Costa, em resposta à candidatura de Rui Rio a seu parceiro, em substituição do PCP e do Bloco de Esquerda, já tinha mandado dizer por interposto Pedro Marques que acordos sim, mas com «todos os partidos e por maioria de razão com os que têm apoiado esta solução política».Talvez receando que Rio seja duro de ouvido, Costa mandou Carlos César falar mais grosso na entrevista de hoje ao Visão e fazer a seguinte pergunta retórica, talvez também em nome da sua mulher, do seu filho, da sua nora e do seu irmão, todos por ele empregados no Estado Sucial:
«Nós não viabilizamos um Governo minoritário do PSD. Não viabilizámos agora [nesta legislatura], porque haveríamos de viabilizar em 2019?»Rio que produziu esforçadamente umas ideias espectaculares que poderiam ser subscritas pelo PS de António Costa, pelo CDS de Assunção Cristas, pelo Bloco de Esquerda de Catarina Martins e pelo PCP de Jerónimo de Sousa, para pôr a coisa como João Miguel Tavares a pôs, vê agora o PS a mandar para o caixote de lixo da história aquela sua única ideia clara e original.