Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

11/02/2018

No melhor pano cai a pior nódoa ou a reforma do Estado por uma comissão de sábios

Alexandre Soares dos Santos é um dos empresários portugueses mais destacados e foi o principal responsável pela transformação da Jerónimo Martins num dos maiores grupos de distribuição, o maior a nível alimentar em Portugal e um dos 60 maiores a nível mundial, com uma presença na Polónia e na Colômbia. Não é pouco.

Depois de ter defendido em entrevista ao Expresso que para reformar o Estado «temos de fazer um contrato a 10 anos, com sanções pesadas em caso de incumprimento, chefiado pelo presidente da República», respondeu à pergunta «como implementaria esse contrato a 10 anos que refere?»:
«Devia incluir a nomeação de uma comissão de sábios com portugueses e estrangeiros que estudassem a reforma do Estado, que teria de ser aprovada por todos e que. depois, começaria a ser implementada ministério a ministério, departamento a departamento.»
Em conclusão, se já sabíamos que um grande político ou uma sumidade em ciência política não é necessariamente um grande empresário, ficámos a saber que ser um grande empresário não o qualifica para construir uma visão para o País nem desenhar as reformas capazes de induzir as mudanças indispensáveis para sair do atavismo e da tutela de um Estado castrador.

Sem comentários: