Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

02/06/2011

Lost in translation (106) - os estrangeiros são seriam parvos, queria ele dizer

Confirmando a vertente comicieira que já se tinha revelado enquanto ministro da Economia, o inefável Manuel Pinho garantiu no comício de vila de Feira do PS que «os estrangeiros não são parvos e quando virem que Portugal pode eleger um primeiro-ministro que nem sequer foi secretário de Estado … eles não vão acreditar». Apesar do tempo passado no estrangeiro a ministrar cursos pagos pelos consumidores de electricidade, via o amigo Mexia, este empregado dos banqueiros do regime parece imaginar que os estrangeiros preferem um PM com a experiência de ter criado a dívida pública mais elevada nos últimos 160 anos, a dívida externa mais elevada dos últimos 120 anos, o desemprego mais elevado dos últimos 80 anos e a segunda maior vaga de emigração desde meados do século XIX, a um outro sem este glorioso curriculum.

É caso para dizer, como disse o outro inefável Carrilho: ninguém leva a sério esta lengalenga. Salvo claro aquele 1/3 dos portugueses (metade do partido do Estado).

Sem comentários: