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08/09/2017

CASE STUDY: O pensamento económico da Mouse School of Economics à luz do revisionismo de Costa (2)

Continuação de (1)

Recapitulando: o pensamento económico de Costa seria, se Costa tivesse um pensamento económico para além da sua inspiração na Banda do Casaco («Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos»), fundado na doutrina dominante da Mouse School of Economics.

Concluímos também que a governação de Costa abandonou os corolários principais da doutrina, a saber: o défice das contas públicas e o défice das contas externas que eram irrelevantes passaram a ter a maior importância e a «aposta no investimento público» faleceu vítima das cativações e de outros expedientes.

Contudo, a inovação de Costa não se limitou ao abandono desses corolários. Costa, assessorado pelo Ronaldo das Finanças, criou um novo teorema no que respeita à influência da economia internacional na economia doméstica. A doutrina tradicional da Mouse School of Economics, desenvolvida por alturas da falência do Estado Sucial às mãos do Grande Líder José Sócrates, a que seguiu o resgate pela troika, consistia em explicar que a economia doméstica atravessava um período de grande prosperidade até ser atingida pela crise internacional resultante da economia de casino e do neoliberalismo e da conspiração das agências de rating.

O novo teorema, pelo contrário, postula que a economia internacional não tem qualquer influência na economia doméstica e, por isso, como corolário o «maior crescimento do século» não deve nada ao crescimento da Espanha, França, Alemanha e Reino Unido e ao crescimento das importações por esses países de bens e serviços portugueses (56% do total destinaram-se àqueles 4 países em 2016), nem ao turismo, e é fruto da adopção pelo governo do Documento dos Doze Sábios.

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