Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

29/09/2017

Culture wars. The left is not right and the right is not left


«Que os americanos de esquerda e direita lêem livros diferentes não é novidade nenhuma no que respeita à edição e uma análise das vendas de livros na Amazon confirma-o. Valdis Krebs, um cientista especializado em network analysis e visualisation, tratou dados para a Economist a partir da rubrica «Customers who bought…also bought…» e criou o diagrama de rede acima. Leitores de livros esquerdistas como «What happened» de Hillary Clinton e de «Al Franken, Giant of the Senate» levaram ambos os livros para o topo da lista de Best Sellers da Amazon, mas esses leitores raramente compram livros do outro lado do corredor. E os compradores de livros conservadores como «Understanding Trump» e «Making of the President 2016»  são ainda mais facciosos.» (Books aiming to span America’s political divide rarely succeed)

Como muitas outras, esta é uma tendência que está a espirrar dos Estados Unidos para a Europa, com uma diferença: enquanto a direita americana é mais agressiva e muito facciosa, a direita europeia com os seus complexos históricos (além de estúpida) deixa-se intimidar pela esquerda europeia que é ainda mais facciosa (além de estúpida) do que a direita americana. Nesta equação de colectivismos de esquerda e de direita não entram os liberais, uma espécie que nunca foi abundante e hoje é quase tão rara como o lince da serra da Malcata.

Sem comentários: