Alguns dirão que este é um argumento populista. Eu diria que temos de mudar o paradigma dos políticos. A política deve ser uma missão e não um emprego. E para serem políticos têm de ter currículo, provas dadas na vida privada, emprego, serem empresários, professores e, em geral, uma profissão conhecida e reconhecida fora da política.
(...) isto dito, teriam todos que apresentar a demissão dos seus lugares políticos, independentemente da detenção ou não. Responsabilização política…»
Diogo Horta Osório no Jornal Económico
A dúvida no título não é retórica, porque a inversão do ónus da prova, ainda que inicialmente circunscrita aos políticos, poderia ter consequências perversas e perigosas. Também não parece ser essa a ideia do autor que põe a tónica na responsabilidade política. Ainda assim, há o risco da multiplicação das acusações infundadas como instrumento da luta política só para introduzir entropia no sistema.
