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20/08/2011

CASE STUDY: L’exception française - la presse

No princípio da década de 90 a administração do Monde, o último abencerragem da imprensa da esquerda bem-pensante francesa, para conseguir introduzir a impressão electrónica do jornal teve de aceitar uma imposição do Syndicat Général du Livre et de la Communication Ecrite: por cada computador o Monde teria que ter um trabalhador gráfico a dactilografar e um outro a olhar para o ecrã.

Apesar de ter pouco mais de um milhar de membros, este sindicato tem um poder imenso e conseguiu impor a contratação de 260 dos seus membros no sector da impressão do Monde, dez vezes mais do que os efectivos de um jornal como o suíço Le Temps, ou mais do dobro do Figaro, um outro jornal francês de grande tiragem.

Os actuais accionistas compraram o jornal para o salvar da falência em 2010 e estão a tentar introduzir as mudanças necessárias para assegurar a sua sobrevivência contra a resistência dos sindicatos. Estes, face à alternativa viabilizar a empresa e garantir uma parte dos postos de trabalho ou liquidá-la e destruir todos os empregos, pendem claramente pela segunda, comme d’habitude.

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