Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

04/05/2022

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: O povo do Portugal dos Pequeninos é um bocadinho lerdo

«Celebram-se 48 anos sobre o 25 de Abril de 1974. 48 anos é o tempo que um português precisa para perceber que uma ditadura é uma ditadura. Foi assim com o Estado Novo e é assim com o PCP. Ao fim de 48 anos a declarar-se vítima de agressões mal era questionado, a reconhecer nazis e fascistas em qualquer um que lhe denunciava a táctica e a dizer-se provocado sempre que era criticado, o PCP passou a ser identificado como aquilo que é e sempre foi: um partido que retira todas as vantagens das democracias a que chama burguesas e capitalistas enquanto apoia as ditaduras mais sinistras que o mundo conhece e conheceu. Face ao tempo necessário para que em Portugal se constate o óbvio, pode com segurança concluir-se que, politicamente falando, os portugueses são de compreensão lenta. Tão lenta que provavelmente só daqui a meia dúzia de anos começarão a interrogar-se sobre os bastidores da geringonça. Mas mais vale tarde que nunca.»

Um país de compreensão lenta, Helena Matos no Observador