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A apresentar mensagens correspondentes à consulta Pro memoria ( ) – a nacionalização do BPN não custou nada ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
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16/12/2020

Pro memoria (408) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em ? mil milhões (XIV)

Posts anteriores (I), (II), (III), (IV), (V), (VI), (VII), (VIII), (IX), (X), (XI), (XII) e (XIII)

Em retrospectiva: Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da decisão porque não custaria nada e a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Recordemos ainda que a nacionalização do BPN foi entusiasticamente apoiada pelo Berloque na pessoa do seu Querido Líder Louçã, agora semi-aposentado, o que não impediu sete anos depois a sua sucessora Querida Líder Catarina Martins dizer com grande descaro que o Novo Banco «é cada vez mais o novo buraco (...) e cada vez lembra mais o BPN».

De vez em quando, são tornadas públicas estimativas de quanto já custou e de quanto ainda vai custar a nacionalização do BPN. Nesta altura, estou a imaginar-vos a perguntar: quanto já custou? estimativas? Então as contas não são do passado e as estimativas para futuro? Sim, respondo, num país normal; num país que não sofresse da maldição da tabuada. Em Portugal fazem-se estimativas para o passado e palpites para o futuro.

Fast forward: segundo a aritmética do Tribunal de Contas no parecer à Conta Geral do Estado, o BPN custou aos contribuintes «4,9 mil milhões de euros entre 2011 e 2018» e no final deste último ano «as garantias prestadas pelo Estado às sociedades veículo do ex-BPN totalizavam 1.377 milhões», significando 6,2 mil milhões de euros de perdas estão garantidas.

Não falando do Animal Feroz que é um caso patológico, se Teixeira dos Santos tivesse um pingo de vergonha, por esta e por muitas outras razões, teria recusado ser condecorado em 2015 ou, pelo menos, deveria fazer como o conde do poema de O'Neill «que cora ao ser condecorado».

Actualização:

«Tribunal de Contas estima em 6.200 milhões de euros o custo do BPN para o Estado desde que o banco foi nacionalizado em 2008. A conta ainda não está fechada, mas já dá uma ideia do valor final.» (Observador)

Sendo o PIB de 2009, ano em que foi nacionalizado o BPN, de 175 mil milhões (base 2016) os 4% que segundo Teixeira dos Santos custaria a falência corresponderiam a 7 mil milhões. Ora como o custo da nacionalização já vai em 6,2 mil milhões and counting, poderemos dizer que a nacionalização é uma espécie de falência que nunca acaba.    

Moral da estória que não tem moral, como diz o lema de estimação do (Im)pertinências: O socialismo não acaba enquanto não acabar o dinheiro dos contribuintes dos países frugais.

21/12/2019

Pro memoria (397) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em ? mil milhões (XIII)

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Em retrospectiva: Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da sua decisão porque não custaria nada e a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Recordemos ainda que a nacionalização do BPN foi entusiasticamente apoiada pelo Berloque na pessoa do seu Querido Líder Louçã, agora semi-aposentado, o que não impediu sete anos depois a sua sucessora Querida Líder Catarina Martins dizer com grande descaro que o Novo Banco «é cada vez mais o novo buraco (...) e cada vez lembra mais o BPN».

De vez em quando, são tornadas públicas estimativas de quanto já custou e de quanto ainda vai custar a nacionalização do BPN. Nesta altura, estou a imaginar-vos a perguntar: quanto já custou? estimativas? Então as contas não são do passado e as estimativas para futuro? Sim, respondo, num país normal; num país que não sofresse da maldição da tabuada. Em Portugal fazem-se estimativas para o passado e palpites para o futuro.

Fast forward: segundo a aritmética do Tribunal de Contas no parecer à Conta Geral do Estado, o BPN custou aos contribuintes «4,9 mil milhões de euros entre 2011 e 2018» e no final este último ano «as garantias prestadas pelo Estado às sociedades veículo do ex-BPN totalizavam 1.377 milhões», significando 6,2 mil milhões de euros de perdas estão garantidas.

Não falando do Animal Feroz que é um caso patológico, se Teixeira dos Santos tivesse um pingo de vergonha, por esta e por muitas outras razões, teria recusado ser condecorado em 2015 ou, pelo menos, deveria fazer como o conde do poema de O'Neill «que cora ao ser condecorado».

Moral da estória que não tem moral, como diz o lema de estimação do (Im)pertinências:
Os cidadãos deste país não devem ter memória curta e deixar branquear as responsabilidades destas elites merdosas que nos têm desgovernado e pretendem ressuscitar purificadas das suas asneiras, incompetências e cobardias.

19/12/2018

Pro memoria (388) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em ? mil milhões (XII)

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Em retrospectiva: Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da sua decisão porque não custaria nada e a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Recordemos ainda que a nacionalização do BPN foi entusiasticamente apoiada pelo Berloque na pessoa do seu Querido Líder Louçã, agora semi-aposentado, o que não impediu sete anos depois a sua sucessora Querida Líder Catarina Martins dizer com grande descaro que o Novo Banco «é cada vez mais o novo buraco (...) e cada vez lembra mais o BPN».

De vez em quando são tornadas públicas estimativas de quanto já custou e de quanto ainda vai custar a nacionalização do BPN. Nesta altura, estou a imaginar-vos a perguntar: quanto já custou? estimativas? Então as contas não são do passado e as estimativas para futuro? Sim, respondo, num país normal; num país que não sofresse da maldição da tabuada. Em Portugal fazem-se estimativas para o passado e palpites para o futuro.

Voltando à vaca fria, a estimativa mais recente de quanto já foi torrado é da responsabilidade do Tribunal de Contas (no melhor pano cai a pior nódoa) e sendo de 4,1 mil milhões de euros é inferior aos 5 mil milhões da última estimativa que registei há dois anos. O que nos leva a outra originalidade, a saber: em Portugal o futuro pode reduzir os custos do passado. Ou talvez não, porque os números de passado não eram contas, eram estimativas.

Seja como for, os milhares de milhões, que talvez ninguém nunca venha a saber quantos são, não se evaporaram (tese de Marcelo) nem foram «destruídos» pela banca (tese da esquerdalhada). Estes e outros milhares de milhões foram torrados em elefantes brancos públicos e privados do regime, como estes promovidos pelos amigos do regime, e a conta vai sendo apresentada aos sujeitos passivos - quem mais além deles?

31/03/2017

Pro memoria (341) - Ele deixou de acreditar nisso

Em entrevista ao Dinheiro Vivo/DN/TSF, uma criatura disse, a propósito da venda do Novo Banco:
« o banco vai ter de melhorar a sua eficiência, reduzir custos - fala-se em fechar balcões e reduzir pessoal -, e eu não acredito que se o banco ficasse na posse do Estado pudesse levar a cabo o plano de reestruturação e de ganho de eficiência que será necessário. Veja-se o que se está a passar com a CGD. Na Caixa, que, segundo foi anunciado, precisará de reduzir também pessoal e fechar balcões, há logo um processo político em torno deste tema. E veja-se a pressão que é feita para que a CGD de facto não melhore a eficiência da sua operação. Imagino também que o mesmo se passaria no Novo Banco (...) a ideia de que nacionalizando o banco permitiria preparar melhor o banco para o vender melhor mais tarde, eu não acredito nisso (...) Vamos todos pagar isto. ».
Pode ser difícil de acreditar, mas quem disse isso foi Teixeira dos Santos, o ministro socialista das Finanças ou, talvez melhor, o ministro das Finanças Socialistas de Sócrates, que nacionalizou o BPN e a quem dediquei uma longa série de posts com o título «a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em...»

Mais um que viu a luz e teve uma epifania?

24/10/2016

Pro memoria (323) - O nada multiplicado pelo multiplicador socialista pode tender para infinito

«O primeiro-ministro avisou os bancos esta terça-feira que, mesmo que o Novo Banco seja vendido a um valor mais baixo do que o esperado, não devem contar com qualquer tipo de desconto por parte do Estado, ou seja, os contribuintes não suportarão nem mais um euro.» (Expresso)

Outros exemplos em que os contribuintes não suportaram nem mais um euro:
  • SCUT - As auto-estradas sem custos para os contribuintes utilizadores inventadas pelo Eng. Cravinho no governo do Eng. Guterres agora à frente dos destinos do mundo, segundo os seus admiradores
«Nas PPP rodoviárias, os encargos brutos aumentarão (em 2016) para 1,53 mil milhões (+14%) enquanto a receita das portagens regista uma redução para 330 milhões (-3,5%). O resultado é um custo líquido de 1,2 mil milhões (mais 200 milhões do que em 2015).» (Expresso)
  • A nacionalização do BPN levada a cabo pelo Dr. Teixeira dos Santos no governo do Eng. Sócrates
Segundo Teixeira dos Santos «não custou nada» e o nada já vai em 9 mil milhões.

Na tabuada socialista o resultado de uma multiplicação de 0 pelo multiplicador socialista de Keynes pode ser de milhares de milhões.

25/08/2016

Pro memoria (315) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 9 mil milhões (XI)

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Em retrospectiva: Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da sua decisão porque não custaria nada e a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Já que estamos a recordar, recordemos que a nacionalização do BPN foi entusiasticamente apoiada pelo Berloque na pessoa do seu Querido Líder Louçã, agora semi-aposentado, o que não impediu sete anos depois a sua sucessora Querida Líder Catarina Martins dizer com grande descaro que o Novo Banco «é cada vez mais o novo buraco (...) e cada vez lembra mais o BPN».

Essa nacionalização para Teixeira dos Santos não custaria nada aos contribuintes, segundo a última versão publicada pelo Expresso, o semanário do regime que à época da nacionalização seguiu solícito a opinião oficial e oficiosa, o nada andará agora pelos 9 mil milhões de euros, dos quais 5 mil milhões já torrados e 4 mil milhões enfiados nos veículos que gerem os restos do BPN.

E por onde andam os 9 mil milhões, perguntareis? Segundo a esquerdalhada foram «destruídos» pela banca, segundo o presidente Marcelo devem ter-se «evaporado», como a crise. Evidentemente ninguém está interessado em mostrar que estes milhões e os outros são, como aqui exemplifiquei, o custo dos elefantes brancos públicos e privados do regime promovidos pelos seus amigos, custo suportado não pelo Estado, mera instância de extorsão, mas pelos contribuintes, também adequadamente chamados sujeitos passivos.

30/04/2016

Pro memoria (306) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (IX)

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Em retrospectiva: Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da sua decisão porque a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Já que estamos a recordar, recordemos que a nacionalização do BPN foi entusiasticamente apoiada pelo Berloque na pessoa do seu Querido Líder Louçã, agora semi-aposentado, o que não impediu sete anos depois a sua sucessora Querida Líder Catarina Martins dizer com grande descaro que o Novo Banco «é cada vez mais o novo buraco (...) e cada vez lembra mais o BPN».

Essa nacionalização para Teixeira dos Santos não custaria nada aos contribuintes e veio a custar x mil milhões. O x tem variado ao longo do tempo no intervalo [0, ∞[ aproximando-se do limite superior e, segundo a última versão da geringonça, deve andar pelos 7,3 mil milhões dos quais 2,8 já torrados e 3,5 a torrar no futuro.

06/06/2015

Pro memoria (237) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (IX)

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Depois de todas as trapalhadas e asneiras que a dupla Sócrates-Teixeira dos Santos fez com a nacionalização de BPN (as mais importantes estão registadas nesta série de posts), soube-se agora que depois da nacionalização em 2008 a administração do BPN nomeada pela Caixa (Caixa onde pontificava Francisco Bandeira, um amigo do peito do preso 44), concede nos 6 meses seguintes 500 milhões de euros de créditos com dinheiro emprestado pela Caixa, crédito que lhe estava vedado. Desses 500 milhões, 366 milhões não foram transferidos para o BIC em 2012 (et pour cause…). Por isso, a Parvalorem apresentou uma queixa-crime contra os administradores do BPN nacionalizado por crimes de gestão danosa e abuso de poder.

25/08/2014

Pro memoria (189) – Quase um quinto do PIB consumido em 6 anos para manter os bancos a flutuar

Relembrando que há quase 6 anos, no início da crise, Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças de Sócrates, garantiu durante vários meses que os problemas na banca se circunscreviam aos bancos americanos, mais tarde a alguns bancos europeus, mas que os bancos portugueses estavam a salvo. Em Novembro de 2008 informou que o governo iria nacionalizar o BPN, porque afinal sempre havia este banco português com a borda debaixo de água, e em vez de ter o bom senso de ficar calado garantiu no parlamento que «não há, para além do BPN, nenhuma instituição com problemas de solvabilidade».

Seis anos passados, os bancos portugueses receberam injecções de capital totalizando 23.533,5 milhões dos quais 12.083,5 milhões como aumentos de capital e 11.450 milhões de ajudas do governo (incluindo capitalização pelo Fundo de Resolução no caso do Novo Banco/BES), assim distribuídos (em milhões de euros; total = aumentos de capital + ajudas).
  • Millenium BCP   8.300   = 5.300 + 3.000 
  • Novo Banco(BES) 8.155   = 3.255 + 4.900 
  • Caixa           3.600   = 2.700 +   900 
  • BPI             2.190   =   690 + 1.500 (já reembolsados) 
  • Banif           1.288,5 = 138,5 + 1.150 
  • Montepio        1.140   = 1.140 +     0   
Ao total de injecções de capital de 23.533,5 milhões devemos ainda adicionar o custo da nacionalização do BPN, decidido pela dupla Sócrates-Teixeira dos Santos, que «não custou nada» (dizia Teixeira dos Santos) e o nada segundo as últimas estimativas pode chegar a 7.000 milhões.

São 30 mil milhões de valor destruído ou 18% do PIB para manter a banca a flutuar, banca que vale hoje apenas uma fracção do capital que consumiu em 6 anos.

29/07/2014

Pro memoria (184) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (VIII)

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Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da sua decisão porque a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Vamos esquecer que, para quem a nacionalização não custaria nada aos contribuintes e veio a custar 7 mil milhões and counting, a sua previsão de queda do PIB de 4% vale o que vale, isto é nada. Vamos apenas, com a ajuda do «Com jornalismo assim, quem precisa de censura?...», recordar que o mesmo Teixeira dos Santos face à bomba potencial que representa o BES, maior banco português, diz esta coisa assombrosa: “claro que isto é um caso que está devidamente confinado, que não há riscos de contágio, [deve-se] garantir que "a solução do caso é estritamente privada, isto é, que não haverá intervenção de dinheiros públicos".

Um módico de pudor levaria esta gente a imitar o mítico Conrado e guardar um prudente silêncio. Mas, conceda-se, não há razão para a criatura ficar calada se o seu chefe José Sócrates perora todos os domingos num púlpito pago pelos contribuintes a defender a sua obra – a bancarrota do Estado, com alguma ajuda dos seus antecessores, conceda-se também.

23/05/2014

Pro memoria (169) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (VII)

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Recorde-se o que se passou e vai passar entre nós com o BPN (clique nos posts anteriores), um pequeno banco de 3.ª classe que irá custar aos contribuintes mais do que o défice de 2013 do Estado português, e compare-se com o banco italiano Monte dei Paschi di Siena, o terceiro maior em activos, desde há 2 anos intervencionado pelo governo italiano com um resgate de 4,1 mil milhões de euros, cujos accionistas decidiram esta semana aumentar o capital em 5 mil milhões e reembolsar desde já uma primeira parte do resgate.

04/11/2013

Pro memoria (145) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (VI)

Posts anteriores (I), (II), (III), (IV) e (V)

Na entrevista ao Expresso, Francisco Nogueira Leite, presidente da Parvalorem encarregada da liquidação dos restos do BPN (mais de 4 mil milhões segundo Nogueira Leite, a somar às perdas já registadas), revelou algumas opiniões e factos importantes para se apurarem responsabilidades, não apenas pela nacionalização mas igualmente pela gestão posterior do BPN antes da sua venda.

Não havia risco sistémico que justificasse a nacionalização que foi decidida deixando cair a solução proposta por Miguel Cadilhe cujo financiamento de 600 milhões que já estava garantido pela Caixa e permitiria deixar as responsabilidades do lado dos accionistas.

Os administradores nomeados pela Caixa tinham «um óbvio conflito de interesses» - entre eles encontrava-se Francisco Bandeira um homem de mão de José Sócrates - e a administração «após a nacionalização, estava repleta de poucas vergonhas»; algumas dessas vergonhas já aqui tinham sido referidas neste post.

«Em vez de se perseguirem os devedores, foram atrás dos colaboradores» e não se fez qualquer tentativa para reforçar as garantias do crédito do BPN.

Por muito que os principais responsáveis, José Sócrates e Teixeira dos Santos, queiram tapar o sol com uma peneira, torna-se claro que a nacionalização do BPN nunca deveria ter acontecido, foi um desastre para o país e uma bênção para os accionistas.

14/10/2013

Pro memoria (137) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (V)

Posts anteriores (I), (II), (III) e (IV)

Enquanto o circo SLN-BPN continua com o palhaço Machete muito convenientemente apupado, o jornalismo de causas, ao mesmo tempo que arrasta pela lama qualquer um que tenha comprado ou vendido acções ou sentado nas suas cadeiras, deixa na sombra também muito convenientemente todos os que foram responsáveis pela inépcia criminosa da supervisão comandada à época pelo ministro anexo Constâncio (que, recorde-se, foi deputado, secretário de estado, ministro várias vezes, secretário-geral do PS e, inimaginável num país civilizado, governador do banco central) e pelo desastre da nacionalização da iniciativa do governo Sócrates (nacionalização, já agora, aplaudida pelo BE) que transferiu para os contribuintes um montante que começou por ser nada e já vai em 7 mil milhões.

Entre os responsáveis pelo desastre da nacionalização encontra-se Francisco Bandeira, um homem de mão de Sócrates, presidente da administração do BPN nomeada pelo governo, que entre outras decisões ruinosas aprovou o financiamento do reembolso de duas emissões de papel comercial da SLN Valor, incumprimento que hoje soma 159 milhões de euros. O financiamento teve como garantia penhores de acções do capital de sociedades do grupo SLN que não valiam o papel em que estavam representadas.

Muito convenientemente outra vez, todas as carpideiras que uivam de indignação pelas espertezas e aproveitamentos dos Machetes deste país, guardam de Conrado o prudente silêncio sobre as incompetências e iniquidades que custam aos portugueses quase 10% dos empréstimos da troika.

09/02/2013

Pro memoria (95) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (IV)

Posts anteriores (I), (II), (III)

Segundo os jornais, o governo enterrou em Dezembro mais 1,33 mil milhões de euros na Parvalorem e a Parups, dois dos caixotes onde foi depositado o lixo do BPN. Segundo Teixeira dos Santos nos garantiu em 2009 a nacionalização do BPN «não custou nada» e no final, tudo por junto, quaisquer 2 mil milhões pagariam a festa. Segundo as últimas estimativas a coisa irá para além dos 7 mil milhões and counting.

O Bloco de Esquerda indigna-se e «exige» explicações. Alguém devia lembrar a esses cómicos que o tele-evangelista Louçã, agora em pousio, em 2008 foi a favor da nacionalização do BPN, acrescentando «desde que sejam os accionistas a pagar o prejuízo», condição que significaria tanto como o slogan dos seus compagnons de route da UDP «os ricos que paguem a crise».

Refrescando as memórias, recordemos que a nacionalização do BPN foi decidida pelo governo PS, por razões de «risco sistémico». Até hoje o único risco sistémico visível foi o risco do sistema dos amigos do regime que entregaram os seus pés-de-meia ao emérito Oliveira e Costa ficarem descalços se os contribuintes não contribuissem.

23/12/2012

Pro memoria (83) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 mil milhões (III)

O Expresso descobriu ontem, com uns meses de atraso, que o custo da aleivosia da nacionalização do BPN decidida pelo governo de José Sócrates (é sempre conveniente lembrar, não vão agora os distraídos debitar a factura ao casal Passos-Gaspar), pode ultrapassar 6,5 mil milhões.

Republicando o posto de 9 de Outubro:

A nacionalização do BPN, segundo o saudoso Teixeira dos Santos, começou por não custar nada e mostrar «melhorias significativas». Mais tarde, no princípio de 2011, o nada já andava por volta de 2 mil milhões, segundo Teixeira dos Santos e o amigo (do animal feroz) Bandeira.

Em Outubro do ano passado, segundo a resposta do ministério das Finanças às perguntas do BE, o custo da nacionalização já ia em 4,5 mil milhões and counting.

A semana passada, a proposta de conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o BPN estimava em 3,4 mil milhões a factura dos sujeitos passivos. Como, segundo a Comissão, este valor «num plano meramente teórico até poderá atingir um limite de 6,5 mil milhões de euros», no vosso lugar contava já com este valor «teórico». A perda de valor do BPN, ou, vendo a coisa numa perspectiva optimista, a valorização dos seus passivos e a desvalorização dos seus activos, terá resultado do «desnorte estratégico». Eu diria que é mais uma aplicação do nosso efeito Lockheed TriStar.

Será este o verdadeiro efeito multiplicador do investimento público? O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor.

09/10/2012

Pro memoria (69) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 mil milhões (II)

A nacionalização do BPN, segundo o saudoso Teixeira dos Santos, começou por não custar nada e mostrar «melhorias significativas». Mais tarde, no princípio de 2011, o nada já andava por volta de 2 mil milhões, segundo Teixeira dos Santos e o amigo (do animal feroz) Bandeira.

Em Outubro do ano passado, segundo a resposta do ministério das Finanças às perguntas do BE, o custo da nacionalização já ia em 4,5 mil milhões and counting.

A semana passada, a proposta de conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o BPN estimava em 3,4 mil milhões a factura dos sujeitos passivos. Como, segundo a Comissão, este valor «num plano meramente teórico até poderá atingir um limite de 6,5 mil milhões de euros», no vosso lugar contava já com este valor «teórico». A perda de valor do BPN, ou, vendo a coisa numa perspectiva optimista, a valorização dos seus passivos e a desvalorização dos seus activos, terá resultado do «desnorte estratégico». Eu diria que é mais uma aplicação do nosso efeito Lockheed TriStar.

Será este o verdadeiro efeito multiplicador do investimento público? O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor.

25/10/2011

Pro memoria (42) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 mil milhões

A nacionalização do BPN, segundo o saudoso Teixeira dos Santos, começou por não custar nada e mostrar «melhorias significativas». Mais tarde, no princípio deste ano, o nada já andava por volta de 2 mil milhões, segundo Teixeira dos Santos e o amigo (do animal feroz) Bandeira.

Segundo a resposta do ministério das Finanças às perguntas do BE, o custo da nacionalização já vai em 4,5 mil milhões and counting. Será este o verdadeiro efeito multiplicador do investimento público? O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor.

(CORRIGIDO o título: onde estava milhões era obviamente mil milhões)