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22/07/2017

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Alguns psicólogos explicam a obsessão pelas selfies com a ocorrência de problemas de saúde mental, como o transtorno dismórfico corporal que se caracteriza por uma preocupação mórbida por um defeito real ou imaginário e comportamentos compulsivos que se desenvolvem em resposta a essas preocupações.

Nalguns casos esses comportamentos têm consequências no mundo real. Em 2015 morreram mais pessoas a tentarem fazer selfies perfeitas do que de ataques de tubarão. Além dos praticantes da selfie também as obras de arte estão a sofrer consequências. Alguns exemplos (fonte: The Economist Espresso):
  • Em 2014, um estudante italiano destruiu uma estátua do início do século XIX, ao subir ao seu colo para disparar uma selfie; 
  • Um americano ficou preso numa escultura representando uma vagina de 32 toneladas de Fernando de la Jara e teve que ser libertado por 22 bombeiros;
  • A semana passada em Los Angeles, uma mulher tentando a selfie perfeita derrubou uma fila de esculturas de Simon Birch causando 200 mil dólares de danos. 
A estes casos podemos acrescentar o do visitante do Museu Nacional de Arte Antiga que em Novembro do ano passado derrubou um São Miguel do séc. XVIII. Também poderíamos acrescentar o caso do presidente dos afectos que com milhares de selfies um pouco por todo o lado tem contribuído para o presente estado de euforia (tecnicamente um episódio maníaco) a que se seguirá, como habitualmente, uma profunda depressão, salpicada com surtos de indignação.

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