De um lado os que consideraram gripezinha uma pandemia com uma taxa de letalidade várias vezes superior à da gripe comum. De outro os que anteciparam uma taxa de letalidade muitas vezes superior à que de facto se está a verificar e consideram a pandemia como uma ameaça existencial para a humanidade.
De um lado os que preconizam o uso de máscaras em todas as circunstâncias. De outro os que defendem que as máscaras são inúteis para prevenir um contágio que se faz principalmente através de aerossóis.
Também há os que perante a suposta ameaça existencial defendem a concentração de todos os recursos médicos e hospitalares no tratamento da pandemia, ainda que a realidade mostre que daí resulta um excesso de mortalidade por outras causas superior à mortalidade pela pandemia.
De um lado os que, contra toda a evidência histórica, incluindo os resultados já disponíveis das vacinas Covid, defendem que as vacinas são uma emenda pior do que o soneto. De outro os que lhe atribuem efeitos miraculosos e que defendem a sua imposição a todos.
Também há os que, quando ainda não estão vacinados todos os adultos de risco, defendem que às crianças saudáveis, com um risco mínimo de adoecer com gravidade, lhes seja administrada uma vacina que, como qualquer outra, não impede o contágio .
Feitas as contas, receio que as criaturas cépticas, com um módico de bom senso e não prosélitos de nenhuma dessas crenças constituam uma insignificante minoria.