Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

09/10/2009

Estado empreendedor – (11) a montanha das linhas de crédito pariu o rato das exportações

Depois de anunciar várias vezes a nacionalização da COSEC (na verdade, ainda apenas foi comprada a quota do BPI que, por razões que não carecem de explicação, achou preferível vender do que ficar na lista negra), a pretexto de «facilitar» o crédito à exportação, o governo tem agora razões para perceber que, quanto mais assume as dores dos empresários subsídio-dependentes e queixinhas que lhe querem saltar para o colo, mais se atola na lama da asneira. Segundo o ministério da Economia, insuspeito de contaminação pelo pessimismo e, pelo contrário, centro de culto do optimismo galáctico do querido líder, de três mil milhões de euros de linhas de crédito à exportação postas à disposição pelo governo os exportadores apenas usaram um quinto.

Então o governo não pode fazer nada, perguntarão os adoradores do Estado? Pode. Por exemplo, tratar de pôr a justiça a funcionar.

Sem comentários: