Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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23/05/2018

A superioridade moral imobiliária do socialismo (4)


Um amigo enviou o seguinte comentário ao post de ontem:

«O ridículo (e a desfaçatez) não têm limites. Interrogado sobre o mesmo tema, Pablo, que tinha acusado o Luís de especulação pelo porco capitalista ter comprado um casa, disse que no caso dele tratava-se de construir uma vida.

Mais. Este gajo, contra quase tudo, conta financiar grande parte do custo da casa com a herança que um dia receberá. Haverá algo de mais capitalista do que uma herança, que representa nada mais do que o ganho de alguém sem esforço no imaginário esquerdista? Vindo de alguém que afirmou que «onde há propriedade privada, há corrupção…» fica tudo esclarecido.»

O que me suscitou o seguinte aditamento:

Para sermos honestos, devemos reconhecer que a direita e os não socialistas em geral também praticam este desporto. Há, contudo, duas grandes diferenças. A primeira  é que normalmente não são hipócritas e não se apresentam com os tiques de superioridade moral com que a esquerda se apresenta.

Por exemplo, no caso do Costa, muitas criaturas de direita fariam o mesmo, com a diferença que não se proclamariam indignados com a especulação imobiliária. Ou, no caso do Pablo, muitas delas comprariam, se tivessem dinheiro ou crédito, uma moradia luxuosa mas não se armariam em moralistas criticando os adversários que fizeram o mesmo.

A segunda grande diferença é que a direita pratica muito menos do que a esquerdalhada a doutrina Somoza, a qual, como se sabe, consiste em vilipendiar nos adversários aquilo que se silencia nos correligionários, ou, pior ainda, vê o vício nos outros e onde entre os seus vê a virtude.

2 comentários:

Anónimo disse...

São todos aparentados e herdeiros das palavras de Franklin D. Roosevelt.

Unknown disse...

O coletas limita-se a corporizar o velho e relho "coeur à gauche, portefeuille à droite".
Um sub-produto lançado , publicitado e financiado pela "internacional do costume"...