As ondas que percorrem ciclicamente a Europa e o Mundo chegam a Portugal com décadas de atraso. Assim de repente, lembro uma ditadura que sobreviveu à segunda guerra, quando no mundo ocidental só restavam as ditaduras nos países do império soviético, lembro a chegada da democracia, lembro que se seguiu um putsch, quando não havia putschs na Europa há trinta anos, para implantar um regime comunista-esquerdista, seguido de um outro putsch para afastar a clique que tentara o anterior, e alguns anos depois o bombismo esquerdista das FP25, já a Brigate Rosse e a Rote Armee Fraktion tinham arrumado as botas no sótão.
Fast-forward e mudando de assunto, na primeira década deste século quando a Óropa assumia a rectitude fiscal os governos portugueses praticavam a libertinagem orçamental e o endividamento compulsivo.
E chegamos aos dias de hoje em que a maioria dos governos ocidentais saíram da recessão da Covid aumentando a despesa e criando défices pletóricos (ver o diagrama acima) e dívida pública e, ao invés, os governos socialistas portugueses reduziram os défices e a dívida pública à pala das "contas certas", um expediente em que investimento público não era executado e as despesas sociais eram cativadas, e de outros expedientes de engenharia orçamental.
