Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

26/06/2011

Semper idem: accerrima proximorum odia

Escritos de Pacheco Pereira como este ou aquele exalam ressaibo em estado puro. Não escreve sobre o que faz o governo, escreve sobre quem escreve ou fala do governo com «o discurso do poder interiorizado» impregnado pela «balofice nacional que nos assaltou». Como se estivesse desapontado com a «boa imprensa» que todos os governos de maioria costumam ter durante algum tempo. Como se esta gentinha não merecesse ter ganho as eleições.

Com aqueles mesmos critérios e aquela mesma abordagem, o que diria Pacheco Pereira se em vez deste governo tivéssemos um outro com a mesma «boa imprensa», liderado pela Dr.ª Ferreira Leite e composto pelos compagnons de route do cavaquismo branqueados das suas responsabilidades? Iria queixar-se duma «balofice» e dum «situacionismo» semelhantes aos que Cavaco Silva desfrutou em certos períodos dos seus governos?

Declaração de interesse: o meu suporte a este governo resume-se a considerá-lo a menos má das alternativas a concurso e, essencialmente por isso, concedo-lhe durante algum tempo o benefício da dúvida.

Sem comentários: