Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
16/07/2021
Dúvidas (314) - Estará a democracia americana avariada?
15/07/2021
A pandemia ameaça a democracia liberal no país onde foi inventada
There is a case for all of this. But no such case has been made — at least not in the open. We instead see a worrying pattern: ministers promising not to implement vaccine passports, then breaking their word, then presenting them as a reserve option, then as a fait accompli. ‘I certainly am not planning to issue any vaccine passports and I don’t know anyone else in government who would,’ said Michael Gove in December. The government has ‘absolutely no plans for vaccine passporting’, promised vaccines minister Nadhim Zahawi in February: the very idea, he added, was ‘absolutely wrong’. Downing Street said it was ‘discriminatory’.
The lack of debate matters because important questions are not being asked. For example, what if — as the latest studies suggest — the double-vaccinated still have a 21 per cent chance of catching and transmitting the virus? The vaccines are effective at preventing serious illness, but how far can we say that a fully vaccinated theatre is safe? And without such assurance, what’s the point of any nightclub or sports arena screening its customers in this way?
Vaccine passports may have a marginal impact on slowing the spread of the virus (especially in a Britain where 90 per cent of adults have antibodies), but what if their real purpose is to harass the unvaccinated on a daily basis, thereby encouraging vaccine uptake? Then comes the more important question: who would be excluded from society by a vaccine passport? A Tory party that took so much flak for the Windrush scandal ought to be careful about pushing any scheme that’s likely to hit ethnic minorities hardest, as vaccine passports would do. All over-fifties have been offered the jab. Among them, just 6 per cent of whites are unvaccinated compared with 31 per cent of blacks — an ethnicity gap that refuses to narrow.
As the vaccine programme works its way down the age range, ministers are also worried that the young are not co-operating. Non-white groups are proving particularly hard to convince. In France, Emmanuel Macron is thinking about making vaccines compulsory. Vaccine passports offer a softer tool of coercion: people are free, in theory, not to have the jab, but their lives can be made much more difficult by the government. It could become harder to get a job, harder to travel, harder to go anywhere that isn’t home.»
Nanny Boris: the PM’s alarming flight from liberalism, Fraser Nelson na Spectator
14/07/2021
SERVIÇO PÚBLICO: O pior não passou. O pior está para vir
Iniciar-se-á a crise económica e social quando o Estado Português tiver de começar a travar as ajudas ao rendimento e a aumentar a carga fiscal, em virtude de uma situação das finanças públicas em que os números hoje prevalecentes não são sustentáveis. Concordo com o nosso primeiro-ministro na tese de que o regresso a algum tipo de normalidade terá de ser muito controlado, mas, mais cedo ou mais tarde, de um modo ou de outro, esse regresso terá de ocorrer.
Iniciar-se-á a crise económica e social quando o Banco Central Europeu começar a normalizar a sua política monetária, impondo algum tipo de subida das suas taxas de juro, arrastando, em conformidade, as taxas de juro a que o Estado Português e todos os Estados da área do euro têm vindo a financiar-se nos mercados (taxas negativas, como se sabe, nos prazos mais curtos). É absolutamente crítico neste processo que Portugal, acompanhando a subida das taxas de juro de referência impostas aos países de mais baixo risco, não deixe aumentar o nosso prémio de risco país pela condução de qualquer política financeira que agrave a perceção dos mercados no que se refere à solvabilidade do Estado Português. Foi o agravamento deste prémio de risco e a posição em que nos deixámos isolar, de um défice público que chegou a superar os 11% do PIB, que determinou a crise financeira do nosso país em 2011 e anos seguintes.
Iniciar-se-á a crise económica e social quando começarem a ser levantadas as moratórias de que hoje beneficia uma boa parte do crédito bancário a empresas e a particulares. De acordo com dados divulgados pela EBA (Autoridade Bancária Europeia), Portugal é o terceiro Estado-membro com maior percentagem de crédito bancário protegido por moratórias (mais de 20% do total, num montante de cerca de 45 mil milhões de euros, percentagem apenas excedida por Chipre e pela Hungria).
Iniciar-se-á a crise económica e social quando se regressar a algum tipo de normalidade em matéria de rendas de estabelecimentos comerciais, pondo termo à quase nacionalização dos centros comerciais decretada no início da pandemia.»
13/07/2021
Como tentar cumprir o plano de vacinação, apesar de tudo? Resposta: um dia de cada vez (57) - O Sr. Almirante deixou o barco no meio do nevoeiro estatístico
Inexplicavelmente, o site da DGS esteve 3 dias do dia 8 ao dia 10 sem publicar dados de vacinação e quando finalmente publicou na manhã do dia 12 os dados do dia 11 verificou-se que nesses quatro dias apenas tinham sido administradas cerca de 116 mil vacinas. Também inexplicavelmente, mas menos, visto que a maior parte dos mídia funcionam como órgãos oficiais do governo, não encontrei nos jornais qualquer referência a este mistério.
Ponto de situação dos objectivos para a vacinação:
Praticamente garantido, desde que a partir de agora a média diária não desça abaixo dos 60 mil.
Parece possível mas nunca se sabe o que nos reserva o nevoeiro estatístico.
- 95,1% dos +80
- 88,5% dos 70-79
- 75,4% dos 60-69 anos.
Esta continua a ser a falha mais notória, visto que se trata dos grupos de maior risco. Falha agravada pela decisão anunciada de começar a vacinar esta semana o grupo etário 18-29 anos que até agora registou 14 mortes, o equivalente a 0,08 por cento do total.
O objectivo dos 85% foi acrescentado esta semana sem utilidade visível e só adensa o nevoeiro estatístico. 59% da população tem pelo menos uma dose. Para atingir os 70% / 85% no início de Agosto / meados de Setembro será necessário administrar 1,1 milhões / 2,6 milhões de primeiras doses a uma média diária de 50 mil / 40 dias. Comparando os dois objectivos confirma-se que são redundantes e ambos parecem possíveis.
12/07/2021
Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (93) - Em tempo de vírus (LXX)
O desdobramento da personalidade do Dr. Medina
11/07/2021
CASE STUDY: A receita para desperdiçar os fundos europeus. Uma antevisão dos resultados da bazuca
O estudo Avaliação dos incentivos financeiros às empresas em Portugal de Fernando Alexandre da Universidade do Minho, publicado em Junho, mostra que «os incentivos FEDER podem ter falhado no cumprimento do objetivo de melhorar a produtividade e a competitividade das empresas. A dececionante dinâmica das empresas em relação à sua posição na distribuição da produtividade sugere que o procedimento de seleção não foi ótimo.»
As 135 páginas do relatório não são de digestão fácil. Em alternativa pode ler-se uma boa síntese da jornalista Joana Nunes Mateus publicada ontem no Expresso.
Não é extraordinário que em média apenas um terço das empresas melhorem a sua produtividade? E que essa proporção tem descido no tempo? Não é ainda mais extraordinário que mais de um terço piorou?
E o que dizer do facto de três anos depois dos apoios já tinham fechado 13% das apoiadas em 2014 e 5% das apoiadas em 2015?
É dinheiro deitado para a sanita, disse o CEO da Ryanair a propósito do dinheiro que o Dr. Pedro Nuno Santos está a torrar na TAP no âmbito da sua campanha para CEO do PS.
Entusiasmados, sodomizados, indignados, por esta ordem
Uma característica das pessoas que se entusiasmam muito é que se indignam ainda mais quando se vêem defraudadas. Por isso Portugal está cheio de indignados. Gente que acredita plenamente no conto do vigário, se sente traída quando descobre a verdade e que, para compensar a desfeita, se lança cegamente noutra crença. Por algum motivo após o período entre 2005-2011 tivemos o que se iniciou em 2016. À época era tudo fantástico. Lembram-se do mítico 13 de Maio de 2017? Nesse famoso dia Portugal ganhou o Festival da Eurovisão, o Papa Francisco visitou Fátima e o Benfica ganhou o tetracampeonato nacional. O país explodiu de euforia. Um mês depois aconteceu Pedrógão. Mas Marcelo iniciara o mandato a pedir menos crispação, menos discussão. “Já bastam os problemas internacionais e europeus, que são muitos. Não vamos somar agora problemas nacionais“. Antes de mais nada, sossego. Salazar não estaria mais de acordo. Atempadamente, PS, BE, PCP e Rui Rio foram dando o seu aval.
E a vida continuou.»
SERVIÇO PÚBLICO: "Todos os regimes autoritários e partidos políticos intolerantes procuram criar uma escola com valores, com programas políticos e com ideologia"
A escola como berço da virtude é um velho mito totalitário. A escola não é nem deve ser considerada uma incubadora de cidadãos bem comportados. Verdade é que na escola se aprende tudo. Da regra de três ao imperativo categórico. Mas também o sexo, o tabaco, o álcool e o cannabis. Sem falar no surf e nos jogos de computador. Assim como cinema e poesia. Além de violência, futebol e trafulhice. Ou finalmente solidariedade e bondade. Na verdade, a escola é vida. Ponto final.
Como tal, a escola dá o que de melhor pode dar: ferramentas, informação, instrumentos e conhecimento. Com a colaboração das artes, das técnicas e da cultura. O resto pertence à família, à sociedade, às profissões, à televisão, às redes sociais, aos livros, aos partidos políticos, às associações, às igrejas, aos clubes, aos jornais, aos vizinhos e às autarquias. À escola o que é da escola. À vida o que é da vida.»
10/07/2021
Futebol, política por outros meios
09/07/2021
Um Serviço de Desenvolvimento de Identidade de Género pode ser uma espécie de clínica do Dr. Mengele (2)
Continuação de (1)
Desde o Homo sapiens sapiens das savanas se sabe que a puberdade e a adolescência são caracterizadas por instabilidade resultante de uma intensa carga hormonal. Por isso, as sociedades primitivas tinham rituais e processos sociais de iniciação dos jovens no mundo adulto. Uma das invenções da "identidade de género", uma modalidade do politicamente correcto, tem consistido em aproveitar a puberdade e a adolescência para induzir nos jovens a ideia de que se não se sentem bem no seu corpo deverão migrar para outro "género".
A chamada medicina do género foi inventada para lidar com essa migração e hoje alguns países criaram instituições que lhe são dedicadas, como o Tavistock Centre da Tavistock and Portman NHS Foundation Trust britânico. As terapias consistem principalmente na administração de drogas bloqueadoras da puberdade com efeitos por vezes desastrosos na saúde, ao ponto que nalguns países pioneiros na manipulação hormonal se começa a questionar essas terapias.«Last June, though, Finland revised its guidelines to prefer psychological treatment to drugs. In September Britain launched a top-down review of the field. In December the High Court of England and Wales ruled that under-16s were unlikely to be able to consent meaningfully to taking puberty blockers, leading gids to suspend new referrals, though a subsequent ruling held that parents could consent on their children's behalf. On April 6th Arkansas passed laws that make prescribing puberty blockers and cross-sex hormones to children illegal. Also in April the Astrid Lindgren Children's Hospital in Stockholm, a part of the Karolinska Institute, announced that it would stop prescribing puberty blockers and cross-sex hormones to those under 18, except in clinical trials.
There is also evidence that the drugs may cause serious harm. One example is described by Michael Biggs of Oxford University in a letter published on April 26th in the Journal of Paediatric Endocrinology and Metabolism. Bone-mineral density (bmd) usually rises sharply in puberty. But of 24 gids patients who had been prescribed puberty blockers, a third had bmd scores in the bottom 2% of their age groups (more that two standard deviations below the mean, see chart).
One patient, who began puberty blockers aged 12, suffered four fractures by the age of 16. That medical history, says Dr Biggs, would usually be enough to diagnose osteoporosis—normally a disease of the elderly. Animal studies suggest puberty blockers may cause cognitive damage, too. Cross-sex hormones have been linked to heart disease, strokes and sterility.»
08/07/2021
Dúvidas (313) - De que está à espera o parlamento para recomendar ao governo a eliminação das práticas de violência na ecografia prostática transrectal?
07/07/2021
Fact check impertinente às declarações da ministra do SNS
Para justificar a falta de médicos a Dr.ª Temido disse:
«Médicos demoram mais a formar-se do que um hospital a fazer-se»
O curso de medicina tem a duração de 6 anos divididos em 2 ciclos de 3 anos.
Vejamos quanto tempo demora um hospital a fazer-se, por exemplo o Hospital Oriental de Lisboa:
«Em 2003 surge no âmbito da ARSLVT a Estratégia de Reestruturação da Oferta Hospitalar no Concelho de Lisboa que define como prioritário o Hospital Oriental de Lisboa / Hospital de Todos os Santos. (...) Em 2008 avança de novo o projeto do Hospital de Todos os Santos, que passa pelas várias fases (...) Entre 2011 e 2015 o processo foi revisto, revisto, reponderado, criados novos grupos de trabalho (...) Com o atual Governo foi de novo reafirmada a vontade de avançar com a construção do Hospital Oriental de Lisboa. Adalberto Campos Fernandes têm-no reafirmado repetidamente. Novos grupos de trabalho. Novo programa funcional. Mais um terreno de 4 hectares adquiridos a juntarem-se aos 12 já existentes e mais um edifício previsto a juntar-se aos 2 vindos de trás. Em recente entrevista, marca o ano de 2024 como a data da sua abertura.» (fonte Ordem dos Médicos)
Conclusão: médicos levam 6 anos a formar-se e um hospital leva várias décadas fazer-se, tudo isto claro no Estado sucial do Portugal dos Pequeninos (ou dos Pedintes) governado pelo PS com a Drª. Temido ao volante do SNS.
No pasa nada! Não, o problema não é só do PS. O problema é da (falta de) oposição e de uma opinião pública bovina pastoreada por uma opinião publicada vendida (com as excepção conhecidas)
Partido Socialista: a impunidade de grupo, Henrique Raposo no Expresso
06/07/2021
Títulos inspirados (93) - Pais que "impedem" filhos de ser de ser endoutrinados no catecismo berloquista
«Alunos impedidos por pais de ir a aulas de Cidadania chumbam»
Foi este o título escolhido pelo Avante da Sonae (Helena Matos) para descrever o caso do ministério da Endoutrinação punir com chumbos alunos excepcionais como são os filhos da família Mesquita Guimarães que recusa a sua endoutrinação na identidade de género em manuais de duas centenas de páginas na "disciplina" de Cidadania e não aceita que sejam condicionados a questionar o seu sexo nem que tenham de verificar se a sua família está conforme o modelo berloquista.Como tentar cumprir o plano de vacinação, apesar de tudo? Resposta: um dia de cada vez (56) - Não havia necessidade de estar a insistir na falta de vacinas nem de criar uma enorme bagunça
Ponto de situação dos objectivos para a vacinação:
Praticamente garantido, desde que a partir de agora a média diária não desça abaixo dos 62 mil.
Nas duas últimas semanas, o número de doses diárias ultrapassou dez vezes a marca dos 100 mil, ainda que com um coeficiente de variação elevado e uma amplitude enorme (250 mil). Parece agora mais provável que seja possível manter uma média diária sustentada acima dos 100 mil. Ficam as perguntas: (1) porquê só agora depois de seis meses? e (2) porquê esta enorme variação diária?
![]() |
| ECDC |
Esta continua a ser a falha mais notória, visto que se trata dos grupos de maior risco. Falha agravada pela decisão anunciada de começar a vacinar esta semana o grupo etário 18-29 anos que até agora registou 14 mortes, o equivalente a 0,08 por cento do total.
05/07/2021
O Dr. Cabrita ficou consternado com morte por atropelamento pelo seu carro? Afinal não, foi por outro atropelamento
Comecei a ler e imaginei que o Dr. Cabrita tinha ficado consternado com um atraso de mais de 3 semanas pela morte de um trabalhador na A6 atropelado pelo carro em que viajava a uma velocidade de cerca de 200km/h.
Afinal não. O Dr. Cabrita ficou profundamente transtornado sim, mas pela morte por atropelamento de uma bombeira, quando tentava auxiliar duas pessoas que tinham tido um acidente, por outro veículo que circulava na A5.
Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (92) - Em tempo de vírus (LXIX)
Porque ri Berardo?
Escreveram-se neste blogue dúzias de posts com a etiqueta porque ri Berardo? escalpelizando durante uma dúzia de anos a relação simbiótica entre Joe Berardo e o Partido Socialista. Num desses posts o outro contribuinte ensaiou uma explicação para o riso de Joe: ele sabe o suficiente para enterrar metade do pessoal político que está ou esteve na direcção do PS, incluindo o preso. É por isso que arrisco o prognóstico que, esgotado o presente frenesim mediático com a criatura, muito conveniente para distrair a plebe dos actuais embaraços do governo, o assunto desaparece dos mídia e entra no parque de estacionamento da justiça.
04/07/2021
SERVIÇO PÚBLICO: "Gente sem força suficiente para acreditar na democracia"
No Portugal dos Pequeninos a insanidade é mais infecciosa do que o SARS-COV-2
03/07/2021
Mitos (313) - A baixa natalidade portuguesa resulta de apoios sociais insuficientes
![]() |
| Fonte |
![]() |
| OECD |
E, já agora, explicar também porque, não obstante o nível de apoios sociais acima da média, temos sistematicamente nos últimos 40 anos uma das taxas de fertilidade (número médio de filhos por mulher) mais baixas entre os países da OCDE, e, por isso, uma das mais baixas natalidades.










