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06/11/2008

«A credibilidade é como a virgindade»

Disse Belmiro de Azevedo, há uns anos a propósito dum qualquer membro do governo de Guterres, acrescentando «só se perde uma vez».

É por isso que Teixeira dos Santos depois de ter jurado durante vários meses que os problemas na banca se circunscreviam aos bancos americanos, mais tarde a alguns bancos europeus mas que os bancos portugueses estavam a salvo, no fim de semana passado que o governo iria nacionalizar o BPN porque afinal sempre havia este banco português com a borda debaixo de água, depois de tudo isto, deveria ter o bom senso de ficar calado. Não ficou e garantiu ontem no parlamento que «não há, para além do BPN, nenhuma instituição com problemas de solvabilidade». Perdeu, outra vez, a virgindade.

Até recentemente, Teixeira dos Santos era um dos poucos ministros que ainda mantinha uma aura de seriedade. O uso intensivo que Sócrates dele tem feito arrisca-se a colocá-lo ao nível do ministro da Economia ou do das Obras Públicas.

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