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01/04/2005

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: será o liberalismo um estado de espírito? (3)

Secção Óbvio Ululante
Não têm conto as vezes que aqui no Impertinências se clamou contra o evidente colectivismo da sociedade portuguesa e a inevitável rejeição pelo povo e pelas luminárias do liberalismo, em qualquer das suas múltiplas encarnações.

Alguns posts em que a maleita nacional é abordada (nem sempre à séria): O colectivismo em altura, Poderão os arrumadores de carros arrumar as elites?, Neo quê? / Neo-lib, a very rare beast, Ando há 10 anos a dizer isso e ninguém me ouve, Utilizador-pagador - o desperdício pedagógico, Perdei toda a esperança vós que esperais, Não é para me gabar, mas, A inveja e a ambição, e, por último, anteontem no Será o liberalismo um estado de espírito? (2).

Pois a partir de ontem a doutrina É Oficial, veio no Público, como escreveu a Joana do Semiramis que também tem batido a mesma tecla inúmeras vezes, como também a têm batido os blasfemos.

José Manuel Fernandes escreveu o seu editorial (continua hoje) defendendo a tese que «em Portugal a cultura político-económica dominante é iliberal»

Como é possível que algo tão óbvio custe tanto a ver? De que serve concluir isso? A verdade é que não é possível tratar a maleita se não soubermos do padecimento.

Pelo editorial, José Manuel Fernandes vence justamente 2 afonsos. O Semiramis e os blasfemos levam 3 bourbons por continuarem iguais a si próprios.

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