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16/01/2006

TRIVIALIDADES: a lei das compensações

A vacuidade que ocupou o lugar de presidente da câmara de Lisboa, a capital dum país que tem 1/3 do PIB per capita dos EU, o hiper-decisório (professor Marcelo dixit) doutor Santana Lopes, mandou a câmara comprar, com o dinheiro dos alfacinhas e, em parte, dos outros contribuintes, um automóvel blindado Audi A8 4.2 V8 Tipronic Quattro, com um preço mais comprido do que o nome - 99 800 euros. Após 2 anos ao serviço na noite lisboeta, a máquina vai ser vendida por uma fracção do seu preço. Para quem sempre viveu de sinecuras políticas directas ou indirectas (SCP e escritórios de advogados «amigos») e torrou o único negócio em que se meteu, com dinheiro alheio, que nem chegou arrancar, temos que concluir que esta largesse é um pouco bizarra.

Em compensação, mais 65º a Oeste, quase à mesma latitude, Mike Bloomberg, que construiu a partir do nada o maior império de informação financeira, e é hoje um dos homens mais ricos do planeta, desde 2002 mayor de Nova Iorque, cidade que tem mais de 10 vezes o número de habitantes de Lisboa (à escala o doutor Santana Lopes ficaria pelos calcanhares do mayor Bloomberb, sem ser à escala nem tanto), com um rendimento per capita cerca de 4 vezes maior do que o de Lisboa, o Mike, dizia eu, costumava ir para o trabalho de strike bike, antes de a oferecer a uma criança necessitada, e agora vai de metro.




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