Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

12/02/2016

BREQUINGUE NIUZ: O ruído da gravidade

Havia o barulho das luzes e o ruído do silêncio. Alfred Einstein começou a suspeitar que também havia o ruído da gravidade quando ainda trabalhava no departamento federal suíço de patentes em Berna, na sala 86 no terceiro andar do edifício na esquina da Speichergasse com a Genfergasse, sob as ordens de Friedrich Haller, um chefe duro mas benevolente e lógico mas intransigente que Einstein parece ter apreciado e considerado estimulante.

Se fosse hoje, com os vagares de quem pouco tinha para fazer, outro no lugar de Einstein dedicaria o seu ócio a navegar na web, talvez a escrever posts para um blogue.

Simulação dos preliminares entre dois buracos negros (NYT: Simulating eXtreme Spacetimes)
Não foi o caso de Einstein que bolou aí a teoria da relatividade e mais tarde, já como professor de física teórica em Zurich, a desenvolveu até à teoria geral onde antecipou as ondas gravitacionais cuja existência foi agora provada por uma equipa de cientistas do grupo LIGO. Para mais pormenores, ler aqui o artigo do NYT onde pode ouvir o ruído da colisão de dois buracos negros.

Sem comentários: