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04/10/2009

Estado empreendedor – (9) o contributo para o crescimento

«Os dados do Fundo Monetário Internacional indicam que o PIB português por habitante, ajustado ao poder de compra, deverá ser de 22.223 dólares. Na Eslováquia, o poder de compra previsto é de 22.481 dólares.
A confirmarem-se estas previsões, Portugal terá um dos piores desempenhos da Zona Euro desde 2006. Até 2010, a economia nacional terá um crescimento médio de 0,1%, o que significa a sua estagnação.
Quanto à Eslováquia, que ultrapassa o nosso país, colocando a economia nacional como a mais pobre da Europa, consegue, entre 2006 e 2010, um crescimento extraordinário de quase 5% ao ano, apesar de a queda prevista para 2009 ser bastante superior à portuguesa.
» (Rádio Renascença)

Cortesia do governo de José Sócrates (e, para sermos justos, dos dois de Guterres e, com muito menores culpas no cartório, do governo Barroso-Lopes).

Não é extraordinário que continue a ter aceitação a tese da crise de crescimento portuguesa com quase 10 anos se dever à crise financeira internacional, que pelos vistos, em termos relativos, parece afectar menos os outros países? Não é igualmente extraordinário num país em que o Estado, na monarquia como na república, sempre teve uma fortíssima intervenção na economia, se atribua o atraso económico à insuficiente intervenção?

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