Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

11/05/2018

Pro memoria (376) - Não, não começou há três anos. Começou no princípio, quando José Sócrates chegou ao governo de Guterres

«Peço desculpa, mas o atraso não é de três anos e qualquer coisa. A cegueira é muito mais antiga, muito mais teimosa e muito mais cúmplice. Tão antiga e tão teimosa que, anos e anos a fio, sempre que surgia um novo caso, o que se ouvia era um coro sobre “campanhas negras” dirigidas contra “o político mais escrutinado da história da nossa democracia”. Sim, eu não me esqueço.»

«O pior cego é o que não quer ver», José Manuel Fernandes no Observador

Desde a fundação, o (Im)pertinências dedicou atenção a José Sócrates. O primeiro post apareceu aqui há 15 anos e a partir da posse do seu primeiro governo a criatura foi alvo de uma atenção constante em centenas de posts (leia-se este, por exemplo) com o escrutínio de todos os casos e trapalhadas em que esteve envolvido. Fizemos a nossa pequeníssima parte. A maioria dos portugueses dividiu-se entre os seus cúmplices, os seus bajuladores, os acagaçados ou fascinados pelo seu poder, pertinácia e falta de escrúpulos e a imensa legião amorfa concentrada em viver as suas vidinhas.

1 comentário:

Anónimo disse...

Estive a ver Moura Guedes na SIC (via link de O Treadicionalista). Muito Bem