Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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» (António Alçada Baptista)
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08/11/2020

Escolher entre quem faz parte do problema e quem não faz parte da solução

Foi isso que esteve em causa na eleição presidencial americana. De um lado, um Donald Trump, epifenómeno criado por uma sociedade muito dividida, a quem foi oferecido um argumentário com inimigos internos e externos, que com a sua demagogia e retórica doentiamente narcisística mobilizou muitos dos que se sentem ameaçados no emprego, no modo de vida, na moral ou nos costumes numa America that is no longer great. Do outro, um político incaracterístico sem visão, escolhido por ser o menor múltiplo comum de diversas correntes, partilhando pouco mais do que um inimigo.

Apesar de derrotado, Trump pode não ter morrido politicamente e, com ele ou sem ele, o trumpismo continuará vivo e de boa saúde porque o caldo social, económico e político que o gerou permanece e não vai ser uma administração Biden que o alterará. Será preciso correr muita água debaixo da ponte Theodore Roosevelt.