Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

17/09/2017

ACREDITE SE QUISER: Um cruzeiro heterofóbico

«Pela primeira vez vai sair do porto de Lisboa um cruzeiro exclusivamente para gays. A partir de amanhã e durante oito dias, o navio Monarch vai passar por Madeira, La Palma, La Gomera, Tenerife, Lanzarote, terminando a viagem na Gran Canaria. Organizada pela La Demence - responsável por uma das maiores festas gay europeias que costuma ter lugar em Bruxelas -, esta é a sétima edição de uma iniciativa que já faz parte dos roteiros homossexuais anuais.

A novidade nesta iniciativa, que contará com 2200 viajantes de 85 nacionalidades - 35 deles portugueses, segundo disse ao DN a organização -, é a partida de Lisboa, considerada por várias publicações como uma das cidades mais gay friendly da Europa.» (DN)

A propósito desta espécie de heterofobia como oposto da homofobia, lembrei-me que, nos tempos em que a esquerdalhada não disfarçava as suas inclinações profundas com esta treta da ideologia dos géneros, Millor Fernandes explicava assim a diferença entre comunismo e capitalismo: «O capitalismo é a exploração do homem pelo homem. E o comunismo é exactamente o contrário.»

2 comentários:

Anónimo disse...

Millôr Fernandes foi um Homem.

Também foi um artista e humorísta. Tem centanas de «tiradas».

Mas esta, da «exploração» creio que foi de Galbraith, John Kenneth

Abraço

Impertinente disse...

«Another remark often attributed to Galbraith is, "Under capitalism, man exploits man. Under communism, it's just the opposite." If he didn't say it, he might as well have.» (https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2006/05/john-kenneth-galbraith-revisited/304935/https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2006/05/john-kenneth-galbraith-revisited/304935/)
Galbraith poderia ter dito mas parece que não disse. Millôr Fernandes disse seguramente isso. (As anedotas do Pasquim: uma antologia mundial de anedotas de salão, Volume 3 - página 53, Editora Editora Codecri, 1976)