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04/07/2022

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (21a)

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (21a) Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

O Dr. Costa elevou um palhaço a estrela do seu circo

Para os cidadãos que o Estado sucial socialista esbulha para manter uma máquina quase sempre ineficaz e sempre ineficiente, é igual ao litro que o Dr. Pedro Nuno que convocou uma conferência de imprensa, fez declarações e reuniões com autarcas para anunciar que tinha decidido avançar com três aeroportos, o tenha feito à revelia do chefe actual, ausente na Óropa a tratar do seu futuro, com o propósito de mostrar qualquer coisa ou para garantir o seu futuro como chefe alternativo, ou o tenha feito mancomunado com o chefe numa manobra qualquer cuja finalidade só eles saberiam. Como é igual ao litro se o chefe o manteve no governo para o vigiar de perto e o impedir de conspirar ou porque se acagaçou de o demitir, ou por outra razão qualquer que a sua mente fértil e a sua consabida “habilidade” tenham inventado. Para os cidadãos que assistem ao espectáculo, isto é apenas mais um número ridículo de circo do Dr. Costa e do seu partido em substituição da governação do país.

O estado do Estado sucial administrado pelos socialistas

Quando o Dr. Costa finalmente for para a Óropa, irá deixar o Estado sucial num estado miserável. E não, não é só o SNS e tudo o resto de que se fala, também é o que se fala pouco como a desorganização da Segurança Social retratada num artigo cujo título é só por si um atestado: «Atropelos da Segurança Social deixam cidadãos à beira de um ataque de nervos».

A transição energética do Dr. Costa

Depois de ter encerrado central a carvão de Sines, a maior e a mais eficiente da Península Ibérica, por más razões, o governo ficou sem uma solução transitória para responder, como o fizeram franceses, alemães, austríacos e holandeses, à dependência do gás do Czar Vlad e, adicionando tolice à imprevidência garantiu que as centrais a carvão não serão reactivadas.

«Em defesa do SNS, sempre»

Não vale a pena insistir no descalabro do SNS, agora visível até para o mais ignaro eleitor socialista e, pasme-se, até para uma fracção crescente do comentariado do regime. Ainda assim, sempre cito os «milhares de escusas de responsabilidade» nos últimos seis meses de profissionais da saúde por falta de condições.

Falha o ilusionismo, recorra-se à mentira

Uma a uma, todas as PPP na área da saúde tiveram os seus contratos terminados. Na altura, relativamente a cada uma delas, o governo pela boca d@ ministr@ do SNS apresentou a terminação dos contratos como uma decisão exemplar de defesa do interesse público: «Ministro da Saúde afasta renovação de PPP com Hospital de Cascais» (Público); «necessidades da população levaram a não renovar PPP de Vila Franca» (escreveu o PS); «Governo não renova contrato da PPP do Hospital de Loures» (Público); «O Estado decidiu não renovar, por mais dez anos, o contrato de PPP do Hospital de Vila Franca de Xira, mas propôs um alargamento por um período adicional de até três anos» (Sábado). Agora, perante o visível colapso do SNS, o Dr. Costa tenta reescrever a história e diz no parlamento que «não foi o Governo quem recusou a renovação das PPP na saúde» (RR).

Com igual desplante, escassas semanas depois de ter apelado às empresas para aumentarem os salários em 20% em quatro anos para que estes subam de 45% para 48% do PIB, o Dr. Costa senta-se ao lado da Dr. Lagarde e do Dr. Centeno quando estes apelaram à «alta contenção nos salários para 2023».

Choque da realidade com a Boa Nova. O Arrendamento Acessível

O que restou dos programas de Renda Acessível do Dr. Medina e do Dr. Pedro Nuno Santos? Decorridos vários anos restaram: (1) do programa do Dr. Pedro Nuno 771-contratos-771 contratos, ou seja, 0,084% dos 921 mil arrendamentos em Portugal; (2) um aumento de 6,4% no 1.º trimestre da renda mediana; (3) um aumento de 27% da renda média nos 12 meses terminados em Junho.

(Continua)

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