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| Vacinas Covid-19 DGS |
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
03/08/2021
Como tentar cumprir o plano de vacinação, apesar de tudo? Resposta: um dia de cada vez (60)
Mantém-se válido o que escrevi a semana passada, confirmando-se a queda significativa do ritmo de vacinação desde o dia 7 de Julho com a descida da média de 150 mil doses na primeira semana de Julho para 80 mil na última semana. Uma vez mais, a informação no site da DGS falhou em relação ao último sábado (os dois últimos valores no gráfico correspondem à média do total de doses administradas no fim de semana).
Continua uma certa ambiguidade quando ao stock de vacinas para explicar a quebra do ritmo de vacinação (ver aqui explicações contraditórias). Na verdade, como escrevi em vários posts anteriores, a quebra do ritmo era perfeitamente previsível devido às férias das milícias do Almirante e dos "utentes",
Continua por cumprir o objectivoNo início de Agosto a percentagem de totalmente vacinados é a seguinte (fonte ECDC):
96,7% dos +80
98,5% dos 70-79
91,3% dos 60-69 anos.
É possível que este objectivo nunca a venha a ser cumprido, quer pela recusa de algumas pessoas quer pela dificuldade de "catar" os idosos em locais remotos. No entanto, para o escalão 60-69 anos a segunda razão é mais difícil de aceitar.
02/08/2021
Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (96) - Em tempo de vírus (LXXIII)
01/08/2021
Otelo, um actor medíocre que representou um herói e encarnou um vilão, por esta ordem (continuação)
31/07/2021
SERVIÇO PÚBLICO: Menos máscaras, menos confinamento e mais ventilação (2)
No post anterior citei um artigo da Economist fazendo o ponto de situação sobre o estado do conhecimento dos mecanismos de transmissão da pandemia, o papel dos aerossóis e a consequente importância da ventilação.
Pela primeira vez na imprensa generalista portuguesa, li há dias um artigo do médico e professor da Universidade do Porto João Carlos Winck no Observador sobre o mesmo tema onde concluiu que «é mais importante ventilar do que desinfetar!»
30/07/2021
Dúvidas (315) - Quais os fundamentos do movimento anti-vacinas?
Não tem sentido discutir racionalmente razões religiosas ou fundadas em quaisquer outros princípios morais para recusar uma vacina. Pelo contrário a recusa baseada em razões médicas e científicas tem de ser fundamentada em factos e numa análise racional desses factos, do mesmo modo que a defesa da administração de uma vacina.
Passemos em revista alguns factos conhecidos recentes em relação às vacinas Covid-19 em três países europeus:
- Em França onde 60% das pessoas já estavam vacinadas, 96% das pessoas infectadas não estavam vacinadas, ou seja aquelas 60% representavam apenas 4% das infectadas;
- Em Itália, onde estão completamente vacinadas 60% das pessoas, quase 99% das mortes são de pessoas não totalmente vacinadas, ou seja esses 60% totalmente vacinadas representam apenas 1% das mortes;
- Em Inglaterra, com quase 60% das pessoas totalmente vacinadas, o número de admissões nos hospitais tem vindo a diminuir drasticamente à medida que a vacinação foi avançando, não obstante o número de novos casos ter vindo a aumentar, como se podem ver no gráfico seguinte.
29/07/2021
Otelo, um actor medíocre que representou um herói e encarnou um vilão, por esta ordem
Quase tudo o que se tem escrito sobre Otelo Saraiva de Carvalho a pretexto da sua morte é muito motivado ideologicamente e, tratando-se de uma personagem profundamente contraditória, o que se escreve reflecte quase sempre e sobretudo os amores ou os ódios.
O único escrito mais objectivo que li foi o de José Miguel Júdice no Expresso citado a seguir que é bastante factual, com excepção do último parágrafo em que Júdice não resiste à tentação de fazer um julgamento, concluindo que «não foi um herói nem foi um vilão». Juízo errado, a meu ver, porque ele foi um "herói" (enfim, tanto quanto é possível a uma criatura ser herói no Portugal dos Pequeninos sob a tutela do Estado Novo) e foi um vilão, por esta ordem. A ordem neste caso é tudo porque ao terminar a sua vida pública como moralmente responsável por uma dezena e meia de assassinatos cruéis, e sobretudo gratuitos e estúpidos, ficou um vilão para a história. Por várias razões e uma definitiva: se ele teria sido facilmente substituído no seu papel de "herói" por um dos vários protagonistas militares (desde logo Ramalho Eanes), o seu papel como símbolo e inspiração do gangue de assassinos das FP25 foi insubstituível.
«OTELO: UM ATOR NA REVOLUÇÃO
A morte de Otelo já foi tratada por muitos, mas creio que não tocaram no essencial: mais do que liderar a operação militar que nos deu a liberdade e liderar os que se não importava que destruíssem a liberdade à bomba, Otelo era e sempre foi um ator.
Como escreveu ontem no Público o seu biógrafo, Paulo Moura, “Otelo sempre gostou dos aplausos. Quando era miúdo, queria ser actor, não militar. Adorava falar, ser ouvido, rodear-se de pessoas, de “amigos”. Era amigo de toda a gente”.
Otelo era, sempre foi, um ator, realmente. Isso na Guiné era útil para a estratégia de promoção de Spínola junto dos “media” nacionais e internacionais.
Antes dizem-me que foi graduado da Mocidade Portuguesa, mas nasceu para a política como spinolista e aderiu ao MFA com teatralidade. Mais corajoso ou mais atrevido do que muitos (se não todos…), teve a energia da determinação e estou convicto que sem ele (e sem Spínola) o 25 de abril podia ter soçobrado. Um grande papel é irresistível para um ator.
Mas, de imediato, o seu lado teatral veio ao de cima, como resultado da popularidade (quão diferente era Salgueiro Maia…).
28/07/2021
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (42) - Os feitos na vacinação segundo o semanário de reverência
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| Expresso 27-07 |
Os factos segundo o COVID-19 Vaccine Tracker do European Centre for Disease Prevention and Control:
«Os Portugueses vivem em permanente representação, tão obsessivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e a correspondente vontade de a compensar com o desejo de fazer boa figura, a título pessoal ou colectivo. A reserva e a modéstia que parecem constituir a nossa segunda natureza escondem na maioria de nós uma vontade de exibição que toca as raias da paranoia, exibição trágica, não aquela desinibida que é característica de sociedades em que o abismo entre o que se é e o que se deve parecer não atinge o grau patológico que existe entre nós».
27/07/2021
Como tentar cumprir o plano de vacinação, apesar de tudo? Resposta: um dia de cada vez (59) - Ó Sr. Almirante acabe lá com a treta da falta de vacinas
96,2% dos +8096,4% dos 70-7987.3% dos 60-69 anos.
Foi adoptado mais um objectivo
| ECDC |
26/07/2021
Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (95) - Em tempo de vírus (LXXII)
O Dr. Leão anunciou que a economia poderá crescer 9% no biénio 2021-2022 que «vai ser o período de maior crescimento do século». Esqueceu-se de mencionar que tal só será possível porque o PIB caiu -7,7% em 2020 e não reparou que no triénio 2020-2022 o vertiginoso crescimento anual será 0,2%.
25/07/2021
Os sindicatos de trabalhadores do sector privado vão deixar de ser de esquerda
Com o dinheiro de Bruxelas a entrar nos cofres estatais, o PS não está minimamente preocupado com a economia privada. Quando a falência de uma empresa for socialmente custosa, o estado intervém. Veja-se o caso da TAP. Caso contrário, é deixar andar. Veja-se o caso do alojamento local. Mas as intervenções estatais não deixam de ser dolorosas por serem estatais. Implicam despedimentos e pessoas sem futuro. Pressupõem frieza e falta de diálogo, como a UGT aponta na dura carta que endereçou ao Primeiro-Ministro. Numa sociedade socialista (e esse é o tipo de sociedade que um partido socialista com o apoio de forças comunistas pretende para Portugal) os governos não dialogam nem negociam. Nessas sociedades, os governos impõem a sua vontade. Veja-se, uma vez mais, o que está a acontecer na TAP.
O último debate do Estado da Nação foi sintomático e revelador. Existem duas realidades no nosso país: a que a existe e a do PS. Só esta distinção permite compreender o entusiasmo do governo e dos deputados que o sustentam. Após uma pandemia que deixou a economia privada de rastos, nomeadamente o sector do turismo que chegou em 2018 a representar cerca de 14% do PIB, António Costa apresentou-se no Parlamento como o salvador da pátria. Não só anunciou o fim da pandemia como se mostrou inspirado para “abrir uma nova janela de esperança e aproveitar as oportunidades irrepetíveis que os próximos tempos nos trarão.” Nesse sentido, Costa e o PS contam com o famoso Plano de Recuperação e Resiliência e ainda com o novo Quadro Financeiro Plurianual da UE. O primeiro será maioritariamente canalizado para a modernização do estado; o segundo visa dotar os socialistas de meios para levarem por diante políticas públicas com objectivos eleitoralmente promissores. O êxtase não podia ser maior. O que até se percebe, pois o estado é o PS.»
24/07/2021
A pandemia ameaça a democracia liberal no país onde foi inventada (3) - pela mão de políticos demagogos e oportunistas
Boris Johnson is in danger of becoming the Prime Minister he once warned against. At first, we were told that any vaccine identity system would be used only for foreign travel. ‘I certainly am not planning to introduce any vaccine passports, and I don’t know anyone else in government who is,’ Michael Gove said in December. ‘What I don’t think we will have in this country is – as it were – vaccination passports to allow you to go to, say, the pub or something like that,’ the Prime Minister assured us in February.
Now he suddenly tells us that people visiting nightclubs or other large venues from September will, after all, be required to show proof of their vaccination status. He also did not rule out using this technology for pubs and restaurants – and no one should be surprised if the discussion then turns to shops, airports and public transport. Nor should anyone be surprised if all this is done using emergency powers, with no parliamentary vote.
No British government has ever tried to force vaccines on the population. The issue has been dealt with in the past as it ought to be dealt with now: through persuasion, and relying on herd immunity to protect the few who cannot be persuaded.
Before becoming Prime Minister, Johnson was the most eloquent and passionate defender of basic liberal values. It would be tragic if the principles he espoused, which led this country to elect him as Prime Minister, turned out to be part of a false prospectus.»
23/07/2021
A pandemia ameaça a democracia liberal no país onde foi inventada (2)
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| Some Britons crave permanent pandemic lockdown |
22/07/2021
21/07/2021
SERVIÇO PÚBLICO: Menos máscaras, menos confinamento e mais ventilação
«Superspreading is loosely defined as being when a single person infects many others in a short space of time. More than 2,000 cases of it have now been recorded—in places as varied as slaughterhouses, megachurches, fitness centres and nightclubs—and many scientists argue that it is the main means by which covid-19 is transmitted.
In cracking the puzzle of superspreading, researchers have had to re-evaluate their understanding of sars-cov-2’s transmission. Most documented superspreadings have happened indoors and involved large groups gathered in poorly ventilated spaces. That points to sars-cov-2 being a virus which travels easily through the air, in contradistinction to the early belief that short-range encounters and infected surfaces were the main risks. This, in turn, suggests that paying attention to the need for good ventilation will be important in managing the next phase of the pandemic, as people return to mixing with each other inside homes, offices, gyms, restaurants and other enclosed spaces. (...)
The ventilation measures needed to deal with all this are not difficult, but existing regulations and design standards often have different objectives—particularly, these days, conserving heat and thus reducing energy consumption. That often means recirculating air, rather than exchanging it with fresh air from the outside world. (An exception is passenger aircraft, which refresh cabin air frequently.)
In situations where it is not possible to reduce health risks by ventilation alone—for example, places like nightclubs, where there are lots of people crowded together, or gyms, where they are breathing heavily—air filtration could easily be incorporated into ventilation systems. Air could also be disinfected, using germicidal ultraviolet lamps placed within air-conditioning systems or near ceilings in rooms.»
20/07/2021
Como tentar cumprir o plano de vacinação, apesar de tudo? Resposta: um dia de cada vez (58) - As velas não estão enfunadas
Não obstante essa queda a generalidade dos objectivos parece ainda atingível e, nesta altura, o falhanço mais notório é o do objectivo seguinte:
No início da terceira semana de Julho a percentagem de totalmente vacinados é a seguinte (fonte ECDC):
95,4% dos +80
92,1% dos 70-79
80,1% dos 60-69 anos.
| ECDC |
Não obstante a 10.ª posição de Portugal na EU27 no que respeita ao rácio de pelo menos uma dose administrada aos adultos (18+) se poder considerar aceitável, está muito longe de justificar a euforia da imprensa do regime.
19/07/2021
Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (94) - Em tempo de vírus (LXXI)
18/07/2021
DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (2) - Não tem emenda
O Teste da Jangada como processo de detectar um esquerdalho
17/07/2021
QUEM SÓ TEM UM MARTELO VÊ TODOS OS PROBLEMAS COMO PREGOS: O alívio quantitativo aliviará? (70) O clube dos incréus reforçou-se (XXIII)
Recapitulando:
As raras vozes dissonantes (temos citado algumas delas) não têm chegado para perturbar e muito menos abafar os salmos cantados pelo coro imenso dos prosélitos louvando a bondade das políticas de injecção de dinheiro e de juros artificialmente baixos dos bancos centrais.
Com uma frase lapidar, Lord Forsyth disse por outras palavras o que Abrahan Maslow disse há cinco décadas ("I suppose it is tempting, if the only tool you have is a hammer, to treat everything as if it were a nail) e que serve de epígrafe a esta série de posts:
«It’s like playing a round of golf with only one club. They reach for it whatever the economic problem.»












