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04/07/2014

Lost in translation (205) - A discriminação positiva dá nisto

Há 7 anos John Browne, Lord Browne, o presidente da BP que inventou a marca Beyond Petroleum, uma etiqueta verde para as actividades da BP tão poluentes como as das restantes petrolíferas, demitiu-se ao serem expostos pelos tablóides ingleses os seus amores com um ex-prostituto gay.

Desde então reinventou-se com grande sucesso e criou a Riverstone Holdings, uma empresa europeia de fracking (como se sabe, uma técnica de extracção de gás e petróleo condenada pelo purismo ambiental). Também se dedicou a promover a causa gay.

Por mim acho óptimo o sucesso no fracking e não tenho nada contra a promoção da causa gay – quer dizer, tenho imenso, mas reconheço o direito da criatura promover a causa, como eu tenho o direito de a condenar. O que me leva a tratar do caso de Lord Browne não é pois a oposição à promoção per se, mas antes ter ficado a saber pela review da Economist ao seu livro «The Glass Closet», acabado de publicar, que a causa da promoção tem tido tanto sucesso que «Lord Browne says he has even heard of business students pretending to be gay in order to increase their chances of landing jobs at elite companies».

Sendo assim, teremos de sugerir aos jovens lobos carregados de mestrados que pretendem fazer carreira em «elite companies» incluírem na sua formação uma pós-graduação para mimar os tiques dos gays.

1 comentário:

Anónimo disse...

Bem, se algum regulador sabe disso, ainda aparece legislação sobre o uso da vaselina...
neves