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30/09/2017

Tende cuidado com o que desejais

Em consequência da queda histórica da coligação CDU/CSU-SPD nas eleições de domingo passado, várias alterações se irão verificar na política alemã. A primeira é o fim da coligação que governou a Alemanha nos últimos dezasseis anos, dos quais os últimos doze liderada por Merkel. A segunda é que Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças nos últimos oito anos, não é reconduzido e será o líder do CDU no Bundestag.

Com o facelift a que a esquerdalhada submeteu Angela Merkel pela sua decisão de acolher mais de um milhão de migrantes, transmutando-a de hitler de saias em senhora respeitável, Schäuble passou a ter de carregar sozinho a cruz da austeridade. Não espanta por isso que esquerdalhada doméstica se regozijasse pela saída de Schäuble, de pouco lhe servindo o petit nom de Ronaldo das Finanças que ele prantou no nosso alquimista Centeno.

Mais devagar, porque o mais provável sucessor de Schäuble é Christian Lindner, um jovem político com 38 anos líder dos liberais do FDP, que faz parecer Schäuble um ministro das Finanças do Sul da Europa. Isso e o facto de Merkel ficar com pouca margem de manobra numa putativa coligação «jamaica» (com FDP e Verdes) não são boas notícias para Costa-Centeno e Tsipras-Tsakalotos.

1 comentário:

Pedro Ferreira disse...

Concordo em absoluto e a impressora do Draghi vai ter de parar, já estamos com inflação de 1,5% a comer a poupança do Norte da Europa e também de quem poupa em Portugal.