Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

09/06/2015

DIÁRIO DE BORDO: Qual é o préstimo da coragem de José Sócrates?

«Goste-se ou odeie-se José Sócrates…» é assim, com esta (de Nicolau Santos no Expresso Curto) ou outra variante, que, a propósito da recusa de José Sócrates de trocar a prisão preventiva pela prisão domiciliária com a pulseira (de Vera Jardim, recorde-se), começam os comentários de admiradores que concluíram já não ser possível ignorar os factos que a malha frouxa do segredo de justiça vai deixando escapar. Segue-se um ror de virtudes atribuídas ao preso 44 (no caso de Nicolau Santos, às virtudes seguem-se também versos de Kipling), entre elas a de coragem, virtude que, goste-se ou odeie-se José Sócrates, nele deverá reconhecer-se.

Por razões de ética e de estética não gosto de José Sócrates e, contudo, reconheço-lhe coragem, sobretudo em termos comparativos, numa paisagem de personagens patéticas agachadas atrás das conveniências e incapazes de assumir as suas ideias à luz do dia.

Só que coragem não chega ou é até inconveniente quando associada a ideias e a princípios errados ou à falta deles. Ou ainda, como é o caso de Sócrates, é mais arrogância e atrevimento combinados com a ausência de escrúpulos. O que quer dizer que não faz muito sentido avaliar uma pessoa por um atributo que quando associado a outros pode ser muito positivo ou muito negativo. Por exemplo, no caso de um sujeito desonesto, como José Sócrates mostrou ser, é para a sociedade pior que ele seja corajoso do que cobarde.

QUEM SÓ TEM UM MARTELO VÊ TODOS OS PROBLEMAS COMO PREGOS: O alívio quantitativo aliviará? (28) Unintended consequences (VII)

Outras marteladas.

Fonte: The Economist Espresso
Quanto aos efeitos do alívio quantitativo no crescimento os factos não são visíveis e as opiniões dividem-se. Uma vez mais, o que parece estar acima de qualquer dúvida é a inundação de dólares da Fed continuar a soprar as bolhas nos mercados financeiros e imobiliários e também a bolha das Mergers & Acquisitions para preços disparatados e volumes pantagruélicos, ao nível dos que precederam a crise de 2008.

Mas nem tudo é negativo. O emprego, por exemplo, continua a aumentar num ritmo aceitável, embora ninguém saiba se isso se deve à medicina do Fed. Já aos salários aumentam cada vez menos desde há um ano.

Fonte: Economist

Dúvidas (101) - O que anda este jovem a fazer num partido liderado pela outra criatura?

«O foco devia estar em fazer aquilo que se está a fazer, penso eu, no turismo: sair da frente da vida das empresas. E mais do que olhar para os custos unitários de trabalho, mais do que olhar para os impostos - e as duas questões são evidentemente importantes -, se nada se fizer em sair da frente da vida das empresas e da regulação, não há emprego que possa ser criado.»

Adolfo Mesquita Nunes, secretário de estado do Turismo, à TSF

O que anda este jovem a fazer num partido liderado pela outra criatura que pretendia fazer a reforma do Estado com um argumentário e que a seguir se demitiu irrevogavelmente?

08/06/2015

BREIQUINGUE NIUZ: Os planos de Erdogan se promover a imperador bizantino saíram furados

«Turkish voters delivered a rebuke on Sunday to President Recep Tayyip Erdogan as his party lost its majority in Parliament in a historic election that thwarted his ambition to rewrite Turkey’s Constitution and further bolster his clout. 

The results represented a significant setback for Mr. Erdogan, an Islamist who has steadily increased his power since being elected last year as president, a partly but not solely ceremonial post. The prime minister for more than a decade before that, Mr. Erdogan has pushed for more control of the judiciary and cracked down on any form of criticism, including prosecuting those who insult him on social media, but his efforts appeared to have run aground on Sunday.»

NYT

Manifestações de paranóia/esquizofrenia (8)

«Esquizofrénico é alguém que perde a capacidade de pensar de uma forma lógica e, consequentemente, de comunicar e de se relacionar, passando a viver num mundo paralelo e sem as normas pelas quais se regem as pessoas ditas normais».
«Todos, menos o Estado, que vive num país à parte. Este monstro foi congeminado e erguido por Salazar e depois decisivamente acrescentado por Cavaco Silva…» escreveu o tudólogo Miguel Sousa Tavares na sua crónica habitual no Expresso. Primeiro zurziu a criatura - o «monstro» - e depois apontou o dedo aos seus putativos pais.

Do seu mundo paralelo, MST não se apercebeu que Marcelo Caetano, o herdeiro de Salazar, apesar de 13 anos de uma guerra colonial, deixou um monstrinho que, medido pela despesa corrente a preços constantes, os seus seguidores em 40 anos multiplicaram mais de 7,3 vezes e o transformaram no monstro de hoje. Cavaco Silva, o segundo responsável pelo crescimento do monstro no mundo paralelo de MST, em dez anos aumentou-o 1,6 vezes, um incremento anual (4,8%) ligeiramente inferior à média (5,1%). Nos outros 30 anos o monstro engordou em média 5,2% por ano. O resultado pode ver-se no diagrama seguinte que tenho sempre à mão para tratar a esquizofrenia,

Fonte: PORDATA
Se Salazar e Cavaco Silva fossem os principais responsáveis pelo monstro ele seria hoje o monstrinho da herança de Salazar com os acrescentos de Cavaco Silva: um pequeno monstro com 17 mil milhões de despesas correntes ou seja um pouco mais de 1/3 do monstro que hoje de facto nos devora.

Perguntarão: mas isto não é evidente? Responderei, perguntando: se não é evidente para uma luminária ilustradíssima como MST como há-de ser evidente para as legiões de analfabetos funcionais alimentados pelo jornalismo de causas? Perguntarão ainda: valerá a pena perder tempo com os dislates dessa luminária? Responderei: diferentemente da esmagadora maioria dos comentadores que têm uma agenda partidária e pessoal e uma falta de integridade confrangedora, MST só parece ter uma agenda pessoal e, se o meu diagnóstico estiver certo, trata-se de um caso muito mais de esquizofrenia do que de falta de integridade. Acresce que tem numerosos seguidores que o escutam e lêem. Qed?

DIÁRIO DE BORDO: Eu diria mesmo mais

Diferentemente do coming out na liga LBGT, cujas ocorrências vejo com indiferença e tédio, o coming out dos socialistas escondidos nos armários partidários inspira-me entusiasmo e esperança. Esperança que partilho com o outro contribuinte que esse coming out ajude a dissipar o nevoeiro ideológico tão denso quanto apreciado entre nós.

07/06/2015

Ressabiados do regime (16) – Num púlpito com punho e fita

Recordando o post do ano passado, a propósito da actuação de António Capucho «num púlpito marcado com o punho socialista e com a fita do congresso ao pescoço», acrescentaria que bem pode António Costa contribuir para a dissipação do nevoeiro ideológico convidando a subir ao púlpito uma longa lista de socialistas orgânicos sem cartão, quase todos ressabiados eméritos, que vai desde Manuela Ferreira Leite até Bagão Félix, passando por Freitas do Amaral, Adriano Moreira, Pacheco Pereira et al.

Seria uma espécie de reedição da adesão pela porta esquerda da leva de 1978 dos ex-MES com Jorge Sampaio à cabeça. Desta vez pela porta direita (ou talvez não).

Mitos (197) – Take Another Plane ou Take Another Plan? (III)

Outros mitos (I) e (II)

Take Another Plane      ou       Take Another Plan       
Recordando: segundo a mitologia oficial, a TAP era uma companhia valiosíssima que há anos não tem um cêntimo de lucro e que até recentemente só encontrou um interessado bastante exótico para a comprar.

Depois de décadas parasitada por apparatchiks, sindicalistas, comissários políticos, gestores incompetentes, lugar geométrico dos direitos adquiridos, falida e transformada em companhia de bandeira de um grupo de retardados mentais, o melhor que pode acontecer à TAP é ser comprada por um homem que tem como divisa: «cuida bem dos teus trabalhadores e eles irão tomar bem conta dos teus clientes».

Ver aqui a biografia de Humberto Pedrosa, o sócio de David Neeleman da Azul, que nem parece uma criatura do país dos songamongas, das cunhas, dos betos, das tias e das "boas" famílias.

06/06/2015

SERVIÇO PÚBLICO: House of Cards

«As Egyptian democracy protesters massed in the streets of Cairo in 2011, provoking a bloody crackdown from the authoritarian regime of Hosni Mubarak, U.S. Secretary of State Hillary Clinton presented herself as a champion of human rights. Clinton was “deeply concerned about the use of violence by Egyptian police and security forces against protesters,” she told reporters at the State Department. “Egyptian authorities,” she urged, should not impede “peaceful protests.”

But behind the scenes, Clinton pursued contrasting aims. She cautioned the White House about backing the ouster of President Mubarak, whom she had previously described as a family friend. Her State Department cleared Egypt to continue purchasing arms the U.S. government classified as "toxicological agents,” a broad designation that included chemical and biological weapons, as well as vaccines -- this, at the very moment Mubarak’s forces were unleashing one toxicological agent, tear gas, against protesters demanding his ouster.

The Clinton-run State Department’s approval of chemical and biological exports to the Egyptian government increased in volume just as dollars flowed from Mubarak-linked entities into the coffers of Clinton family concerns. A group closely associated with the Mubarak government paid Bill Clinton a $250,000 speaking fee in 2010, less than 4 months before the Egyptian revolution began. In 2012, a firm with an ownership stake in the company that manufactured the tear gas reportedly used by Egyptian security forces against the uprising paid $100,000 to $250,000 for another Bill Clinton speech.
»

Continue a ler «Hillary Clinton's State Department Increased Chemical Arms Sales To Middle East Countries That Gave To Clinton Foundation»

Pro memoria (237) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (IX)

Posts anteriores (I), (II), (III), (IV), (V), (VI), (VII) e (VIII)

Depois de todas as trapalhadas e asneiras que a dupla Sócrates-Teixeira dos Santos fez com a nacionalização de BPN (as mais importantes estão registadas nesta série de posts), soube-se agora que depois da nacionalização em 2008 a administração do BPN nomeada pela Caixa (Caixa onde pontificava Francisco Bandeira, um amigo do peito do preso 44), concede nos 6 meses seguintes 500 milhões de euros de créditos com dinheiro emprestado pela Caixa, crédito que lhe estava vedado. Desses 500 milhões, 366 milhões não foram transferidos para o BIC em 2012 (et pour cause…). Por isso, a Parvalorem apresentou uma queixa-crime contra os administradores do BPN nacionalizado por crimes de gestão danosa e abuso de poder.

CASE STUDY: Parece uma lista dos estados falhados…

Fonte: IMF (citado aqui)
… mas é uma lista dos países que estiveram em mora da dívida ao FMI. A Grécia formalmente ainda não faz parte mas já chutou a bola para a frente e vai a caminho. Quanto a nós, se o futuro primeiro ministro de Portugal for aquele senhor que disse «Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha» é provável que entremos na lista.

E se o futuro primeiro ministro de Portugal não for o referido senhor e for o outro, acolitado pelo senhor “irrevogável”, que se estava nas tintas para as eleições e agora corre atrás delas contando estórias que os eleitores que não se importam de ser enganados gostam de ouvir? Não será a mesma coisa, como garantem preguiçosamente os diletantes (são todos iguais, dizem) para manter a sua pureza virginal?

Creio que não. Enquanto a governação de uns nos conduziu à bancarrota, as suas políticas anunciadas têm potencial para fazê-lo de novo e a sua governação futura seria semelhante à do passado, a governação dos outros não nos conseguiu fazer sair da zona de risco e as políticas públicas que prometem e a governação futura de que serão capazes não garantem a criação de condições para o evitar no futuro. Como costumamos dizer aqui no (Im)pertinências uns são medíocres no género mau e outros são medíocres no género medíocre. Lamentavelmente, só se podem fazer escolhas do que há para escolher.

05/06/2015

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (39) – A morte do progressismo

«A devoção pelo papa Francisco, que se tornou hoje numa das grandes personagens do “progresso”, é o perfeito atestado da dependência cultural do que dantes se chamava a “esquerda”: para lá de um certo ponto a caridade e a solidariedade começam a não se distinguir. Em 1970 ou mesmo em 80, nenhum “marxista” de nenhuma espécie aceitaria esta amálgama. Agora, tirando essas longas e, aliás, meritórias queixas sobre a miséria do país, não lhe sobra senão o silêncio. O que os políticos do PS discutem (e com o PSD e o CDS) é engenharia financeira: nada mais. Mas, numa eleição, as vantagens de um “projecto” ou de um conjunto de promessas (supondo que se percebem) não significam coisa alguma. A morte do “progressismo”, que mandou em nós durante meio século, deixou um deserto: meia dúzia de tiques, meia dúzia de asneiras (como a idolatria do Estado, por exemplo); e talvez também a tristeza de uma ruína.»

«Uma ruína», Vasco Pulido Valente no Público

SERVIÇO PÚBLICO: «Sabia que não temos dever de trabalhar?» (2)

Na sequência do post anterior e continuando o «caminho para uma sociedade socialista», o passo seguinte é na próxima revisão constitucional alterar o n.º 1 do artigo 51.ª da Constituição para «Todos têm direito ao emprego» em vez de «Todos têm direito ao trabalho».

A partir daí, o futuro primeiro ministro de Portugal seguirá a receita prescrita por várias sumidades nacionais e internacionais, entre elas o venerando presidente Eanes, e exigirá o respeito pela «vontade democrática da população» e pelas «convicções do governo». As instâncias da União Europeia ordenarão então às «instituições» que libertem regularmente os fundos necessários e suficientes para cada português poder viver condignamente com a sua sinecura vitalícia. Assim se acabará com a pobreza, a desigualdade e todos os outros males inerentes ao liberalismo.

SERVIÇO PÚBLICO: «Sabia que não temos dever de trabalhar?»


Se não sabia não fique preocupado, este direito de não ter de trabalhar só foi adquirido na revisão constitucional de 1997 e ainda vai a tempo de o adquirir para si. Eu também não tinha reparado até ler este artigo de Mário Pinto e ficar a saber que nessa revisão foi suprimido o n.º 2 do artigo 51.º que dizia:
2. O dever de trabalhar é inseparável do direito ao trabalho, excepto para aqueles que sofram de diminuição de capacidade por razões de idade, doença ou invalidez. 
E pronto, agora que já sabe, use esse novo direito, agarre-se ao n.º 1 do mesmo artigo («Todos têm direito ao trabalho»),  que se mantém, separe esse direito do dever de trabalhar e exija uma sinecura vitalícia ou, na sua falta, um subsídio condigno. Se não lhe concederem essa conquista de 1997, telefone para o Provedor de Justiça e queixe-se a um dos aspons.

04/06/2015

Pro memoria (236) – Les bons esprits se rencontrent

O que há de comum entre Ricardo Salgado e Sepp Blatter? A falência fraudulenta do GES e a corrupção generalizada da FIFA? Sim, mas não apenas. Não apenas? Sim, há também a KPMG, uma das quatro majors da auditoria que num caso e noutro não viu nada.



Quanto ao caso GES pode fazer-se uma retrospectiva sumária no post «Pro memoria (193) - Danos colaterais da falência do GES (3)» e nos anteriores. Quanto ao caso FIFA pode ler-se aqui que a KPMG não só é responsável pela auditoria à FIFA como a um grande número de federações regionais em todo o mundo que são financiadas pela FIFA, como ainda faz regularmente a compilação de todos os relatórios financeiros em cada campeonato do Mundo.

Como se isso não fosse suficiente, a KPMG foi igualmente o auditor e consultor das organizações dos Mundiais da Rússia e do Qatar (quanto a este último, foi substituída pela Ernst & Young em 2011).

Seriam estas referências suficientes para a KPMG se qualificar para auditar a Mafia, a Cosa Nostra, a ‘Ngrandeta ou organizações similares?

ACREDITE SE QUISER: Se exportássemos estupidez não precisaríamos dos turistas

Num país com uma das maiores dívidas externas do mundo gerado por um défice crónico nas contas externas, em que o turismo pesa 10% do PIB, 8% do emprego, 46% das exportações de serviços e 14% das exportações totais existe um OVNI chamado «Movimento Lisboeta de Libertação do Turismo» que acredita que os «lisboetas sentem-se cada vez mais acossados pelos turistas». (lido aqui)

CASE STUDY: A educação na Finlândia e noutras paragens

A semana passada a revista do Expresso publicou um interessante – e confuso - artigo sobre a educação na Finlândia, educação que já foi um grande sucesso e descambou nos últimos anos. Talvez por isso e pelo facto de estarem em curso reformas profundas – algo que todos os cerca de 30 ministros da Educação dos últimos 41 anos chamaram às medidas casuísticas que foram tomando – a Finlândia atraiu as atenções de todos os que têm mantido paixões pela educação, doença que, como é sabido, começou com António Guterres, com os resultados que também se sabem, e continuou com José Sócrates que viajou até lá para se inspirar. A distribuição de diplomas pelas Novas Oportunidades poderá ter nascido dessa inspiração.

O que não se sabe é explicar a mais interessante diferença assinalada no referido artigo entre a educação neste nosso rincão e na Finlândia: apenas 66,9% das crianças finlandesas concordam com a afirmação «sinto-me feliz na minha escola» contra 86,4% das crianças portuguesas. Considerando as décadas de campanha no ministério da Educação, suspeito que esta diferença mostre a maior eficácia das escolas portuguesas para atingir os propósitos que os filhos de Rousseau lhe atribuíram.

Já que estou a falar em ensino assinalo aqui o facto notável de a Economist ter concluído com uns anos de atraso: (1) rapazes e raparigas aprendem de modo diferente; (2) os sistemas de ensino actuais estão orientados para optimizar os processos femininos de aprendizagem; (3) desde cedo faltam os «role models» masculinos na escola (é mais difícil encontrar um homem professor no ensino pré-escolar e nos primeiros anos do ensino básico do que um lince na serra da Malcata) e na família (cada vez mais pais, sobretudo nas classes baixas, estão ausentes) e que tudo isto está a fazer do sexo masculino, agora baptizado «género» masculino pela praga politicamente correcta, «the weaker sex» - é este o lead da Economist de 30 de Maio.

Sobre estas e outras diferenças sexuais e suas consequências indesejadas há quase 12 anos se vem remando contra a corrente no (Im)pertinências – ver por exemplo a série «CONDIÇÃO MASCULINA».

03/06/2015

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: De como o melhor que pode acontecer ao paraíso prometido aos gregos pelo Syriza é ser um purgatório (XXII) – keynesianismo helénico

Keynesianismo helénico: a curto prazo, a médio e a longo prazo estão todos soterrados


Clicar para ampliar (fonte:WSJ)

A defesa dos centros de decisão nacional (14) – Unintended consequences (V)

[Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7),  (8), (9), (10), (11), (12) e (13)]


O que tem de ser tem muita força, sobretudo quando trabalhamos há décadas para o que tem de ser. As consequências indesejadas do endividamento maciço ao exterior são parecidas com as de uma família falida forçada a vender as pratas.

Estamos a caminho de vender a um dos sócios menos indignos da cleptocracia angolana mais uma travessa de prata. Isabel dos Santos está à beira de comprar ao grupo José de Mello e à Têxtil Manuel Gonçalves a maioria na Efacec Power Solutions.

02/06/2015

BREIQUINGUE NIUZ: É possível enganar alguns toda a vida, é possível enganar todos durante algum tempo

«Sepp Blatter said Tuesday that he would resign from the presidency of FIFA in the wake of a corruption inquiry, an extraordinary turn just four days after he was re-elected and defiantly insisted that he was blameless and committed to cleaning up the organization. 

Mr. Blatter, 79, said he would ask FIFA to schedule a new election for his replacement as soon as possible. The next FIFA congress is May 2016, but he acknowledged that the organization could not wait long for new leadership given the current situation.»

NYT

Contudo, é mais fácil extrair um corrupto/corruptor do que extrair a corrupção de uma organização.