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30/11/2020

Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (61) - Em tempo de vírus (XXXVIII)

Avarias da geringonça e do país seguidas de asfixias

A família socialista é grande e os lugares são poucos

O Dr. Santos Silva, ministro dos NE, parece gostar ainda mais de ajudar a família socialista do que malhar na direita. Segundo o jornal SOL tem estado a nomear para Bruxelas e as embaixadas filhos de figuras socialistas, como Silva Pereira e Lacerda Machado, incluindo uma filha do tudólogo Sousa Tavares, da família por afinidade.

Não consta que o Paddy da Web Summit seja da família, ainda assim, ele é tratado como se fosse. As cláusulas do contrato que permitiriam por força das contingências da pandemia reduzir o pagamento de 11 milhões à empresa do Paddy não foram invocadas. O Dr. Medina que usa a câmara de Lisboa como a rampa de lançamento do PS, que para isso serve pelo menos desde Sampaio, deve ter fica receoso do evento mediático emigrar para outras paragens - o Paddy já anunciou que a Web Summit terá em 2022 uma versão tropical no Brasil.

Temos estes princípios. Se não gostarem temos outros

Como aqui se lembra, «no espaço de um mês, então, António Costa apontou a ruína económica do país como um tempo de aprendizagem linguística, descartou a democracia parlamentar em defesa de um fundo abutre norte-americano e negociou um Orçamento do Estado com a abstenção do Partido Comunista. Como é capaz de tamanho contorcionismo sem lesões morais ou físicas é, para mim, um enigma. Mas talvez a proeza tenha mais que ver com a natureza da plateia do que com as capacidades do artista

Caro Sebastião Bugalho, não desvalorize as comprovadas capacidades plásticas do artista.

Não há vida para além do orçamento

Com a indispensável ajuda da abstenção comunista, paga com o nihil obstat ao congresso, lá foi aprovado o OE2021 depois de votadas mais de mil propostas de alteração, entre elas a «criação de grupo de trabalho para melhoramento do acesso no setor público à Procriação Medicamente Assistida», que foi uma fatia do queijo limiano do Dr. Costa em paga do voto da ex-deputada do PAN.

Dando razão ao adágio que socialistas (e comunistas) nunca assumem a responsabilidade por coisa nenhuma, o Dr. Leão teve uma saída de sendeiro e culpou o PSD pelas coligações negativas que custaram mais de 20 milhões o que, se fosse verdade, seria ridículo porque representaria menos de 0,02% dos 100 mil milhões da despesa orçamentada.

Pior do que o colapso do comunismo soviético só o colapso do socialismo lusitano

Uma após outra as vítimas do comunismo soviético vão ultrapassando o Portugal Socialista. Os próximos candidatos são a Polónia e a Hungria.

Expresso

Não é só o PIB, é o investimento público e a educação, não por acaso duas das grandes paixões socialistas.

Bendito imperialismo que suaviza o desastre do socialismo lusitano

O capitalismo estrangeiro explorador emprega em Portugal mais de meio milhão de trabalhadores, com uma produtividade 70% superior e salário médio superior em 400 euros ao das empresas portuguesas, produzindo um valor acrescentado bruto de 25 mil milhões de euros. (fonte)

«Queda monumental»

Aderiram à moratória de crédito cerca de 22% das empresas, o triplo da média europeia, e quase metade têm quebras no negócio até 50%, segundo o Banco de Portugal. A coisa está feia, mesmo muito feia, também na UE onde os indicadores antecipam uma queda em Novembro. A boa imprensa bem se esforça por dourar a pílula, como no título encomiástico que nos diz que as «exportações portuguesas disparam 32% em setembro» depois de terem tombado no abismo em Agosto.

«Estamos preparados»

A mostrar quanto é difícil a convivência do socialismo com a aritmética, há duas semanas a DGS descobriu que faltavam 4.375 casos no número de infectados. A campanha de vacinação contra a gripe comum foi este ano um verdadeiro fiasco que num país decente levaria à demissão dos responsáveis.

Boa Nova

Entretanto, perguntada sobre qual risco de Portugal não estar preparado para administrar maciçamente a vacina Covid quando estiver disponível, a ministra do SNS respondeu enfaticamente «zero». Tomem nota.

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