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20/08/2005

BREIQUINGUE NIUZ: o governo e as calamidades

Calamidade anunciada
Pela boca do ministro da Administração Interna, o governo anunciou a intenção de alterar a legislação sobre o estado de calamidade pública, suprimindo a condição de só conceder apoios no caso de danos inseguráveis. O governo, pela boca do ministro, acaba de anunciar:
  1. a atribuição de um prémio aos negligentes e imprudentes que não pagam um prémio às seguradoras para proteger a sua propriedade;
  2. a punição dos contribuintes diligentes e prudentes que pagam um prémio às seguradoras para segurar a sua propriedade e irão pagar um prémio ao estado napoleónico-estalinista para segurar a propriedade dos negligentes e imprudentes.

Calamidade inaugurada
O primeiro-ministro deste governo vai inaugurar na próxima semana na Marinha Grande uma «incubadora de empresas» com 4.600 m2 que custou 3,1 milhões dos quais 1,2 milhões directamente extorquidos aos contribuintes. A «incubadora» destina-se a dar abrigo a 32 empresas (8 industriais e 24 de serviços), mas até agora só há 10 candidatos que estão a ser avaliados.

A coisa arrasta-se desde 2002, pelo que as frangas que tinham ovos para chocar há 3 anos ou foram chocá-los para outro lado ou foram usadas para fazer canja. A esperança, que nestas coisas dá sempre jeito, leva-nos a esperar que possamos contar com ovos no cu das 10 atrevidas frangas que estão na bicha. A fé ajuda-nos a considerar resolvido a favor da galinha o dilema de quem nasceu primeiro.

O resultado é garantido porque os putativos pintos, frutos do labor inovativo, serão devidamente tratados pela «equipa pluridisciplinar para apoiar as empresas».

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