Estado, decapitaram-no, amordaçaram-no, liquidaram a sua isenção e definharam a sua inteligência. Além de terem atrofiado, activa ou passivamente, a sua mais nobre função, a da administração da Justiça.

Há em Portugal um clima de cortar à faca, aquele onde se sente a corrupção, onde se vive da cunha, onde se julga que a democracia é o poder discricionário de quem tem os votos. Os últimos episódios de nomeação, demissão e substituição apressada de ministros, secretários de Estado, assessores, conselheiros, Altos funcionários, directores e administradores, são reveladores de desorientação. Ainda estamos longe da “noite das facas longas”, mas o ambiente é de terror. Só não há mais fugitivos, porque todos sabem, ou esperam, que a justiça não funcione. Como tem sido o caso.»

António Barreto no Público e no seu blogue Jacarandá

(Vaca marsupial pública)

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (53a)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

Take Another Plan. Take 1 – Vão-se os dedos e não ficam os anéis

A nacionalização da TAP tinha para o Dr. Costa e o seu governo dois grandes desígnios: salvar a TAP e manter o hub em Lisboa. Agora que o Dr. Costa descobriu que para salvar a TAP vai ter de a desnacionalizar, está também a descobrir que o Tribunal de Justiça da União Europeia considera que impor o hub a um comprador viola a liberdade de estabelecimento do Tratado da União.

Take Another Plan. Take 2 – Para comprar TAP, diz o Dr Costa, o Sr. Neeleman usou 200 milhões de euros da empresa. Para fazer o mesmo, o Dr. Costa usou vinte vezes mais dos contribuintes

«O senhor David Neeleman usou 200 milhões de euros da TAP para comprar a TAP. Isto é de uma gravidade imensa», disse o Dr. Carlos Pereira, apparatchik socialista no parlamento.

Take Another Plan. Take 2 – Se não souberes o que fazer, invoca o Passos Coelho

O mesmo Dr. Carlos Pereira também foi mandado dizer que «o governo de Passos Coelho terá tido conhecimento do esquema elaborado pelo privado David Neeleman».

O aeroporto de Beja, julgado morto, ressuscitou no parlamento

O aeroporto que só abria, abre ou abrirá aos domingos, projectado como uma «plataforma logística para a carga a receber e a expedir de/para a América e África», mais tarde transformado num projecto para desmantelar aviões que se esfumou, foi ressuscitado pelo parlamento inserido numa «intermodalidade de serviços e transportes». Suspeito que o próximo passo seja uma alternativa ao Montijo ou a Alcochete.

O Czar Vlad que se cuide. O Dr. Costa e o Dr. Marcelo vão enviar 3 tanques

O Dr. Costa, com o apoio entusiástico do Dr. Marcelo, “Comandante Supremo das Forças Armadas”, como ele fez questão de recordar, vai mandar para a Ucrânia 3 Leopard que estão agora na revisão.

O Comandante Supremo das Forças Armadas não se apercebe da iniciativa (privada) no Exército

Quanto mais progride a investigação no ministério da Defesa mais emergem casos de corrupção em contratos variados, desde a limpeza de terrenos às mais diversas miudezas em que estão envolvidos funcionários que devem ter sido os únicos a terem iniciativa (privada).

Não é verdade que os socialistas do PS detestem a iniciativa privada

A acrescentar ao citado exemplo do ministério da Defesa, tivemos a semana passada o caso do presidente da concelhia de Lisboa do PS e da junta de freguesia de Alcântara que usou várias empresas (privadas) para sacar dois milhões à Santa Casa da Misericórdia.

O Estado sucial é um caloteiro

Não é só aos fornecedores do SNS que o governo deve dinheiro, também deve aos artistas “independentes”, a quem disse «toma lá dinheiro e faz qualquer coisa» (António Feio) e depois não dá o dinheiro. Segundo uma peça do Expresso, escrita por um jornalista porta-voz dos artistas, o Estado sucial (isto é, o governo do Dr. Costa) deve quase 10 milhões do programa “Garantir Cultura”. Ora sabendo-se que Cóltura é coisa que só existe para e pelo Estado sucial, imagine-se o estado em se encontram os artistas “independentes”, sempre à míngua de público e desta vez à falta do mecenas que usa o dinheiro dos contribuintes que não consomem os seus produtos cólturais.

No Estado sucial o segredo é a alma do negócio

«A ministra da Segurança Social e a Caixa Geral de Aposentações (CGA) estão a esconder o valor real da pensão mensal vitalícia que é paga, neste momento, a 298 beneficiários» da subvenção mensal vitalícia atribuída a titulares de cargos políticos. (Correio da Manhã)

Quem disse que o governo socialista não faz reformas?

O Dr. Galamba, apoiante do Eng. Sócrates convertido ao gás verde, cala a boca dos detractores do governo e anuncia que os CTT «vão deixar de vender raspadinhas».

(Continua)

12/02/2023

SERVIÇO PÚBLICO: Para ajudar a compreender a mística putiniana e a atracção que exerce sobre o conservadorismo no Ocidente


Slavoj Žižek, é um professor de filosofia esloveno, desalinhado e com tendência para o paradoxo, actualmente director do Instituto Birkbeck da Universidade de Londres. Aqui no (Im)pertinências é sobretudo conhecido por ter dado o nome, ainda que negue ser o autor, ao trilema de Žižek postulando que num regime autocrático, como o comunismo, ninguém poderá ser simultaneamente honesto, apoiante sincero do regime e inteligente.

O artigo que vou citar de seguida, publicado pelo Expresso (sob licença do Project Syndicate) com o título «Morte ou Glória na Rússia», aborda o regime putinista numa perspectiva pouco usual mostrando como instrumentaliza a tradição russa e a religião cristã ortodoxa para contaminar as mentes e impor a sua ordem despótica e corrupta, o que em consequência ilumina as razões por que muita gente conservadora no Ocidente se deixa fascinar pelo Czar Vladimiro.

Para quem o autointitulado semanário de referência (de reverência, como aqui parodiamos) suscitar anticorpos e for um obstáculo à leitura, sempre digo que o Expresso é uma instituição democrática com defeitos e qualidades. Publica coisas detestáveis, como um lip service regular à esquerdalhada, nomeadamente ao PS, como publica opinião desalinhada de gente com independência e qualidade intelectual,

«Voam rumores na Rússia relativos a manobras veladas sobre quem substituirá o Presidente Vladimir Putin, uma vez que a sua guerra de agressão na Ucrânia falhou de forma tão desastrosa. Uma luta desta natureza não pode deixar de expor as patologias mórbidas da política russa. Os principais intervenientes não são partidos políticos organizados, mas antes bandos de oligarcas que presidem aos vários nodos informais do poder.

Isto explica porque é que a força militar da Rússia mais eficaz na linha da frente com a Ucrânia, o mercenário Grupo Wagner, nem sequer faz parte do exército russo. A Rússia é hoje uma terra de senhores da guerra, algo que normalmente se associa a Estados-pária e Estados falhados. Os seus líderes atuais e aspirantes estão a traficar sonhos febris de glória no campo de batalha. Está implícita nesta cultura marcial uma perspetiva hobbesiana da vida como solitária, pobre, desagradável, brutal e curta — e com um valor cada vez menor.

11/02/2023

On the subject of The Whale, but it could be on the subject of many other things


« There was a time when being honest, even if it made others uncomfortable, was a liberal position. Now discomfiting any section of an audience, we are told, must be avoided at all costs. So much great art is great exactly because it makes us uncomfortable; it forces us to take an earnest look at ourselves. Charlie’s grotesque size, the disgust he can read on the faces of those around him, the destructive concern of a friend – all of these can and should raise profound questions for the audience. But instead of responding with an open mind, more and more of us turn to art with suspicion, treating it as something that must be exorcised or sanitised.

I fear a society where we lose the ability to respect and appreciate great works of art, whether or not we like them. But it seems we’re heading in that direction – and that, to me, is the truly offensive thing.»

George Llewelyn in The Spectator magazine

10/02/2023

¿Por qué no te callas? (31) - Enfiando a cabeça na areia até ser atropelado por um camelo

O Eng. Moedas sofre de uma maleita que ataca cada vez mais os políticos do Portugal dos Pequeninos. Maleita para cuja difusão tem contribuído o Dr. Marcelo a quem assenta bem o epíteto picareta falante, inventado para o Eng. Guterres pelo falecido Vasco Pulido Valente, 

Pois bem, o Eng. Moedas é também um picareta falante cujas falas o seu public relations espalha com zelo pelos mídia. A última dessas falas foi acerca do risco sísmico na zona de Lisboa, um problema especialmente crítico, que o homem irresponsavelmente minimizou:
«Gostava de deixar aqui alguma tranquilidade sobre a preparação que Lisboa tem em relação a potenciais sismos, e todos sabemos que vivemos numa zona do país em que estes sismos podem acontecer. Como engenheiro civil e como alguém que trabalhou nesta área, a nossa cidade está extremamente preparada depois dos anos de 1980, infelizmente não nos bairros mais antigos, mas muito, muito, preparada em termos de engenharia e de construção.»
Lembrando que o Eng. Moedas se está a dirigir a uma audiência de luso-criaturas cuja atitude predominante é enfiar a cabeça na areia até ser atropelado por um camelo, sem entrar em pormenores técnicos, cito um outro engenheiro civil, que no mesmo dia em que o Eng. Moedas desatinou, disse que «se houver um sismo em Lisboa será catastrófico porque os edifícios não estão preparados» e cito ainda um generalista, fundador do QUAKE – Centro do Terramoto de Lisboa, que, por coincidência, publicou também no mesmo dia um artigo de opinião onde explicava:

«Portugal situa-se na Placa Euroasiática, limitada a sul pela falha ativa Açores-Gilbraltar, correspondente à fronteira entre as Placas Euroasiática e Africana, e a oeste do continente localiza-se a falha dorsal do Oceano Atlântico. A maioria dos sismos registados em Portugal deve-se às várias falhas ativas na região, mas existem outras capazes também de gerar sismos destrutivos em terra. Algumas dessas falhas são bem conhecidas, mas há ainda muitas outras que permanecem por descobrir e estudar.

Este contexto onde estamos inseridos tem uma particularidade: a deformação das placas é muito lenta, estamos a falar de poucos milímetros por ano, pelo que os sismos podem acontecer com grandes intervalos de tempo, acumulando grandes quantidades de energia que um dia, inevitavelmente, será libertada. Isto explica porque temos tendência a esquecê-los no dia-a-dia, embora os seus efeitos possam vir a ser devastadores. Achamos que estas desgraças só acontecem aos outros – não temos consciência sísmica em Portugal.

A responsabilidade de preparar as infraestruturas base (hospitais, escolas, regulamentos de construção, etc.) cabe ao Estado mas não é esse o foco deste texto. Nem me atrevo, sequer, a tentar descrever o caos que vivemos nessa perspetiva. Gostaria, sim, que nos focássemos no risco cultural e naquilo que depende de nós, cidadãos, para termos consciência sísmica.

Tudo começa com a nossa atitude – necessitamos de ganhar consciência (sísmica) e cultura de autoproteção. É óbvio que o estado também desempenha um papel ativo, entre várias vertentes, como educador e regulador, mas isso não esvazia o nosso papel de cidadão responsável.»

09/02/2023

ACREDITE SE QUISER: Fica-se na dúvida se é lip service, descaramento ou simples estupidez

Em 2 de Março do ano passado o major-general Carlos Branco explicava à CNN como a "Operação Especial" das forças russas que tinham acabado de invadir a Ucrânia seria um passeio e a acrescentava 

«A coluna militar (de 60 km, empanada por falha da logística, recordo) insere-se naquilo que é a tática russa: cercar as cidades mais importantes. O objetivo é cercar Kiev e obter a capitulação sem combates.»

Quase um ano depois, a invasão russa falhou em toda a linha e transforma-se numa manobra dos EUA na cabeça do major-general que celebra o facto de não ter havido uma «vitória ucraniana no campo de batalha». Ora leia-se:

«Perante estes desenvolvimentos, coloca-se, pois, uma questão incontornável. Quais são os objetivos estratégicos a atingir pelos EUA neste conflito, e como o reiterado fornecimento de equipamento militar à Ucrânia pode ajudar a atingi-los? E precisamos perceber qual o end state que a Casa Branca pretende obter. A ausência de uma resposta esclarecida a esta pergunta pode conduzir-nos àquilo que conhecemos por mission creep, ou seja, a um resultado que pode vir a comprometer o objetivo inicial.

Muitos no Ocidente apostaram na derrota militar da Rússia, na expulsão das suas tropas do território ucraniano e na adesão da Ucrânia à NATO. Contudo, a entrega de equipamento militar a Kiev não conseguiu, até agora, que esses objetivos fossem atingidos. O aumento da sua letalidade não levou à vitória ucraniana no campo de batalha, tendo servido apenas para evitar a sua derrota e prolongar o conflito.»

Dúvidas (350) - Para um comunista, evitar extorquir aos contribuintes três mil milhões de euros é um crime económico?

«Nós somos completamente contra essa ideia [da privatização da TAP]. É um erro que, a concretizar-se, será um crime económico. E nós faremos tudo para contrariar essa ideia», disse à agência Lusa Paulo Raimundo, o secretário-geral do PCP.

À Agência Lusa (a Tass do Portugal dos Pequeninos) não lhe ocorreu questionar o camarada Raimundo se considerou crime económico o governo da gerigonça, apoiado pelo seu partido, usar dinheiro dos contribuintes para pagar uns milhões para ter 50% da TAP, mais 3.200 milhões para a manter no ar e no final anunciar que poderá vender a sua participação por 900 milhões.

08/02/2023

Não volte Dr. Pedro Nuno porque não lhe perdoamos a mixórdia de incompetência e pesporrência a que nos sujeitou


Numa peça com o saboroso título «Volta, Neeleman, estás perdoado!», a jornalista Isabel Stilwell concluiu que a explicação para os «3,2 mil milhões despejados diretamente para o bueiro da TAP» pode ter sido a mesma «razão (por que) os pais do Dr. Nuno Pedro mandaram-no para a política, mantendo-o assim longe do próspero negócio de marroquinaria que conduzem com desvelo e mestria». 

Acrescento que aquilo que perceberam os pais do Dr. Pedro Nuno (especulo que a inversão dos nomes próprios da criatura não tenha sido uma distração da jornalista) não esteve ao alcance do discernimento do Dr. Costa, o que não admira porque o Dr. Costa nunca conseguiria criar e manter um negócio, de marroquinaria ou qualquer outro, excepto o negócio de tráfico de influências a que se dedica com esforço e proveito.

O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (204) - Portugal não tem interesses permanentes. Quem tem interesses permanentes é o Partido Socialista

07/02/2023

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (52b)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

(Continuação de 52a)

Inimputáveis

A Dr.ª Temido, que cantava a Internacional para se descontrair, como ministra da Saúde, a Dr.ª Catarina e as manas Mortágua, como inspiradoras, e o Dr. Costa, que deu acolhimento a pôr fim à PPP que geria o Hospital de Loures que durante seis anos poupou aos contribuintes cerca de 170 milhões de euros, substituindo-a por mais uma empresa pública que torrou mais dinheiro, prestou menos cuidados médicos e onde ocorreram más práticas médicas, todas essas criaturas seriam consideradas num país decente incapazes de desempenhar funções públicas. A propósito, tiro o meu chapéu a uma jornalista do Público, hostil por razões ideológicas às PPP, que atirou a toalha ao chão e concedeu face à realidade que o Estado não gere melhor a saúde do que uma empresa privada.

Ineficiente, sempre. Ineficaz quando possível

As obras do ex-Hospital Militar de Belém, para além de servirem a três empresas amigas por um montante que era para ser 750 mil e acabou para 2,6 milhões, caso que já deu 19 arguidos, serviram para quê? Serviram para alojar refugiados afegãos até Setembro e desde então o hospital está vazio enquanto decorre um estudo pelo EMGFA

Mota-Engil, la putain de la république

Depois do Dr. Jorge Coelho («quem se mete com o PS, leva», ex-ministro das Obras Públicas do PS), do Eng. Luís Valente de Oliveira (ex-ministro das Obras Públicas do PSD ), do Dr. Francisco Seixas da Costa («influenciou a UNESCO para permitir a construção da barragem do Tua, que destruiu parte do Património Mundial do Alto Douro (…) e quando deixou o cargo público tinha à sua espera um lugar de administrador na empresa concessionária da barragem, a EDP Renováveis, e na empresa que a construiu, a Mota-Engil», fonte), do Dr. Luís Parreirão (ex-secretário das Obras Públicas do PS), do Dr. António Lobo Xavier (ex-deputado do CDS), foi agora a vez do Dr. Paulo Portas (do “argumentário” e da “demissão irrevogável”) entrar para a administração da Mota-Engil, onde já era consultor.

Empurrando o problema com a barriga

Foi a semana passada aprovada a transferência de 3 mil milhões de euros das responsabilidades por 14 mil pensões da Caixa Geral de Depósitos para a CGD (a Segurança Social dos funcionários públicos). É, mais uma vez (ver aqui um inventário de 2010), um expediente para aliviar os bancos das insuficiências dos fundos de pensões e do risco de imparidades dos activos correspondentes, ao mesmo tempo que transforma fundos de um sistema de capitalização na tesouraria de um sistema de distribuição (pay-as-you-go), com um potencial impacto nos futuros orçamentos de Estado que terão de financiar os défices da CGA. Numa economia descapitalizada de um país altamente endividado, com uma das menores poupanças da UE é, como diz o povo, mais um prego no caixão.

Take Another Plan. Já se sabia que não cumpriam as regras da decência, agora sabe-se que nem a lei

O prémio de desempenho atribuído à presidente da TAP de até 3 milhões de euros não foi aprovado em assembleia geral, como prescreve a lei.

Governo melhora a qualidade do funcionalismo público aumentando a percentagem de excelentes

A inefável Dr.ª Mariana anunciou várias medidas para apaziguamento dos utentes da vaca marsupial pública e entre elas o aumento das quotas das melhores avaliações. Por exemplo, se até agora o máximo de utentes “excelentes” era de x passará a ser y > x. É assim como aumentar a altura dos funcionários públicos tirando centímetros ao metro.

De volta ao velho normal

Em relação a 2019, antes da pandemia, as exportações e as importações de bens aumentaram em 2022 27,8% e 37,6%, respectivamente, agravando o défice crónico.

As taxas Euribor atingem em todos os prazos máximos de 14 anos.

06/02/2023

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (52a)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

Com a sua proverbial “habilidade” o Dr. Costa escondeu-se atrás do altar

Aproveitando a distracção de Carlos Moedas que não reparou na incompetência do Dr. Sá Fernandes (o amigo Zé), arvorado em comissário da Jornada Mundial da Juventude, nem na sonsice e chico-esperteza do Bispo Américo Aguiar, descobriu-se agora que a seis meses do evento estava quase tudo por fazer. O Dr. Costa esfregou as mãos de contente ao ver que a turba mediática e opinativa açulada pelos agentes do costume transferiu a sua indignação da dúzia de “casos e casinhos” no seu governo para os milhões de um altar, que afinal era um palco, e esgotou a sua indignação.

A família socialista tem imenso jeito para o negócio ou serão “historietas histriónicas?

Por baixo do altar da Jornada Mundial da Juventude, lá foram escorrendo mais casos envolvendo o governo do Dr. Costa. Foram as irregularidades no SIFIDE (sistema de benefícios fiscais para a inovação), foram mais pormenores sobre o esquema de corrupção no ministério da Defesa e foi mais uma demissão no governo, a da subdiretora-geral de Veterinária, arguida num processo.

Até com a verdade nos enganam. Episódio 1 - O Dr. Medina diz que reduziu a dívida pública para 114,7% e esqueceu de mencionar a ajuda da inflação

Contas feitas, sem a inflação, a dívida pública, que em valor aumentou 1,2%, teria ficado em 119% em vez de 114,7% do PIB. O Dr. Medina esqueceu também que se o valor da dívida bruta aumentou 1,2%, o valor da dívida líquida de depósitos, a que mais interessa, aumentou quase 2% (4,9 mil milhões)

Até com a verdade nos enganam. Episódio 2 – A economia cresceu mais em 2022 por ter caído mais em 2020 (6.ª com maior queda) e recuperado menos em 2021 (16.ª abaixo da média) 

mais liberdade

Investimento público, a autoestrada mexicana do PS. Seria um insulto à inteligência dos eleitores, se eles a tivessem

Confirmando o expediente do costume, o governo do Dr. Costa, que orçamentou um aumento de 43% do investimento público, executou menos 2,4 mil milhões, ou seja, um aumento de apenas 6%.

A golpada do costume, quantificada

A semana passada escrevi sobre o expediente usado pelo governo do Dr. Costa para nomear os seus boys e evitar o escrutínio da Cresap. Esta semana acrescento que 70% das nomeações foram em regime de substituição, das quais 83% em regime de substituição durante mais de um ano (apud Blasfémias).

O tanque Leopard é o novo aeroporto

Vai enviar, está a estudar, está a ponderar, ainda não foi tomada uma decisão, não envia, tanques não estão operacionais, envia alguns. O Dr. Costa diz que sabe «quantos tanques serão, mas isso será anunciado no momento próprio».

(Continua)

05/02/2023

Tal como a esquerdalhada, ao usar a mitologia nazi-fascista, a clique putinesca está a ver-se ao espelho

Nas palavras de um artigo sonso não assinado do Diário de Notícias, o «Regime de Putin comemora 80 anos da vitória soviética na atual Volgogrado (antiga Leninegrado Estalinegrado) para traçar paralelismo com a invasão à Ucrânia». O artigo cita também um Andrei Oreshkine e uma Tatiana Prikazchikova que em nome do povo russo abençoam a tese putinesca que, no essencial, troca o papel do agressor pelo do agredido.

A propósito de novas sanções anunciadas pelo Canadá, também Maria Zakharova, a porta-voz de Sergei Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, evocou o Terceiro Reich.

Essa evocação da mitologia nazi-fascista, com o seu culto da nação ariana, do seu Fuhrer e do nacionalismo agressivo, é um equívoco porque a evocação seria muito mais apropriada à clique cleptocrática putinista, que usa o complexo imperialista russo e procura a legitimação na igreja do patriarca Cirilo, do que a qualquer das democracia ocidentais, incluindo as defeituosas.

04/02/2023

CASE STUDY: Democracias defeituosas (3) - A tradição ainda é o que tem sido

Uma vez mais, a Economist Intelligence Unit (EIU) classifica o Portugal dos Pequeninos nas democracias defeituosas, devido principalmente aos baixos índices de funcionamento do governo (7,50), graças ao Dr. Costa, de participação política (6,67) e de Cultura Política (6,88), graças a nós.
Democracy Index 2022, EIU

Em termos de ranking global continuamos no 28.º lugar e na Europa Ocidental ocupamos o 16.º posto onde o nosso índice total (7,95) está claramente abaixo da média da região (8,36), devido sobretudo ao baixo índice de Cultura Política (6,88 contra 8,10).

03/02/2023

O equívoco da "eutanásia" do ponto de vista (simplista) de um liberal

Expresso

«... existência de um direito fundamental a uma morte autodeterminada cujo conteúdo compreende o auxílio a morrer com dignidade em condições extremas de lesão e de doença.»

Não discuto o direito a morrer, com ou sem dignidade, em condições extremas de lesão e de doença, ou em quaisquer outras condições, de uma pessoa na plena posse das suas faculdades mentais, ou, dito de outro modo, o direito ao suicídio. O que me parece inaceitável é esse direito ser confundido com a imposição a terceiros da obrigação de auxiliar a morrer alguém que queira exercer o seu direito ao suicídio.

02/02/2023

TIROU-ME AS PALAVRAS DE BOCA: Dr. Santos Silva, o malhadinhas, líder da lavandaria do animal feroz

Gosta de malhar na direita e bajular a esquerdalhada

Sobre o Dr. Augusto Santos Silva, actual presidente do parlamento, trotskista juvenil com passagem pelo MES e entrada no PS com saída do anonimato de uma carreira de professor de escola secundária para deputado e a mais longa carreira de ministro sucessivamente ao serviço de Guterres, Sócrates e Costa, já se escreveu aqui no (Im)pertinências várias vezes e hoje cita-se um breve retrato da criatura que me parece particularmente fiel ao retratado. 

«Augusto Santos Silva não pára. No dia 23 de Janeiro esteve no ISCTE, a participar na conferência “Não passarão! O imperativo do combate aos extremistas de direita!” (assim mesmo, com dois pontos de exclamação), onde proferiu inesquecíveis declarações. O mesmo homem que durante seis anos liderou a lavandaria do Governo de José Sócrates e que se voluntariou para tirar com lixívia Neoblanc cada uma das suas nódoas veio agora criticar a “lógica de descobrirmos roupa suja uns dos outros”. Segundo ele, trata-se de um exercício “pouco higiénico” e que “enlameia-nos a todos”. Soou quase a confissão.»

João Miguel Tavares no Público

Pro memoria (428) - O erro de Moedas, a falta de fiabilidade do Dr. Sá Fernandes, a incompetência dos megafones mediáticos, a falta de profissionalismo dos jornalistas de causas e de como tudo isso deu imenso jeito ao Dr. Costa

«Mas, para começar, é óbvio que Carlos Moedas cometeu um erro comunicacional que se tornou político: quanto a isso apenas de si pode queixar-se.

Realmente deveria ter feito já em 2022 uma conferência de imprensa a anunciar o estado das coisas, a revelar que herdara a JMJ do mandato anterior, que em mais de 2 anos quase nada fora feito, quanto iria custar e que vantagens – além das espirituais, que a descristianização crescente nem considera – a JMJ traz para o País e para a região de Lisboa.

Se o tivesse feito, ver-se-ia que isto é um não-assunto. Ou, se fosse, era um assunto criado pela Igreja Católica Portuguesa, pelo Governo e pelo Presidente da República, com o entusiasmo de 2019 e a desatenção a seguir, em que os novos presidentes de Lisboa e de Loures estão a tirar as castanhas do lume.

Seja como for, Moedas ficou politicamente atado ao pelourinho, abandonado pela Igreja, vítima dos ziguezagues comunicacionais de Marcelo e com o Governo calado a descansar banhado em felicidade, porque este tema matou os anteriores que tinham todos a ver com o PS e o Governo. (...)

É duvidoso que JSF seja fiável:

a) Ficou evidente que não tem nenhum estudo feito com base nas especificações e complexidades do terreno de um aterro sanitário, que contribuiu para eleger;

b) a providência cautelar com que bloqueou o Túnel do Marquês há cerca de 20 anos, e que obrigou em 2008 a CML a pagar quase mais 18 milhões de euros ao construtor, revela que é muito mau a calcular a relação custo/benefício; e, além disso,

c) confessou há dias que, em nome do Estado, adjudicou a construção de toilettes e de torres para o recinto e aluguer de painéis multimédia por quase 8 milhões de euros, mais IVA.
»

José Miguel Júdice no Expresso

31/01/2023

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (51b)


(Continuação de 51a)

Take Another Plan. Take 1 – A antiguidade é um posto e o salário não é para trabalhar

A troco do cancelamento da greve dos tripulantes de cabine a TAP (leia-se o governo) aceitou 12 das 14 exigências do sindicato, nomeadamente o «descongelamento da progressão e evolução salarial» e o pagamento de um «valor adicional por cada dia em que estão ao serviço», além do salário.

Take Another Plan. Take 2 – Poderia ser uma boa notícia, não fosse o caso…

Face às mordomias de que desfruta o pessoal da TAP, poderia haver esperança por o ministro da tutela ter saído de uma reunião com o sindicato dos pilotos de «forma inaudita», deixando-os «preocupadíssimos». Sendo ministro da tutela o Dr. Galamba, não parece haver lugar à esperança.

Take Another Plan. Take 3 - O que é hoje verdade, pode ser mentira amanhã e vice-versa

O Dr. Pedro Nuno, ex-ministro das Infraestruturas que entretanto se demitiu, semanas de depois de ter dito que não sabia, lembrou-se que afinal tinha autorizado por Whatsapp o seu secretário de Estado a pagar 500 mil euros de indemnização à Dr. Alexandra Reis para ela sair da TAP. Foi precisa mais uma semana para o secretário de Estado se lembrar e alterar o seu depoimento à IGF.

A golpada do costume

Um dos expedientes habituais que o governo do Dr. Costa usa para nomear os seus boys e evitar o escrutínio da Cresap, que reduziu a uma mera formalidade, é nomear alguém sem um currículo adequado ao lugar em regime de substituição. No caso do Instituto do Emprego e Formação Profissional em menos de um ano este expediente foi usado por quatro vezes.

Até para arrebanhar freguesia eleitoral o governo do Dr. Costa se mostra incompetente

O Portugal dos Pequeninos perde população, mas o exército de funcionários públicos não cessa de aumentar – mais 80 mil em sete anos – apesar de não ter conseguido atingir a sua meta de contratar mil técnicos “especializados”. Há males que vêm por bem.

Empurrando o problema com a barriga

A transferência das responsabilidades por pensões dos bancários para a Segurança Social é um expediente repetidamente usado por vários governos (ver aqui um inventário de 2010) que reduz o défice e livra bancos das insuficiências dos fundos e do risco de imparidades dos activos dos fundos. Desta vez foi a Caixa a transferir a responsabilidade por mais 14 mil pensões para a CGA (a segurança social dos funcionários públicos).

Investimento público, a autoestrada mexicana do PS (agora com menos faixas)

Dos 555 milhões de investimento orçamentados para o SNS foram executados até Novembro 170 milhões, ainda menos do que o ano passado. É mais um exemplo da autoestrada mexicana do PS (confira aqui o que é a autoestrada mexicana).

Entre a autoestrada mexicana e o crescimento das receitas fiscais decorrente da inflação não admira que o défice das administrações pública tenha descido.

Então não estamos a crescer mais do que a Óropa?

Conjuntura Macroeconómica Portuguesa (OE)

«
Pagar a dívida é ideia de criança»

Os spin doctors ao serviço do governo bem tentam salientar nos títulos (como aqui e aqui), esquecendo que a «terceira maior redução da dívida» é o mínimo que se pode conseguir quando se tem a terceira maior dívida pública. Enquanto isso, o endividamento da economia, isto é a dívida total das empresas não financeiras e das famílias, voltou a aumentar em Novembro para 795 mil milhões de euros, um aumento homólogo de 22 mil milhões.

30/01/2023

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (51a)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

O Dr. Medina pode não ter um grande currículo, mas está a constituir um belo cadastro

Como se não bastasse ter comprado por 645 mil um apartamento à família Teixeira Duarte que onze anos antes o havia comprado por 843 mil e de seguida ter adjudicado um contrato por ajuste directo à sociedade Teixeira Duarte, ter-se envolvido na embrulhada da nomeação da Dr.ª Alexandra, amiga do peito da Dr.ª Stéphani Sá Silva, ex-directora jurídica da TAP e esposa do Dr. Fernando Medina, ter escapado por pouco às suspeitas do “saco azul” do PS na câmara de Lisboa em investigação, da qual já há seis arguidos, incluindo o Dr. Joaquim Mourão, o de cujus viu-se agora objecto de mais uma investigação relacionada com um contrato-programa para a construção do Rugby Park em Belém.

O Dr. Duarte Cordeiro, actual ministro do Ambiente, também foi envolvido como autarca na câmara de Lisboa no caso do Dr. Mourão. Podia ter comentado “estou inocente”, “não tenho nada com isso” ou mesmo dizer “sou culpado”, o que não lembraria ao diabo foi responder «Não me deixarei intimidar com esta notícia», que é como quem diz “sim, estive lá, mas o meu partido protege-me”.

O Dr. Cravinho é assim como o Sr. Clinton quando disse: «I Never Had Sex With That Woman»

O Dr. Cravinho, filho de um socialista (mais um exemplo da endogamia que contamina o Estado sucial) que é pai de um Plano Anti-Corrupção, foi apanhado a mentir com as calças na mão no caso das obras do Hospital Militar, admitindo que tinha tido conhecimento mas não autorizou, como o Bill que desfrutou de um blowjob o que não o impediu de dizer o que disse.

Veio agora a saber-se que o Dr. Cravinho é sócio de uma empresa imobiliária em que um dos outros sócios foi condenado por fraude fiscal.

No Estado sucial não há conflito de interesses. Há interesses em conflito

Num país que não fosse uma República dos Bananas, seria inconcebível nomear um regulador para a concorrência que fosse administrador de um dos sectores mais propensos à cartelização. Porém, no Portugal dos Pequeninos tenho de reconhecer que até passar por normal nomear para a Autoridade da Concorrência uma criatura que é administrador de um banco (a CGD) onde esteve ligado à energia, desde que a criatura, como foi o caso, se comprometa a não tratar da concorrência da banca e da energia. En passant, o caso do Dr. Nuno Cunha Rodrigues, filho do ex-procurador-geral com o mesmo nome (quanto à endogamia nesta área ver este artigo da Sábado).

A especialidade do socialismo é perseguir quimeras

Enquanto anda pela mão do Dr. Galamba a perseguir o hidrogénio verde para cuja produção não existe em Portugal nem know-how nem capital, o governo está a deixar cair um projecto de um parque eólico marítimo de 600 MW com um investimento e 2.000 milhões da alemã BayWa. 

Todos precisam de dinheiro, uns mais do que outros

«O construtor civil Francisco Pessegueiro chegou a estar preocupado com a mudança de cor política na Câmara de Espinho nas últimas eleições autárquicas», mas ficou tranquilo quando constatou que o sucessor socialista Dr. Miguel Reis ainda tinha «mais necessidade de dinheiro» do que o social-democrata sucedido Dr. Pinto Moreira.

A Dr.ª Mariana confirmou, sem dar por isso, que o Dr. Costa não liga a questionários

Disse a Dr.ª Mariana, filha do Dr. Vieira da Silva (endogamia, sempre), que «a “larguíssima maioria” das perguntas do questionário de escrutínio de governantes já são respondidas pelos membros do executivo». Segundo o escrutínio de Observador, uma dúzia e meia de membros do governo apresentam “nódoas” no questionário que poderiam tê-los impedido de ser nomeados.

Num Estado sucial, tropa-fandanga

As FA do Portugal dos Pequeninos dispõem de 37 tanques alemães Leopard comprados num sucateiro nos Países Baixos, qualquer coisa, que se tudo corresse bem, talvez chegasse até almoço do primeiro dia de combate. Desses, apenas 12 parecem estar completamente operacionais o que talvez chegasse até ao pequeno-almoço.

(Continua)

29/01/2023

Hong Kong-Zhuhai-Macao Bridge, brutishness and uselessness on the scale of the New Middle Kingdom


«The world's longest bridge: the Hong Kong-Zhuhai-Macao Bridge (at a cost of about $20 billion) is a miracle in the world's engineering history, but in terms of its use value, it has become the biggest construction waste in the world's history. Until now, three years after the bridge was completed, there is hardly any traffic on this bridge. When the Zhuhai-Hong Kong-Macao Bridge was about to be opened to traffic, the decision makers suddenly realized a big problem: Who will use this bridge? Vehicles from mainland China cannot use it because mainland license plates cannot enter or leave Hong Kong and Macau. Similarly, Hong Kong vehicles can't use it because Hong Kong license plates can't go to Mainland China and Macau, and Macau vehicles can't use it because Macau license plates can't go to Mainland China and Hong Kong. ...... Only vehicles with Mainland China, Hong Kong and Macau can use it, and such vehicles are very few in number, and those who need to go on the bridge are even more rare.» 

[Forrest Harris, read on Quora]

28/01/2023

ARTIGO DEFUNTO: O diabo está nos detalhes

Alguns factos públicos e outros não públicos, mas notórios.

Nas últimas eleições legislativas o Partido Comunista e o seu apêndice verde tiveram 238.962 votos e elegeram seis deputados, o Berloque de Esquerda teve 244.596 votos e elegeu cinco deputados. O Iniciativa Liberal teve 273.399 votos e elegeu oito deputados.

O jornal Público tem um enviesamento tão notoriamente pró-esquerdalhada, nomeadamente comunista, que foi alcunhado de "Avante! da Sonae", parecendo que a Sonae, o seu accionista, se tem disposto a pagar um tributo para o respectivo grupo não ser excessivamente incomodado.

Na edição de quinta-feira passada, na página dedicada à Televisão, o articulista, que presumo alinhado com a inclinação do Público e que certamente nunca se referiria aos partidos da esquerdalhada como "pequenos partidos", escreveu (*)

«O deputado e recém-eleito líder do partido Iniciativa Liberal é o convidado da Grande Entrevista de Vítor Gonçalves, menos de uma semana após o mediático congresso do pequeno partido, em que Rocha derrotou Carla Castro.»

(*) Apud Corta-Fitas - sem a leitura do post não me teria dado conta desta pérola. 

27/01/2023

Ao cederem ao áctivismo de género, os artistas do "teatro independente" negaram a profissão de actor

Uma espécie de continuação desta Estória e Moral.
 
Quando o “Teatro do Vão”, uma companhia de "teatro independente" (*), aceitou substituir um actor que representava o papel de Lola, uma personagem apelidada de "trans" com cromossomas XY, que se assume como mulher (com cromossomas XX), na peça de Samuel Adamson "Tudo sobre a minha mãe", inspirada no filme de Almodóvar com o mesmo nome, por um áctivista de género que se representava a si próprio, essa companhia assumiu que o "teatro", isto é, a arte de representar em palco, deixou de existir e foi substituído por uma manifestação de promoção do desvio sexual e os actores foram substituídos por manifestantes.

(*) O que no Portugal dos Pequeninos se costuma chamar "Teatro Independente" é o teatro quem o Estado sucial diz «toma lá dinheiro e faz qualquer coisa», como em tempos disse António Feio.

26/01/2023

Lost in translation (363) - Sem se dar conta, a Dr.ª Mariana, filha do Dr. Vieira da Silva, ou mentiu ou considerou incompetente (ou desonesto) o seu chefe Dr. Costa ou é ela própria incompetente (ou desonesta)

«A ministra da Presidência garantiu esta terça-feira, em Lisboa, que a “larguíssima maioria” das perguntas do questionário de escrutínio de governantes já são respondidas pelos membros do executivo, através das declarações a que o Parlamento e o tribunal têm acesso.» (fonte)

Sabendo-se que o actual governo do Dr. Costa já registou 13 demissões por motivos vários, uma grande parte, ou talvez todos, enquadráveis nalguma ou nalgumas das 36 questões do célebre questionário com que o Dr. Costa pretendia limpar a sua folha para o futuro, a afirmação precedente ou é uma rematada mentira ou, sendo verdade, transmite do Dr. Costa uma imagem de incompetência, porque tendo tido a informação necessária e suficiente não foi capaz de tirar as devidas conclusões, ou tendo-as tirado as ignorou, pelo que, nesse caso, seria desonesto. Em alternativa, tudo isto está para além da compreensão da Dr.ª Mariana, de onde resultaria ser ela também incompetente para exercer o cargo de ministro da Presidência, ou, pelo contrário, a Dr.ª Mariana compreendeu tudo perfeitamente e, nesse caso, é (também) desonesta.