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26/08/2018

CASE STUDY: A igualdade de oportunidades dos sexos em Frankfurt am Main

Está em curso a nomeação de um novo presidente do Mecanismo Único de Supervisão (MUS) do Banco Central Europeu (BCE) para substituir a francesa Daniele Nouy que termina o mandato no final do ano. Segundo a Bloomberg, o BCE não procura o melhor candidato, procura mulheres «who meet the job’s credentials». Ainda segundo a Bloomberg, há duas mulheres em carteira: a irlandesa Sharon Donnery e a portuguesa Elisa Ferreira.

Just in case, também há de reserva três homens, saber: Andrea Enria, ex-presidente da Autoridade Bancária Europeia, Ignazio Angeloni, no BCE desde sempre, e Faboio Panetta, representante do Banco de Itália no MUS.

A "nossa" Elisa Ferreira tem um currículo feito principalmente à boleia do PS, ao serviço político de quem esteve nas qualidades de ministra e deputada durante 21 anos consecutivos. Seguiu-se a nomeação, igualmente política, para a administração do BdP com o pelouro da supervisão prudencial dos bancos, bancos onde até só tinha entrado como cliente.

A mesma Elisa Ferreira esconde tão mal a sua dependência do PS que quando se candidatou em 2009 ao PE explicou aos velhinhos do lar que visitou na qualidade de candidata às autárquicas «vou só dar o nome e volto» e lembrou que os bairros pintados pela vereação de Rui Rio o foram com «o dinheiro (que) é do Estado, é do PS».

Simone Veil, presidente do Parlamento Europeu, feminista emérita e immortelle de l'Académie Française, (*) Françoise Giroud, jornalista, escritora, política e feminista francesa disse que a igualdade de oportunidades para homens e mulheres seria alcançada quando uma mulher incompetente fosse preferida a um homem competente. Se Elisa Ferreira for nomeada presidente do MUS podemos concluir que a igualdade de oportunidades para homens e mulheres foi alcançada, pelo menos em Frankfurt.

(*) Corrigido nos comentários. É o que faz citar de memória.