Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

04/05/2024

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (102) - O Portugal dos Pequeninos sempre em contramão

As ondas que percorrem ciclicamente a Europa e o Mundo chegam a Portugal com décadas de atraso. Assim de repente, lembro uma ditadura que sobreviveu à segunda guerra, quando no mundo ocidental só restavam as ditaduras nos países do império soviético, lembro a chegada da democracia, lembro que se seguiu um putsch, quando não havia putschs na Europa há trinta anos, para implantar um regime comunista-esquerdista, seguido de um outro putsch para afastar a clique que tentara o anterior, e alguns anos depois o bombismo esquerdista das FP25, já a Brigate Rosse e a Rote Armee Fraktion tinham arrumado as botas no sótão.

Fast-forward e mudando de assunto, na primeira década deste século quando a Óropa assumia a rectitude fiscal os governos portugueses praticavam a libertinagem orçamental e o endividamento compulsivo.


E chegamos aos dias de hoje em que a maioria dos governos ocidentais saíram da recessão da Covid aumentando a despesa e criando défices pletóricos (ver o diagrama acima) e dívida pública e, ao invés, os governos socialistas portugueses reduziram os défices e a dívida pública à pala das "contas certas", um expediente em que investimento público não era executado e as despesas sociais eram cativadas, e de outros expedientes de engenharia orçamental.