A China tem mantido uma posição ambígua em relação à invasão da Ucrânia pelo regime putinesco, o que se percebe porque se o Novo Império do Meio aprecia tanto o Ocidente como a Rússia e lhe convém mantê-la como aliada, por outro lado, os seus "clientes" estão no Ocidente e não lhe convém hostilizá-los abertamente. De onde resultou a lógica de apresentar um plano inócuo para um "acordo de paz" na Ucrânia em doze pontos:
- O respeito pela soberania dos países
- O abandono da mentalidade da Guerra Fria
- O fim das hostilidades
- O regresso das conversações de paz
- A resolução da crise humanitária
- A proteção dos civis e dos prisioneiros de guerra
- A salvaguarda das centrais nucleares
- A redução dos riscos estratégicos
- O encorajamento às exportações de cereais
- O fim das sanções unilaterais
- A manutenção da estabilidade das cadeias de abastecimento
- A promoção da reconstrução pós-conflito
Submetamos o "plano" ao bullshit test que consiste em verificar se faz sentido propor o contrário, e, se não for o caso, concluir que a proposta é uma inútil trivialidade.
- O desrespeito pela soberania dos países
- A continuação da mentalidade da Guerra Fria
- A continuação das hostilidades
- O abandono das conversações de paz
- A não resolução da crise humanitária
- A desproteção dos civis e dos prisioneiros de guerra
- A não salvaguarda das centrais nucleares
- O aumento dos riscos estratégicos
- O desencorajamento às exportações de cereais
- A continuação das sanções unilaterais
- A manutenção da instabilidade das cadeias de abastecimento
- O abandono da reconstrução pós-conflito
Podemos assim concluir que, com excepção do fim das sanções unilaterais, o contrário das propostas chinesas é simplesmente um disparate que ninguém, nem mesmo o Czar Vlad, teria o descaramento de apresentar, pelo que as restantes onze são irremediáveis bullshit. Não por acaso, essa proposta é a única que só depende do Ocidente.