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29/09/2014

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Para mim Costa não é um mistério. Quanto ao resto só posso concordar

Para mim, António Costa é um mistério. Participou nos governos que afundaram o país, mas tem "boa imprensa". A sala onde fez o discurso de vitória parecia um conselho de ministros do socratismo, mas tem "boa imprensa". Fez uma patética gestão da Câmara de Lisboa, mas tem "boa imprensa". Ou seja, Costa é uma daquelas personagens lisboetas que têm sempre "boa imprensa". Façam o que fizerem, digam o que disserem, passam sempre entre os intervalos da chuva e são sempre levados ao colo. Bastava ver a ansiedade dos jornalistas, "então Dr. Costa, já nos pode dizer que ganhou?", "então Dr. Costa, já vai fazer o discurso da vitória?" Podiam ao menos disfarçar um poucochinho. É por isso que será um prazer bater em Costa. Criticar Seguro era só um dever, mas criticar António Costa será mesmo um prazer. Até porque ficaram à vista três características que não o recomendam.

Em primeiro lugar, revelou um carácter vingativo na forma como não se dirigiu ao adversário desta noite. Em segundo lugar, está rodeado pela gente que enterrou o país, os socráticos. Só lá faltava o chefinho da tribo. Em terceiro lugar, António Costa revelou um patético vazio de ideias ao longo desta campanha. Costa não sabe a realidade que tem pela frente (interna e europeia) ou está deliberadamente a mentir aos portugueses. O que não surpreende, tendo em conta as companhias.


«Bater em Seguro era um dever. Bater em Costa será um prazer», Henrique Raposo no seu blogue no Expresso