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25/09/2014

Pro memoria (195) – Não se pode confiar na integridade de Passos Coelho nem se deve confiar na competência de José Sócrates e dos seus acólitos

Este post é uma sequência e, mais do que uma sequência, uma correcção, do post «Pro memoria (194) – Pode não se confiar na integridade de Passos Coelho mas deve-se confiar na competência de José Sócrates e dos seus acólitos».

Inferi nesse post que, estando demonstrada ao longo de vários anos a competência do socratismo para esgravatar a vida dos adversários, para a seita quase sempre inimigos, o facto de José Sócrates no célebre frente a frente com Passos Coelho não ter conseguido tirar da manga nenhuma irregularidade pessoal de Passos Coelho poderia ser considerado um atestado de bom comportamento.

Estava enganado. Não quando escrevi que «pode não se confiar na integridade de Passos Coelho», porque de facto pode-se e até, sujeito à confirmação da barragem de artilharia em curso pelos jornalistas, maioritariamente de causas, não se deve confiar na integridade da criatura.

Estava enganado quando escrevi «deve-se confiar na competência de José Sócrates e dos seus acólitos». Pode confiar-se na perversidade sem limites da equipa, porém, como é sabido, a falta de escrúpulos é uma condição necessária mas não suficiente para um maquiavelismo competente e bem-sucedido.

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