Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

25/02/2018

ACREDITE SE QUISER: Em casa de ferreiro, espeto de pau

«Os passaportes, como qualquer identificação física, podem ser alterados e forjados. Em parte, porque, nos últimos 11 anos, os Estados Unidos colocaram os chips RFID no painel traseiro de seus passaportes, criando os chamados e-Passports. O chip armazena suas informações de passaporte - como nome, data de nascimento, número de passaporte, sua foto e até um identificador biométrico - para verificações de fronteira rápidas e legíveis por máquina. E enquanto os passaportes electrónicos também armazenam uma assinatura criptográfica para evitar falsificações ou falsificações, verifica-se que, apesar de ter tido mais de uma década para fazê-lo, a Alfândega e a Protecção de Fronteira dos Estados Unidos não implantaram o software necessário para efectivamente verificar.

(...)

A situação parece particularmente vergonhosa dado que os EUA lideraram a promoção de e-passaportes em todo o mundo. "Eu assumi que eles verificariam isso", diz Martijn Grooten, um investigador de segurança para a plataforma de informação e teste Virus Bulletin. "Isso pode causar alguns murmúrios entre os países no programa de isenção de visto: os EUA exigiram que eles ofereçam passaportes electrónicos e, em seguida, apenas implementaram parcialmente o sistema. É um pouco embaraçoso".»

De um artigo da Wired

Não é mortalmente ridículo que uma administração Trump que se diz tão preocupada com a segurança dos americanos, impede a entrada nos EU de cidadãos de vários países e quer expulsar outros que lá vivem há anos ou décadas, falhe estrondosamente (como as duas administrações Obama, recorde-se) numa questão simples mas decisiva?

Sem comentários: