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11/10/2009

A prova de Ferro e o silogismo imperfeito da justiça portuguesa

O antigo ministro do PS Ferro Rodrigues, acusado por um ex-aluno da Casa Pia de ser cliente de Carlos Silvino, propôs uma acção contra o ex-aluno acusando-o de difamação. O Ministério Público arquivou o inquérito de falsas declarações, o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa resolveu não pronunciar o aluno e o Tribunal da Relação de Lisboa resolveu agora arquivar o recurso interposto por Ferro Rodrigues, pronunciando-se no mesmo sentido do TIC - o ex-aluno não mentiu.

Vamos ver se eu percebo. O MP e dois tribunais, o de 1.ª e o de 2.ª instância, concluíram que o ex-aluno não mentiu quando acusou Ferro Rodrigues de actos pedófilos. Certo? Certo. Não tendo mentido, terá dito a verdade. Certo? Errado. Nenhum tribunal o está a julgar por esses alegados crimes e o Ministério Público, que se saiba, não tem em curso nenhum inquérito.

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