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22/08/2005

ARTIGO DEFUNTO: o argumento final

Admito que é temerária a invocação do professor Marvão Pereira, pelos doutores Álvaro de Mendonça e Nicolau Santos no Expresso, para justificar a conclusão de que «o investimento público no TGV, no novo aeroporto da Ota e nos outros mega-projectos incluídos no PIIP ... será pago, no pior dos cenários, no prazo máximo de onze anos». É uma conclusão possivelmente não demonstrável sem recorrer às premissas do costume e, sobretudo, sem escamotear que o financiamento desses projectos faraónicos se fará sempre à custa doutros projectos públicos ou privados.

Mas que pensar do argumento final que tais projectos «terão uma magnitude bem mais importante do que a Expo-98 ou o Euro-2004, esforços, esses sim. seriamente questionáveis, mas já esquecidos»?

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