Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

03/05/2018

Berloquismo e bem-pensância, bactérias diligentes da fossa séptica socialista

Há algum tempo escrevi aqui que Daniel Oliveira - um ex-bloquista e ex-imensas outras coisas - se esmerava no trabalho de bactéria diligente limpando a fossa séptica socialista. Talvez, especulo agora, porque apesar de ele ter saído do Bloco de Esquerda o berloquismo pode não ter saído dele.

E aí está mais um exemplo de outra bactéria diligente da fossa séptica socialista: Catarina Martins, a líder berloquista, a propor uma comissão de inquérito que, para investigar os dinheiros do DDT Ricardo Salgado recebidos por Manuel Pinho, enquanto ministro do governo socialista de José Sócrates, pretende investigar as rendas da energia durante os governos de Barroso, Santana, Sócrates e Passos Coelho. Já agora, poderia ter recuado até ao V governo provisório do camarada Vasco ou mesmo à I República.

Apesar de ser uma jogada denunciada e bastante primária, PSD e CDS, borrados de medo por causa dos telhados de vidro, não tiveram coragem de defender o âmbito do inquérito adequado ao tema em causa e embarcaram no logro.

Paralelamente ao expediente de meter todos em todos os inquéritos, há o outro expediente que consiste em defender que não adianta investigar a corrupção em casos específicos envolvendo pessoas específicas porque somos todos culpados. Apesar de não ser um expediente particularmente inteligente, a esquerda que se julga inteligente também o usa. Podia dar mais exemplos mas limito-me ao de Aguiar Hífen Conraria que argumentando que «desde o Estado Novo que o capitalismo português é uma rede de interesses, em que política e negócios se misturam da pior maneira, e isso não mudou com a democracia» acaba a concluir que «terão de ser os portugueses a mobilizarem-se com esse fim». Temos sorte de ele não nos propor uma cruzada internacional dos homens de bem para resolver o caso do conúbio Salgado-Sócrates-Pinho e fazer a limpeza da fossa séptica lusitana.

1 comentário:

Anónimo disse...

O hífen também já tem uma colecção de ex-'s.
Quando chegou a professor chegaram-lhe as hormonas para debitar uma 'socialites' — ou seja uma tretas sociais..
Abraço