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05/05/2018

CASE STUDY: O órgão reprodutor feminino como gerador de mais valia


Chama-se Irene Martin, tem 22 anos, é espanhola, está em Portugal a frequentar um mestrado em Engenharia Biomédica no IST e resolveu fazer o cartaz e exibi-lo na manifestação do 1.º de Maio. O cartaz já foi requisitado por Pacheco Pereira para a sua colecção Ephemera, o que, espera-se, lhe venha a conferir um carácter perene.

A nota biográfica do Público não esclarece se a Irene fala por experiência própria e já gerou mais valia dos homens e executou trabalho reprodutivo ou se falará pela experiência de sua mãe sendo ela própria, nesse caso, a mais valia dos homens.Também não se esclarece qual o papel do pénis na geração da mais valia e no trabalho reprodutivo.

Segundo a Irene, a sua performance suscitou comentários insultuosos como gorda, não se depila, lésbica e puta. Os dois primeiros podem ser insultos mas são factuais, os restantes desconhece-se. Sendo insultos, são gratuitos porque a performance da criatura é simplesmente patética.

1 comentário:

Anónimo disse...

Sempre houve e sempre haverá bestas metidas 'na pele' de homo sapiens sapiens.
Merecem a mema importância que o homo sapiens sapiens desde sempre concedeu às bestas.
Quero lá saber se vende actividades sexuais a homens ou a mulheres, se tem pentelhos nas axilas... etc.