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13/03/2010

Óropa adopta uma das leis de Murphy (3)

[Continuação de (1) e (2)]

Que a Óropa não fala a uma só voz já se sabia (e nunca poderia falar sendo essa voz a do não líder Herman Van Rumpuy). Vai-se também sabendo que até a Alemanha não fala a uma só voz e Angela Merkel não tem batuta que chegue para o governo alemão. Enquanto ela cantava hossanas à solidariedade comunitária para tirar a Grécia do pântano financeiro em que se atolou, pelo menos desde a entrada no euro, o seu ministro da Finanças Wolfgang Schäuble, um democrata-cristão bávaro que tem o corpo preso a uma cadeira de rodas (mas não o cérebro), um bocadinho menos desconfiado dos mercados do que a sua patroa, disse o óbvio para qualquer mente ainda não devastada pelo dogma europeu: «se um país membro da zona euro, no limite, não conseguir consolidar o seu orçamento ou restaurar a sua competitividade, este país, deve, como solução de último recurso, sair da zona euro, embora mantendo-se como membro da União Europeia». Também disse que a UE deveria criar um Fundo Monetário Europeu, ou seja um FMI só para a Óropa, mas ninguém é perfeito.

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