Esperei em vão vários dias por uma explicação sobre o móbil do crime e os criminosos. Circularam boatos que seria um grupo cigano. Nos tempos do Estado Novo, devido à Censura, circulavam frequentemente boatos, muitos deles sem fundamento. Aprendi então a só considerar verdadeiros os boatos depois de desmentidos na imprensa do regime no habitual estilo gongórico-rebarbativo.
Foi por isso que só admiti que o boato poderia ser verdadeiro quando Polígrafo o considerou falso invocando: (1) ter surgido na página do Chega; (2) a subjectividade da aparência das pessoas, (3) o Artigo 9.º do Código Deontológico dos Jornalistas, (4) nenhum jornal ter referido que os agressores eram ciganos, (5) os comentários racistas, xenófobos e odiosos nas redes sociais.