Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

22/02/2018

LASCIATE OGNI SPERANZA, VOI CH'ENTRATE: A derrota anunciada auto-infligida de Rui Rio

Este post é como que uma continuação dali e dacoli.

Costa, em resposta à candidatura de Rui Rio a seu parceiro, em substituição do PCP e do Bloco de Esquerda, já tinha mandado dizer por interposto Pedro Marques que acordos sim, mas com «todos os partidos e por maioria de razão com os que têm apoiado esta solução política».

Talvez receando que Rio seja duro de ouvido, Costa mandou Carlos César falar mais grosso na entrevista de hoje ao Visão e fazer a seguinte pergunta retórica, talvez também em nome da sua mulher, do seu filho, da sua nora e do seu irmão, todos por ele empregados no Estado Sucial:
«Nós não viabilizamos um Governo minoritário do PSD. Não viabilizámos agora [nesta legislatura], porque haveríamos de viabilizar em 2019?»
Rio que produziu esforçadamente umas ideias espectaculares que poderiam ser subscritas pelo PS de António Costa, pelo CDS de Assunção Cristas, pelo Bloco de Esquerda de Catarina Martins e pelo PCP de Jerónimo de Sousa, para pôr a coisa como João Miguel Tavares a pôs, vê agora o PS a mandar para o caixote de lixo da história aquela sua única ideia clara e original.