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12/07/2022

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (22b)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.


O estado do Estado sucial administrado por socialistas

Quem imagina que o governo do Dr. Costa apenas dá cabo dos objectos das suas paixões, desengane-se. Até dá cabo da máquina de extorsão fiscal criando o caos nos serviços de finanças. Caos que, segundo o respectivo sindicato, se deve a falta de pessoal o que não deixa ser extraordinário numa administração pública a quem o Dr. Costa em cinco anos aumentou 82 mil funcionários.

Como dá cabo da balança comercial ao importar no 1.º semestre mil milhões de euros de electricidade da Espanha, em consequência da decisão estúpida de encerrar a central a carvão de Sines, a maior e a mais eficiente da Península Ibérica, por más razões, de onde resultou adicionalmente ter ficado sem uma solução transitória para responder, como o fizeram francesesalemães, austríacos e holandeses, à dependência do gás do Czar Vlad e, adicionando tolice à imprevidência garantiu que as centrais a carvão não serão reactivadas.


O excesso de mortalidade por 100 mil habitantes em relação à média no período Março 2020 – Junho 2022 é 283 em Portugal, o 12.º excesso mais elevado da União Europeia. 

Esse excesso só em parte se explica pela mortalidade Covid-19 (ver gráfico aqui ao lado), não só no período mais agudo do 1.º trimestre do ano passado em que houve várias semanas em que o excesso ultrapassou 50%, chegando a atingir 75%. 

Na verdade, esse facto é mais uma evidência de que o SNS enfrentou (mal) a pandemia à custa de ter descurado em absoluto as outras morbilidades. (fonte)


Já é o mafarrico e já se sente o cheiro das brasas

Se já se sabia que a inflação na UE (de onde importamos a maior parte dos bens) estava em aceleração. Sabe-se agora que o mesmo acontece nos países da OCDE, a que pertencem quase todos os nossos parceiros comerciais com excepção da China, OCDE que em Maio registou uma taxa anual de 9,6%, a mais alta em 34 anos.

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